do Brasil mora
na cédula
da Quaest
O Flávio que falta não foi para Lula: parou fora da urna. 28 perguntas ainda sem topline, 31 resíduos de template e um questionário de julho com capa de junho.
não de fraude
O Flávio que falta não foi para Lula: parou fora da urna. 28 perguntas ainda sem topline, 31 resíduos de template e um questionário de julho com capa de junho.
Registrado no TSE em 09/07, coletado de 10 a 13/07, deck criado em 15/07. O questionário oficial ostenta a rodada anterior.
Falha verificável de controle documental. Não prova instrumento errado no campo — prova artefato inadequado para auditar.
A contagem contígua ingênua devolve 26; sobem para 31 ao colapsar as quebras de linha em que “AQUI” pula para a linha seguinte. No registro legal, o público precisa ver a versão exata — não adivinhar o que a tela mostrou.
A abertura garante que “as respostas não são associadas ao seu nome”. O encerramento de julho pede, oralmente, nome, telefone, e-mail, CPF e arroba do Instagram.
O PDF não explica finalidade, base legal, retenção nem dissociação. É problema de consentimento e auditabilidade — não sentença automática de ilegalidade.
As duas coisas são verdadeiras: Flávio perde para Lula e supera todos os adversários. Lula fica em 45 nos quatro cenários — o teto da oposição é o nome que a manchete trata como fim de linha.
A “inviabilidade” não cabe nos próprios números da Quaest.
O ±2 vale para uma porcentagem sozinha. A pergunta é a diferença entre dois candidatos — e diferença tem margem própria, cerca de duas vezes maior.
Nos três cenários o intervalo do gap não inclui zero: a vantagem de Lula é mais robusta que em junho. Ainda assim, publicar o deff real é obrigação básica — e a Quaest não publica.
Contra 157.846.602 eleitores, sexo e idade são quase cópias. A maior diferença territorial é o Sudeste, −1,02.
Auditoria: PNAD 2025, 1ª visita. Mesma safra de 2025 que a Quaest declara calibrar, então o −4,44 é comparação direta, sem ressalva de ano-base: a amostra é mais rica que o país.
Publicado reconstruído das faixas de renda do deck (1º turno p29; aprovação p15). O 2º turno por renda não é publicado — proxy multiplicativo, nível hipótese. Orçamento de erro ±0,9 (arredondamento + resíduo).
Publico assim porque valeria nos dois sentidos: a renda não explica por que a Quaest destoa. Quem quiser explicar procura em outro lugar.
Levantei duas hipóteses e testei as duas contra os próprios dados. A primeira caiu; a segunda ficou de pé.
A unidade é o setor censitário de 15 dígitos do IBGE — não o nome do bairro. Comparando as rodadas pelo geocódigo correto:
História em dois tempos: 36 sem topline no deck da corrida; o suplemento de 16/07 acendeu 8 (Q57–Q61, Q63–Q65); restam 28. Auditoria honesta conta o que melhorou.
As duas reformulações endurecem o texto exibido ao público frente ao instrumento em registro. E o NS/NR some dos gráficos de conhecimento (Q58 e Q63), forçando um binário Sim/Não.
Institutos passaram a fatiar uma única janela de campo em relatórios temáticos publicados em dias diferentes. Cada fatia reinicia o ciclo de notícia e leva a marca do contratante. Três graus:
Em Folha e Estadão, “Tariflávio” entra sempre entre aspas, atribuído ao PT — jornalismo defensável. A exceção de voz própria é o editorial do Estadão de 06/07, “O melhor cabo eleitoral de Lula”.
Q59 pergunta se as tarifas “vão prejudicar sua vida ou de sua família?” — futuro do indicativo, dano consumado.
Adiante, o mesmo instrumento pergunta se Trump “vai voltar atrás”: confessa que nada está consumado. A redação induz.
A Quaest não pergunta “não votaria de jeito nenhum”. Pergunta um ternário sem meio-termo: conhece-e-votaria / não conhece / conhece-e-não-votaria. Sem opção neutra, toda recusa mole de quem conhece o nome vira rejeição.
No 2º turno de julho, o Lula da Quaest (45) está em linha com o campo (média 46,1). É o Flávio da Quaest (37) que destoa: o menor de todos, ~6 pontos abaixo da média.
Campo quase simultâneo (12–15/07 vs 10–13/07). Trocado o instrumento, 6 pontos de Flávio voltam para a cédula: 43 é exatamente onde Datafolha e Nexus o colocam. Lula não se move.
O rótulo “petista” é alegação de Cláudio Dantas (campo de direita, 20/08/25): trabalho em campanhas de Dilma/Pimentel e um livro com Traumann. Testei contra os documentos.
Não é sair da política. É trocar de clientela: de muitos compradores rivais para poucos com direção econômica comum — mídia concessionária e Faria Lima. E esse cliente tem preferência medida pela própria Quaest.
O drift de enquadramento — não os números — é o achado. Nota de apuração: globo.com bloqueia o crawler usado; o cotejo é de enquadramento sobre veículos terceiros verificáveis, não transcrição literal da Globo.
O laço mídia-finanças é estrutural: Globo por concessão e verba, Genial por contrato, Folha por dona de banco, Estadão por credor no conselho. Não é conspiração de um ator; é incentivo do sistema, e cada divulgação deveria declarar de quem é o cliente.
Lei para o piso, resolução para a máquina. Dez emendas fecham as lacunas documentadas por esta rodada. Sem censura prévia: o dado sai depois da coleta, e a omissão é punida sem chamar erro de fraude.
Um bom campo não absolve uma publicação ruim — torna os defeitos de transparência menos desculpáveis, não mais.
O placar é plausível. A documentação não deixa ninguém refazer os pesos, o efeito de desenho e a probabilidade final por eleitor.