18 posts, cada um com card 16:9 pronto para screenshot e texto longo (formato X Premium, 1.000-2.000 caracteres) pronto para colar. Sequência calculada: credibilidade (2-3) → demolição técnica (4-8) → ironia (9-10) → virada estratégica pró-Flávio (11-13) → guerra de campanha: famosos, mapa regional, acordos e indecisos (14-17) → cobrança institucional (18). Sem hashtags: o X premia conteúdo, não tag.
Como publicar: dê screenshot em cada card (eles têm proporção exata 16:9), clique em "Copiar texto" para o corpo do post, e publique na ordem. Dossiê-mãe: docs/quaest_100626.html · Registro TSE BR-07661/2026.
1245 charsEntre os dias 5 e 8 de junho, entrevistadores bateram em 2.004 portas de 120 municípios brasileiros. Fizeram 106 perguntas dentro de cada casa. Sobre voto, sobre o governo, sobre imposto de renda, sobre o Banco Master, sobre Trump, sobre facções, sobre Pix, sobre bets.
Quem pagou a conta foi um banco. R$ 433.255,92, nota fiscal número 353, contratante Banco Genial. Dá R$ 216 por porta batida.
No dia 10, o país recebeu a manchete: Lula 39, Flávio 29. Ponto final, eleição encerrada, podem ir para casa.
Eu não fui para casa. Fui ler o registro no TSE, a pesquisa BR-07661/2026, assinada pela estatística Margarida Maria de Mendonça, CONRE 6731. Fui ler o questionário inteiro, as 106 perguntas, uma por uma. Cruzei a amostra com o TSE e com a PNAD, refiz a margem de erro com o desenho amostral real, reponderei a renda, montei o balanço de transferência do segundo turno.
E descobri duas coisas. Primeira: a Quaest fez o melhor trabalho de campo do ciclo, e vou dizer isso com todas as letras. Segunda: as perguntas mais explosivas do questionário, se Bolsonaro deveria trocar Flávio e o que acontece se Trump o apoiar, foram feitas, registradas, pagas. E nunca publicadas.
Alguém sabe essas respostas. Você não. Auditei tudo. Thread. 🧵
Post 2/18 · crédito onde é devido
A
Arvor Intelligence@leonardodias
2/18
Primeiro, o elogio
Auditoria sem honestidade é militância. O campo da Quaest é o melhor do ciclo: domiciliar, 120 municípios, setores censitários sorteados, áudio conferido. Demografia colada no TSE e na PNAD.
Mulheres — Quaest 53,0 / TSE 52,8
+0,2
16-34 — Quaest 31,0 / TSE 31,4
-0,4
60+ — Quaest 23,0 / TSE 23,3
-0,3
Superior — Quaest 19 / PNAD 19,3
-0,3
Sudeste — Quaest 41,0 / TSE 42,1
-1,1
Deltas Quaest vs TSE 05/2026 e PNADC 2026T1 — quase tudo verde.
amostra vs TSE/PNADquaest 100626 · arvor
1244 charsPrimeiro, o elogio. E ele é sincero, porque auditoria que só desce o porrete não é auditoria, é militância com planilha.
O campo da Quaest é o melhor que eu vi neste ciclo, e olha que já dissequei Datafolha e AtlasIntel. Datafolha aborda gente em ponto de fluxo, na rua, na pressa. Atlas recruta pela internet. A Quaest fez o que manual manda e quase ninguém paga para fazer: sorteou municípios por probabilidade proporcional ao tamanho, sorteou setores censitários dentro deles, bateu na porta do domicílio, gravou áudio, conferiu 30% das entrevistas por gravação e checou georreferenciamento. É a diferença entre fotografar a rua, fotografar a internet e entrar na casa do eleitor.
E o resultado aparece. Cruzei a amostra com o cadastro do TSE de maio de 2026, eleitorado real, excluído o exterior: mulheres 53,0 na Quaest contra 52,8 no TSE. Jovens de 16 a 34: 31,0 contra 31,4. Idosos: 23,0 contra 23,3. Escolaridade contra a PNADC trimestral: 41/40/19 contra 41,1/39,6/19,3. Quase ao decimal, em todas as linhas.
Isso não acontece por sorte. Acontece quando alguém faz o trabalho.
E é exatamente por isso que o que vem a seguir nesta thread é grave. Quem acerta o decimal na demografia não erra por descuido no resto. Erra por escolha.
Post 3/18 · os números
A
Arvor Intelligence@leonardodias
3/18
O que ela mediu
Na espontânea — quando o entrevistador cala a boca — 56% não sabem em quem votar. Mais da metade do país não decidiu a eleição que a manchete já deu por decidida.
Espontânea · Lula
23
Espontânea · Flávio
17
Espontânea · indecisos
56
1º turno · Lula
39
1º turno · Flávio
29
2º turno · Lula
44
2º turno · Flávio
38
espontânea x estimulada x 2º turno (%)quaest 100626 · arvor
1166 charsO que a pesquisa mediu, antes de qualquer interpretação minha.
Primeiro turno estimulado, com a lista de nomes na mão do entrevistador: Lula 39, Flávio Bolsonaro 29. Segundo turno simulado: Lula 44, Flávio 38. Até aqui, a manchete que você leu.
Agora o número que a manchete pulou. Na pergunta espontânea, a Q8 do questionário, quando o entrevistador cala a boca e o eleitor responde sem ver lista nenhuma, Lula tem 23, Flávio tem 17. E 56% não sabem em quem votar.
Cinquenta e seis por cento. Mais da metade do país ainda não decidiu a eleição que o noticiário já deu por decidida quatro meses antes do primeiro turno.
E tem mais fundo nesse retrato. O mesmo levantamento mostra o governo com 47 de aprovação contra 48 de desaprovação, e avaliação negativa de 38 superando a positiva de 34. Ou seja: um presidente eleitoralmente forte sentado sobre um governo socialmente reprovado. Historicamente, essa combinação não envelhece bem.
A fotografia é legítima, o campo foi bem feito, os números são esses. Minha briga não é com a foto. É com a moldura, com a legenda e, principalmente, com as partes da foto que cortaram antes de mostrar para você. Vamos a elas.
Post 4/18 · a margem de fantasia
A
Arvor Intelligence@leonardodias
4/18
margem divulgada vs margem com efeito de desenhoquaest 100626 · arvor
1204 charsA Quaest divulga margem de erro de 2 pontos percentuais. Aqui começa a parte técnica do esquema, e eu peço trinta segundos da sua atenção, porque é simples.
Margem de ±2,2 para 2.004 entrevistas vale para um desenho específico: amostragem aleatória simples, aquele sorteio de loteria em que cada um dos 156 milhões de eleitores tem chance igual de cair na amostra. Ninguém faz pesquisa assim desde que o telefone fixo morreu, porque custaria uma fortuna visitar um eleitor em Tabatinga e outro em Chuí.
O que a Quaest realmente fez, e declarou ao TSE: sorteou 120 municípios, depois sorteou setores censitários dentro deles, aplicou cotas de sexo, idade e escolaridade, e pós-estratificou no final. Cada uma dessas etapas cobra um pedágio de variância. O nome técnico é efeito de desenho, deff, e amostras por conglomerados como essa operam tipicamente entre 1,3 e 2,0.
Com deff 1,5, a margem real vai a ±2,7. Com deff 2,0, vai a ±3,1 por candidato.
A Quaest sabe disso melhor do que eu. Quem domina sorteio de setor censitário sabe calcular deff de olhos fechados. Escolheu não publicar. E divulgar ±2 sabendo que o desenho não sustenta ±2 não é estatística. É marketing com aparência de matemática.
Post 5/18 · o que isso muda
A
Arvor Intelligence@leonardodias
5/18
Jogo aberto vendido como jogo definido
Com ±3,5, o "Lula 44 x 38" é uma diferença de 6 pontos com incerteza de até 7 na diferença. A Quaest domina amostragem por setor censitário. Quem sabe sortear setor sabe calcular deff. Escolheu não publicar.
44 x 38
com deff 2,0 o intervalo da diferença vai de
−0,2 a +12,2
intervalo da diferença no 2º turnoquaest 100626 · arvor
1269 charsE o que muda na prática, você pergunta. Muda a manchete inteira.
Fiz a conta do intervalo da diferença entre Lula e Flávio no segundo turno, o tal 44 x 38, vantagem de 6 pontos. A margem da diferença é aproximadamente o dobro da margem individual, regra conservadora de qualquer curso de amostragem.
Com a margem divulgada, de fantasia, o intervalo da vantagem de Lula vai de +1,6 a +10,4. Confortável. Com deff 1,5, vai de +0,6 a +11,4. Já aperta. Com deff 2,0, vai de −0,2 a +12,2.
Leia de novo o limite inferior: menos zero vírgula dois. O intervalo cruza o empate. No cenário conservador, a liderança de Lula no segundo turno é provável, mas não é o fato consumado que o número seco sugere. É hipótese, não veredito.
Junte as peças: 56% de indecisos na espontânea, governo com desaprovação maior que aprovação, e uma vantagem de 6 pontos cuja incerteza real chega a 7 na diferença. Isso tem nome em estatística e em português: jogo aberto.
Jogo aberto vendido como jogo definido. E o detalhe que não me sai da cabeça: os três grandes institutos fazem a mesma coisa, todos divulgam margem de sorteio simples para desenhos que não são simples. É o cartel da margem mágica. Todos sabem que está errado. Todos repetem. Porque ±2 vende manchete e ±3,5 vende dúvida.
Post 6/18 · o ônibus de 106 perguntas
A
Arvor Intelligence@leonardodias
6/18
106 perguntas. Na casa do eleitor.
Voto, governo, IRPF, Desenrola, Banco Master, Trump, tarifas, facções, Pix, bets, ideologia. Isso não é pesquisa eleitoral — é censo de opinião com voto de entrada. Fadiga do respondente tem nome na literatura.
fluxo do questionário OP093/25quaest 100626 · arvor
1250 charsAgora abra o questionário comigo, porque eu li as 106 perguntas e você merece saber o que tem lá dentro.
Cento e seis. Na casa do eleitor, com o almoço no fogo. O roteiro: crivo e perfil (Q1 a Q7), voto espontâneo (Q8), conhecimento, rejeição e primeiro turno (Q9 a Q23), segunda opção e segundo turno (Q24 a Q30). Aí começa o ônibus: medo e moderação, aprovação do governo, notícias do governo, programas sociais, imposto de renda, dívidas, Desenrola 2.0 (Q31 a Q53). Banco Master e Dark Horse (Q54 a Q62). E de Q63 a Q106: Estados Unidos, Trump, facções, sanções, tarifas, Pix, bets, patriotismo, ideologia.
Isso não é pesquisa eleitoral. É um censo de opinião com voto de entrada. A literatura chama de fadiga do respondente; o entrevistado chama de "moço, eu tenho que fazer o almoço".
Honestidade obriga: o voto vem cedo. Espontânea na Q8, tudo de voto fechado até a Q30, antes de Master, Trump e tarifas. O resultado principal está protegido de contaminação, e quem disser o contrário está errado. Eu verifiquei.
Mas tudo o que vem depois da Q30 é respondido por alguém na pergunta 70 de uma conversa que não acaba, e merece o desconto correspondente. E há um problema que nenhum cansaço explica: o que foi perguntado e sumiu. Próximo post.
Post 7/18 · as perguntas fantasma
A
Arvor Intelligence@leonardodias
7/18
As perguntas fantasma
O pior não é o que publicaram. É o que esconderam. Tudo foi aplicado a 2.004 eleitores, registrado no TSE — e nada apareceu no PDF público. Alguém sabe a resposta. E decidiu que você não saberia.
Q61Bolsonaro deveria trocar Flávio de candidato?
Q62Quem deveria substituí-lo?
Q63-65O que o sr(a). acha dos EUA e de Trump?
Q67E se Trump apoiar Flávio?
STATUSPerguntadas. Pagas. Registradas. Não publicadas.
questionário p.18 vs PDF públicoquaest 100626 · arvor
1275 charsEsta é a parte que me fez parar a auditoria e reler três vezes.
No questionário registrado no TSE, página 18, estão lá: Q61, Bolsonaro deveria trocar Flávio como candidato? Q62, quem deveria substituí-lo? Q63 a Q65, o que o senhor acha dos Estados Unidos e qual a sua imagem de Trump? Q67, e se Trump declarar apoio a Flávio, isso muda seu voto?
Essas perguntas foram aplicadas. A 2.004 eleitores, dentro de casa, com gravação de áudio. Foram pagas pelo Banco Genial. Foram registradas no Tribunal Superior Eleitoral.
E não aparecem em lugar nenhum do PDF público.
Eu procurei. Pergunta por pergunta, página por página. O bloco Master está publicado com vários recortes. O encontro Flávio-Trump está publicado. Facções, sanções, tarifas, tudo publicado. As respostas sobre trocar o candidato e sobre o apoio de Trump, justamente as de maior consequência política direta, evaporaram entre o campo e o relatório.
Eu não sei se essas respostas eram boas ou ruins para Flávio. E esse é exatamente o ponto: alguém sabe. Alguém leu, avaliou e decidiu que você não leria.
Em jornalismo, isso se chama matar a pauta. Em pesquisa eleitoral registrada, deveria se chamar pelo nome: curadoria política do que o público pode saber. Perguntar e esconder é pior do que não perguntar.
Post 8/18 · quem pagou a conta
A
Arvor Intelligence@leonardodias
8/18
Quem pagou a conta
Um banco com mesa de operações, clientes que precificam risco político — e fundos citados em operação da PF sobre dinheiro do PCC. O questionário que ele pagou pergunta ao eleitor se o PCC é terrorista. O eleitor respondeu. O banco ainda deve resposta.
R$ 433 mil pagos como dinheiro de corote60% do país: PCC = terrorista106 compradas · ~100 publicadas
NFS-e nº 353 · Banco Genial
R$ 433.255,92
o mesmo banco cujos fundos a PF rastreou atrás de dinheiro de facção
nota fiscal da pesquisa · operação PF / fundosquaest 100626 · arvor
1788 charsSigamos o dinheiro, que é o que um auditor faz quando as perguntas somem.
Contratante: Banco Genial. Nota fiscal de serviço eletrônica número 353, valor de R$ 433.255,92. Dividido por 2.004 entrevistas, R$ 216 por porta batida. Pago como quem compra corote: sem pestanejar, sem licitação interna, sem dó.
E aqui o enredo engrossa. O mesmo Banco Genial aparece na operação da Polícia Federal que rastreou dinheiro do PCC circulando por fundos de investimento ligados ao banco. Agora pense na cena, porque ela é cinematográfica: o questionário que esse banco pagou pergunta ao eleitor se o PCC deve ser classificado como organização terrorista. 60% dizem que sim. Enquanto isso, a PF pergunta ao banco por que dinheiro da facção passeava pelos seus fundos. O eleitor já respondeu. O banco ainda deve resposta.
Um banco não encomenda 106 perguntas por curiosidade cívica. Tem mesa de operações, clientes institucionais, gente paga para precificar risco político antes do mercado. Saber hoje se o eleitorado aceitaria a troca de Flávio, ou como reagiria a um apoio explícito de Trump, vale dinheiro. Vale posição. O Genial pagou R$ 433 mil, recebeu as respostas das 106 perguntas. O público recebeu as que passaram na peneira. No mercado, informação que uns têm e outros não tem nome técnico, e a CVM costuma se interessar.
Que fique claro: não afirmo que o banco operou em cima do que escondeu, nem sentencio a história dos fundos — investigação se acompanha, não se julga em thread. Mas o conjunto da obra é este: um banco com fundos na mira da PF por dinheiro de facção, gastando R$ 433 mil como dinheiro de corote numa pesquisa que pergunta sobre facções e esconde as perguntas mais quentes sobre o principal adversário do governo. Se isso não merece auditoria, nada no Brasil merece.
Post 9/18 · o alvo rico demais
A
Arvor Intelligence@leonardodias
9/18
O alvo rico demais
O alvo de renda da Quaest tem menos pobres que o Brasil da PNAD. E baixa renda vota Lula 50 x 23. Reponderando para o Brasil real, Lula sobe 0,7 ponto. O único viés do alvo joga contra o líder. Anote a ironia.
Até 2 SM · alvo Quaest
31,0
Até 2 SM · PNAD real
35,4
2-5 SM · alvo Quaest
42,0
2-5 SM · PNAD real
39,2
5+ SM · alvo Quaest
27,0
5+ SM · PNAD real
25,3
faltam 4,4 p.p. de eleitores até 2 SM no alvo — a faixa onde Lula faz 50 x 23
1340 charsAgora um detalhe fino que quase ninguém pegou, e que eu só achei porque cruzei o alvo de cotas da Quaest com a PNAD contínua, microdado por microdado.
O alvo de renda declarado ao TSE é 31% de eleitores com até 2 salários mínimos, 42% de 2 a 5, 27% acima de 5. O Brasil real de 16 anos ou mais, na PNADC anual 2025, é 35,4 / 39,2 / 25,3.
Tradução: faltam 4,4 pontos de eleitor pobre no alvo da Quaest. A amostra dela é mais rica que o país.
Por que importa? Porque a própria pesquisa mostra que renda é o eixo do voto: na faixa até 2 salários, Lula faz 50 a 23. Na faixa acima de 5, Flávio vira: 37 a 28. Subamostrar pobre é, mecanicamente, subamostrar eleitor de Lula.
Então eu refiz a conta. Reponderando o primeiro turno publicado com a distribuição de renda do Brasil real da PNAD, Lula sobe 0,7 ponto e Flávio cai 0,4. Testei com renda habitual em vez de efetiva: mesma direção. Testei com responsáveis de domicílio: Lula sobe ainda mais.
Ou seja: o único desvio sistemático do alvo da Quaest joga contra o líder da pesquisa, não a favor. Quem quiser acusar o instituto de inflar Lula vai ter que explicar por que ele montou um alvo que o desinfla.
Anote a ironia: corrigido o viés, o candidato que melhora é o adversário do contratante banqueiro. Auditoria séria registra o que encontra, inclusive quando atrapalha a tese fácil.
Post 10/18 · Master: o dano real
A
Arvor Intelligence@leonardodias
10/18
Master: o dano real é 12%
65% dizem que Flávio errou — manchete pronta. A pergunta seguinte desmonta: 50% já não votariam nele de qualquer forma. Dois terços do "estrago" é rejeição velha reembalada como notícia.
Aumenta o voto
6
Diminui o voto
12
Segue votando nele
26
Já não votaria nele
50
"As notícias sobre Flávio e Vorcaro mudam seu voto?" — efeito declarado (%)
bloco Banco Master / Dark Horsequaest 100626 · arvor
1272 charsO bloco do Banco Master é onde a manchete e o dado pedem divórcio, e eu vou mostrar a certidão.
A manchete que circulou: 65% dizem que Flávio errou ao buscar financiamento com Vorcaro. Número feio, real, está lá. O bloco inteiro é duro: 60% dizem que o caso levanta suspeitas, 62% acham que Flávio sabia, 58% acham que ele pode estar escondendo envolvimento.
Só que a Quaest fez a pergunta seguinte, a que importa para a eleição: e isso muda o seu voto?
Resposta: 6% dizem que aumenta a chance de votar nele. 26% seguem votando normalmente. 12% dizem que diminui. E 50%, metade da amostra, respondem que não muda nada porque já não votariam nele de qualquer forma.
Faça a conta comigo. Dos 65% do "errou", a maioria esmagadora é gente que já era contra Flávio antes de o caso existir. Isso não é dano novo. É rejeição velha reembalada como notícia. O dano marginal real, eleitor que Flávio tinha e o caso tirou, é de 12%. E parte desses 12% ainda é resposta de momento, dada a um entrevistador, logo depois de um bloco inteiro descrevendo o escândalo em detalhe.
O Master machuca a imagem de Flávio? Machuca. Machuca o voto? Bem menos do que o noticiário precisa que machuque. A diferença entre 65 e 12 é a diferença entre o que vende manchete e o que decide eleição.
Post 11/18 · o dado que a direita precisa ver
A
Arvor Intelligence@leonardodias
11/18
O melhor segundo-turnista da direita
Do 1º para o 2º turno, Flávio ganha +9 pontos — o maior salto de qualquer candidato. Pela régua da própria Quaest, paga por um banco sem simpatia pelo sobrenome.
Flávio vs Lula 44
38
Zema vs Lula 45
35
Caiado vs Lula 45
35
Renan vs Lula 45
31
Voto do adversário em cada 2º turno (Lula estacionado em 44/45 em todos)
cenários de 2º turnoquaest 100626 · arvor
1311 charsAté aqui, demolição. Agora a leitura estratégica, porque dentro dessa mesma pesquisa, paga por um banco sem nenhuma simpatia evidente pelo sobrenome Bolsonaro, está escondido o dado mais inconveniente para a tese da terceira via.
Do primeiro para o segundo turno, Flávio salta de 29 para 38. Nove pontos de ganho líquido, o maior de qualquer candidato em qualquer cenário testado. Lula, no mesmo movimento, ganha cinco: vai de 39 para 44.
E o teste decisivo: contra Lula, Flávio faz 38. Zema faz 35. Caiado faz 35. Renan Santos faz 31. Enquanto isso, Lula fica estacionado em 44 ou 45 contra qualquer um deles, não importa o adversário.
Esses 9 pontos têm nome: voto útil reprimido. É o eleitor que hoje marca Zema, Caiado, Renan ou indeciso, mas que, posto diante de Lula, aperta o botão Flávio sem pestanejar. Esse voto já existe. Só não sabe ainda que é dele.
Se a direita antecipasse esse movimento para o primeiro turno, Flávio sairia de 29 para a vizinhança de 38 antes de outubro, e a eleição mudaria de natureza meses antes da urna.
Pela régua da própria Quaest, com campo domiciliar e sorteio de setor censitário, Flávio Bolsonaro é o melhor segundo-turnista da direita brasileira. O dado é péssimo para os concorrentes internos. Por isso mesmo é precioso: ninguém pode acusar a fonte de simpatia.
Post 12/18 · os 18% órfãos
A
Arvor Intelligence@leonardodias
12/18
18% escolhem ninguém
Postos diante de Lula x Flávio, branco/nulo sobe de 9 para 14 e os indecisos somam 4. Entre independentes, 39% ficam fora da escolha. Lula está no teto: 44/45 contra qualquer um, 53 de rejeição. Quem disputa o limbo disputa o Planalto.
100 eleitores no 2º turno · cada quadrado = 1%quaest 100626 · arvor
1153 charsE agora o número que, na minha leitura, decide 2026. Não é o 44 nem o 38.
É o 18.
Postos diante de Lula contra Flávio, 18% dos eleitores escolhem ninguém: 14 votariam branco ou nulo, 4 não sabem. O branco/nulo sobe de 9 no primeiro turno para 14 no segundo. A polarização, em vez de forçar escolha, produz fuga. Entre os que se declaram independentes, o buraco é maior ainda: 39% ficam fora da escolha.
Pare e pese: a vantagem de Lula é de 6 pontos. O bloco que recusa os dois é três vezes maior que essa vantagem. O maior partido do segundo turno brasileiro não é o PT nem o bolsonarismo. É o partido de quem olha para a cédula e a devolve.
E a assimetria entre os dois candidatos diante desse limbo é brutal. Lula tem potencial de voto de 45 e está em 44. Está operando a 98% do próprio teto, com 53% de rejeição e um governo desaprovado por 48%. Não tem para onde crescer. Flávio tem rejeição maior, 56%, é verdade, e potencial de 39. Mas tem 18 pontos de limbo para disputar e 9 de voto útil para antecipar.
Um está cheio. O outro tem espaço. Quem conquistar metade desse limbo conquista o Planalto, e só um dos dois ainda tem o que conquistar.
Post 13/18 · a equação
A
Arvor Intelligence@leonardodias
13/18
Estoque vs fluxo
Lula administra estoque: 44 de um potencial de 45, sem espaço para crescer. A direita disputa fluxo: 9 pontos de voto útil a antecipar + 18 pontos de órfãos a conquistar. Campanhas se ganham no fluxo. A Quaest entregou o mapa.
9
voto útil reprimido
+
18
órfãos do binário
≫
6
vantagem de Lula
a aritmética da eleição de 2026quaest 100626 · arvor
1333 charsA eleição inteira cabe em uma frase: Lula administra estoque, a direita disputa fluxo.
Lula está em 44 de um potencial de 45. Estoque cheio, prateleira sem espaço, rejeição de 53 travando a porta. A campanha dele será defensiva por definição: não perder o que tem.
Flávio tem dois fluxos abertos: 9 pontos de voto útil a antecipar do segundo para o primeiro turno, e 18 pontos de órfãos a conquistar. Campanhas se ganham no fluxo.
E eu fiz a física da vitória. Do bolo de 32% que está fora do binário no primeiro turno, Flávio captura hoje na razão de 1,8 para 1 contra Lula: pega 9 enquanto Lula pega 5. Mantida essa razão sobre os 18 pontos restantes, Flávio perde por um fio, 50,4 a 49,6. Elevada a razão para 2,5 por 1, ele vence por 49 a 43. A campanha inteira se resume a melhorar uma única razão de captura, e o multiplicador dessa razão é um só: rejeição. Com 56%, o órfão prefere anular a votar nele. Rejeição de 56 para 49 é a métrica-mãe.
O mapa também está na pesquisa: a vantagem de Lula nasce quase toda no Nordeste, 54 a 25, que pesa 27,6% do eleitorado e sozinho rende uns 8 pontos da dianteira nacional. Flávio só lidera no Sul, 38 a 27, região que pesa 14,5%. Não precisa vencer o Nordeste. Precisa sangrá-lo.
A Quaest, sem querer, entregou o mapa do tesouro. Pena que entregou junto com as páginas arrancadas.
Post 14/18 · os intergalácticos
A
Arvor Intelligence@leonardodias
14/18
Os intergalácticos: a direita limpinha
Querem os votos do Bolsonaro sem o Bolsonaro. Sabotam por dentro e, no 2º turno, descobrem "princípios" e pedem nulo do alto do chá de alfazema. Detalhe aritmético: nulo de eleitor antipetista aumenta o peso do voto Lula nos válidos. Nulo de direita é meio voto no L.
Zemula · Zemanco · CaiadulaKassab de garçom da transferênciaseparar o eleitor do dono
9 → 14
branco/nulo sobe 5 p.p. do 1º para o 2º turno — esse delta tem digitais: é o eleitor de Zema, Caiado e Renan sendo empurrado para fora da urna
1634 charsAgora o capítulo que ninguém da direita gosta de ler em voz alta: os intergalácticos.
Intergaláctico é a direita limpinha. Aquela que quer os votos do Bolsonaro sem precisar do Bolsonaro. Que morre de inveja do capital eleitoral do clã, passa o ciclo inteiro sabotando por dentro, de mãos dadas com a esquerda, e, quando chega o segundo turno, descobre uma "questão de princípios" e pede voto nulo do alto do seu chá de alfazema.
E aqui entra a aritmética que esse pessoal finge não entender. Voto nulo não é neutro. Quando um eleitor antipetista anula, ele sai da conta dos válidos, e o voto Lula, cravado em 44, passa a pesar mais na divisão. Nulo de eleitor de direita é, na prática, meio voto no L. Sempre. E alguns nem vão se dar ao trabalho do disfarce: parte do centrão vai direto para o palanque do Lula. Kassab costurar isso para o lado do Caiado não é hipótese maluca, é roteiro com precedente. O voto Cassabaiadula está logo ali, a uma dose de chá de alfazema.
Os números da Quaest mostram o tamanho do estrago possível: Zema, Caiado e Renan somam 13% no primeiro turno. No segundo, branco/nulo sobe de 9 para 14. Esse delta de 5 pontos tem digitais.
A resposta de Flávio não é xingar o eleitor dessas tribos. É separar o eleitor do dono. O eleitor do Novo quer planilha, não quer eleger o Lula. O do Caiado quer ordem. O do MBL quer não se ajoelhar. Pacote para cada um, ponte para todos, e uma mensagem repetida até cansar: quem pede nulo contra o Lula está pedindo voto para o Lula com vergonha de dizer.
O intergaláctico vive de sequestrar voto de direita. A campanha vive de devolver esse voto ao dono: o eleitor.
Post 15/18 · o mapa de guerra regional
A
Arvor Intelligence@leonardodias
15/18
O mapa de guerra: sangrar o NE, virar SP e MG
A vantagem de Lula nasce no Nordeste (54x25, peso 27,6%) e nas capitais do Sudeste. Não precisa vencer o NE — precisa sangrar em foco: CE pela segurança, PE pela máquina, BA pelo agro. Em MG, Nikolas e Cleitinho contra o Zemula; em GO, vigiar o Caiadula. E fabricar margem barata no AM.
SP · 21,6% do eleitorado
+5
MG · 10,4% — anti-Zemula
+5
BA · 7,2% — oeste agro
foco
PE · 4,6% — máquina
foco
CE · 4,4% — segurança
foco
GO · 3,2% — anti-Caiadula
+14
AM · 1,8% — Zona Franca
+10
Barras = peso no eleitorado TSE · metas de margem por frente · NE: cada ponto regional vale 0,28 nacional
placar consolidado das frentes: +8,5 → ~51x49quaest 100626 · arvor
1879 charsO mapa de guerra, estado por estado, com os pesos do TSE na mesa.
A vantagem de Lula nasce em dois lugares: no Nordeste (54 a 25, peso 27,6%, uns 8 pontos da dianteira nacional) e nas capitais do Sudeste. No NE a instrução não é vencer. É sangrar em foco: cada ponto recuperado vale 0,28 nacional; meta de -29 para -16, +3,6 pontos sem ganhar uma capital.
CEARÁ (4,4%): segurança. Fortaleza convive com facção dominando bairro; 60% do país apoia classificar PCC e CV como terroristas e 47% creditam a Flávio a pressão sobre Trump. Cunha: jovem da periferia + Lei Antiterror.
PERNAMBUCO (4,6%): máquina. O prefeito do centrão não precisa subir no palanque, precisa não trabalhar para Lula. 250 prefeituras neutras valem 2 a 3 pontos regionais.
BAHIA (7,2%): duas Bahias. Salvador é difícil; o oeste é MATOPIBA, agro ressentido com Brasília. Vencer com folga nos polos do agro.
SÃO PAULO (21,6%): o cofre. A capital não pode ser terra arrasada: periferia evangélica da Grande SP, Tarcísio fiador, agro do interior com comparecimento máximo. Meta: virar para +5.
MINAS (10,4%): a fronteira. O Sudeste pende para o L por causa de MG e das capitais, e aqui mora o voto Zemula: Zema no 1º turno, Lula no 2º. E as variantes Zemulo e Zemanco (Zema + nulo/branco), que dão no mesmo: válido a menos contra o L. Nikolas Ferreira precisa entrar de cabeça, com Cleitinho e a bancada mineira, sem atacar o chá de alfazema: o trabalho é tornar o Zemula socialmente impossível, em BH e no interior. Quem ganha Minas ganha o Brasil desde 1989.
GOIÁS (3,2%): o Caiadula, com Kassab de garçom da transferência. Base natural não se abandona por parecer ganha.
AMAZONAS (1,8%): Zona Franca defendida em voz alta + Manaus evangélica. No Norte, margem se fabrica barato.
Placar das frentes: ~+8,5 pontos, de 44 x 38 para ~51 x 49. Regra transversal: nenhum voto de direita pode morrer em nulo.
Post 16/18 · acordos de 2º turno e voto útil no 1º
A
Arvor Intelligence@leonardodias
16/18
Acordo de 2º turno se assina em agosto
Contra Lula só um nome chega perto: Flávio 38, Zema 35, Caiado 35, Renan 31. Dividir é eleger. A missão: transferir os 9 p.p. de voto útil já no 1º turno (29 → 35+) e deixar as adesões pré-assinadas para anunciar em 72h.
JUN-JULÍmã — zero ataque à direita; elogio seletivo. Atacar agora só os consolida.
SETVoto útil explícito — o ataque é à inutilidade do voto, nunca ao candidato.
OUTPânico controlado — "cada voto fora é um voto a menos contra Lula em novembro".
sequenciamento do voto útil · 4 fasesquaest 100626 · arvor
1631 charsO erro clássico da direita é tratar acordo de segundo turno como assunto de segundo turno. Os números desta Quaest mandam fazer o contrário: antecipar tudo.
Flávio faz 38 contra Lula. Zema e Caiado fazem 35. Renan faz 31. E Lula está sempre em 44/45. A matemática é impiedosa: contra Lula, só um nome chega perto. Dividir é eleger.
Os 9 pontos que Flávio ganha do primeiro para o segundo turno já são dele. Só ainda não sabem disso. A missão é transferir o máximo já no primeiro turno: de 29 para 35 ou mais, matando a tese da terceira via antes de setembro. Em quatro fases:
JUNHO-JULHO, fase ímã: zero ataque a Zema, Caiado e Renan. Elogio seletivo ("Zema é um grande gestor", "Caiado entende de segurança"). Atacar agora só os consolida.
AGOSTO, fase pinça: negociação de bastidor. Vice, ministérios, palanques estaduais casados. Tarcísio é a primeira opção de chapa; Zema, a segunda, com a Fazenda chancelada por ele na mesa. E agregadores de pesquisa divulgados toda semana: a narrativa "só Flávio chega" se prova sozinha.
SETEMBRO, voto útil explícito: o ataque nunca é ao candidato, é à inutilidade do voto. "Voto em Zema é voto que não chega ao segundo turno." Pressão de baixo para cima: empresário, pastor e prefeito cobrando publicamente a união da direita.
ÚLTIMA SEMANA, pânico controlado: "faltam X pontos. Cada voto fora é um voto a menos contra Lula em novembro. Decida agora o que vai decidir depois."
E o detalhe que separa amador de profissional: as adesões do segundo turno se assinam em agosto, para serem anunciadas em 72 horas depois da urna. Quem espera o resultado para negociar, negocia de joelhos.
Post 17/18 · onde mora o indeciso
A
Arvor Intelligence@leonardodias
17/18
Onde mora o indeciso
Ele não está no agro nem no condomínio. Está no ônibus lotado do Recife, na fila do posto em Contagem, na mãe solo de Itaquera. E não decide por ideologia: decide por custo de vida, segurança e capacidade de governar.
Espontânea · não sabe
56
1º turno · indecisos
10
1º turno · branco/nulo
9
2º turno · limbo total
18
Independentes fora da escolha
39
a Quaest não publica o mapa completo dos indecisos por região × renda × sexo — mais uma omissão a cobrar
o funil da indecisão (%)quaest 100626 · arvor
1849 charsÚltima peça do quebra-cabeça: onde mora o eleitor que ainda não decidiu? Porque é nele que esta eleição será ganha ou perdida.
O estoque é gigante. Na espontânea, 56% não sabem em quem votar. No primeiro turno estimulado, 10% seguem indecisos e 9% declaram branco ou nulo. No segundo turno, o limbo soma 18%. E entre independentes, 39% recusam a escolha binária.
Onde eles estão? Aqui entra mais uma cobrança à Quaest: o relatório público não traz o mapa completo dos indecisos por região, renda e sexo. Só recortes esparsos. Mas dá para triangular com o que foi publicado e com a régua histórica: o indeciso tardio brasileiro é desproporcionalmente mulher, de baixa renda, de menor escolaridade e das periferias urbanas. Exatamente os segmentos onde Flávio está mais distante hoje: na baixa renda, perde de 50 a 23; entre mulheres, carrega seu maior déficit.
Tradução estratégica: o indeciso não está no agro nem no condomínio. Está no ônibus lotado do Recife, na fila do posto de saúde em Contagem, na mãe solo de Itaquera. E ele não decide por ideologia. Decide por custo de vida, segurança e por quem parece capaz de governar.
O plano tem três camadas. Primeira: 12 grupos focais só com indecisos e anuladores (SP, BH, Recife, Porto Alegre) para responder a única pergunta que importa: o veto a Flávio é moral ou de capacidade? Se for moral, a resposta é blindagem Master e mudança de tom. Se for de capacidade, é equipe econômica anunciada antes do voto, Tarcísio e Zema como fiadores, agenda social com Michelle. Segunda: presença física nos territórios do indeciso, não nos redutos. Terceira: mensagem de custo, sem culpar o eleitor: "anular é deixar os outros decidirem sua vida".
E uma exigência de auditoria que vira arma de campanha: Quaest, publique o cruzamento completo dos indecisos. Quem mapeia o limbo primeiro, chega primeiro.
Post 18/18 · fechamento + CTA
A
Arvor Intelligence@leonardodias
18/18
Mediu bem. Publicou pela metade.
Pesquisa registrada no TSE é bem público com nota fiscal privada. Dossiê completo, com todos os cálculos auditáveis, no link do post.
1Questionário integral com todos os resultados
2Pesos finais e targets de calibração
3Efeito de desenho (deff) e margem honesta
4Matriz de transição 1º → 2º turno
5Microdados anonimizados para auditoria independente
as 5 cobranças da Arvor à Quaest/Genialquaest 100626 · arvor
1237 charsFecho como abri: a Quaest mediu bem. E publicou pela metade. As duas coisas são verdadeiras ao mesmo tempo, e a segunda é mais grave justamente por causa da primeira. Quem acerta a demografia ao decimal não omite deff por ignorância nem perde perguntas por desorganização. Cada omissão aqui é uma escolha de gente competente.
Então a cobrança é pública e específica. Quaest e Banco Genial, eis a lista:
1. O questionário integral com TODOS os resultados, incluindo Q61, Q62, Q63 a Q65 e Q67. Foram aplicados, registrados e pagos; pertencem ao debate público.
2. Os pesos finais e os alvos de calibração usados no rake.
3. O efeito de desenho (deff) e a margem de erro honesta que decorre dele.
4. A matriz de transição entre primeiro e segundo turno.
5. Microdados anonimizados, como qualquer survey sério no mundo civilizado disponibiliza.
Pesquisa registrada no TSE não é produto privado de banco. É bem público com nota fiscal privada. O contratante paga pela coleta; o resultado pertence ao eleitor.
O dossiê completo, com todos os números, todas as fontes e todos os cálculos refeitos passo a passo para quem quiser conferir, auditar ou derrubar, está aqui:
brasil.arvor.co/quaest_100626.html
Auditem os auditores. Eu comecei.