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O Sudeste nao e um problema. Sao tres.

A camada do Sudeste do Datafolha de 21 de setembro, em cinco cards quadrados. O nacional quase nao se move e a estrela continua sendo a regua de renda. A novidade esta em SP, RJ e MG, medidos por dentro na mesma entrevista: governo do estado, Senado e Presidencia. Cada card e a imagem do post e o texto embaixo e o post, pronto para copiar.

Como usar. Cada card e um quadrado de 760 pixels na tela, 1:1 exato acima de 720 pixels de janela, e cabe no anexo de um post. O texto embaixo tem de 1.000 a 1.500 caracteres. Nenhum numero foi digitado a mao: todos vem de datafolha_21092026_sudeste.json, datafolha_21092026_cobertura_sudeste.json e datafolha_21092026_data.json.
Arvor Intelligencebrasil.arvor.co · Sudeste 2026
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tese
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O Sudeste não é um problema. São três.

No nacional quase nada se move: Lula 46 e Flávio 44 publicados, 42,95 e 47,33 na régua de renda da PNAD. A novidade está nos três estados que o instituto mediu por dentro, na mesma entrevista.

SP Tarcísio 56 x Flávio 47MG Cleitinho Azevedo 59 x Flávio 45RJ Flávio 49 x Douglas Ruas 34
2º TURNO ESTADUAL E 2º TURNO PRESIDENCIAL, MESMA ENTREVISTA20%40%60%SPn = 1.610vão +9Tarcísio 56Flávio 47MGn = 1.204vão +14Cleitinho Azevedo 59Flávio 45RJn = 1.204vão -15Douglas Ruas 34Flávio 49governo do estado, 2º turnoFlávio, Presidência, 2º turnoGovernador: SP p. 39, MG p. 40, RJ p. 38. Presidente: pp. 58, 94 e 76.
Datafolha · campo estadual 8 a 10/09/2026 · BR-04029/202601/05
1122 caracteresPost 1. O Datafolha completo de 21 de setembro traz pouca novidade nacional. O 2º turno publicado é Lula 46 e Flávio 44. Trocando só a distribuição de renda da amostra pela distribuição medida pela PNAD de 2025, o mesmo 2º turno vira Lula 42,95 e Flávio 47,33. Essa continua sendo a estrela do laudo, e continua sendo sensibilidade sob régua comum, não previsão. A novidade está no Sudeste. E o Sudeste não é um problema: são três. Na mesma entrevista, o instituto perguntou governo do estado e Presidência. Em São Paulo, Tarcísio tem 56 no 2º turno estadual e Flávio tem 47 no presidencial. Em Minas, Cleitinho Azevedo tem 59 e Flávio tem 45. No Rio o sinal inverte: Douglas Ruas tem 34 e Flávio tem 49. Três estados vizinhos, três geometrias. Em SP e em MG quem carrega a chapa é o candidato ao governo. No RJ quem carrega é o presidenciável. Qualquer frase sobre o Sudeste no singular morre nessa tabela. A diferença entre cargos não prova erro do instituto: cargo, cédula e incentivo são diferentes. Ela mede teto endereçável, não previsão. Votar no governador não torna o eleitor disponível para o presidenciável.
Arvor Intelligencebrasil.arvor.co · Sudeste 2026
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aula
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Duas réguas para o mesmo Sudeste, e elas não se separam

O recorte regional da pesquisa nacional dá Lula 42 e Flávio 46, com base 838. As três estaduais, ponderadas pelo eleitorado do TSE, dão 42,83 e 46,89.

margem da diferença 6,35 no recortecobertura 95,49%IC95 de -6,98 a +7,09
LULA E FLÁVIO NO SUDESTE, DUAS RÉGUAS, 2º TURNO38%42%46%50%54%Recorte Sudeste do nacionaln = 838 · 15 a 17/09Lula 42Flávio 46Três estaduais pelo TSEn = 4.018 · 8 a 10/09Lula 42,83Flávio 46,89DIFERENÇA ENTRE AS DUAS RÉGUAS, COM 95%zero-6,98+7,09+0,057O intervalo contém o zero. Cobertura do eleitorado do Sudeste: 95,49%.
Recorte nacional p. 42 · estaduais pp. 58, 76 e 94 · pesos TSE02/05
1158 caracteresPost 2. Aula curta sobre recorte regional. Quando uma pesquisa nacional publica o resultado de uma região, ela está usando um pedaço da amostra. O recorte Sudeste desta onda tem base 838 e dá Lula 42 contra Flávio 46. A margem da diferença nesse pedaço é de 6,35 pontos. Existe uma segunda régua para a mesma região. O próprio instituto foi a campo em SP, RJ e MG uma semana antes, com amostras estaduais que somam 4.018 entrevistas. Ponderando os três estados pelo eleitorado do TSE, sai Lula 42,83 contra Flávio 46,89. A diferença entre as duas leituras é de 0,057 ponto, com intervalo de 95% indo de -6,98 a +7,09. O intervalo contém o zero com folga: as duas réguas concordam. É como pesar o mesmo saco de arroz na balança da feira e na da farmácia. As duas marcaram quase o mesmo peso. Isso dá confiança nas duas balanças. Não transforma a diferença entre elas em notícia. Duas ressalvas andam junto com o número. Os campos são diferentes, 15 a 17 de setembro no nacional e 8 a 10 nas estaduais. E as três estaduais cobrem 95,49% do eleitorado do Sudeste: o Espírito Santo não tem pesquisa do instituto, e o voto capixaba não se deduz por subtração.
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medição
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A transferência, aqui, é medida

O instituto publica, em texto corrido, o voto para presidente dentro do eleitorado de cada candidato a governador: SP na p. 4, RJ nas pp. 12 e 13, MG nas pp. 20 e 21. Fita sólida é o que ele publicou; hachurada é o resto da linha, que ele não publica.

MG: Cleitinho dá 71 a Flávio e 25 a LulaSP: 41 de cada 100 de Tarcísio fora de FlávioRJ: Paes dá 28 a Flávio e 64 a Lula
VOTO PARA PRESIDENTE DENTRO DO ELEITORADO DE CADA GOVERNADORSP · Tarcísio1º turno · p. 4Flávio 59Lula 12Cury 821 sem linhaMG · Cleitinho2º turno · p. 21Flávio 71Lula 254 sem linhaRJ · Paes2º turno · p. 13Lula 64Flávio 288 sem linhafita sólida: linha publicada pelo institutofita hachurada: o resto da linha, que o relatório não abre13 linhas medidas no relatório presidencial estadual. Leitura agregada.
Relatório presidencial estadual · pp. 4, 12, 13, 20 e 2103/05
1492 caracteresPost 3. Em quase toda auditoria a transferência de voto entre cargos é estimativa nossa, com a prior declarada. Aqui não. O Datafolha publica o voto para presidente dentro do eleitorado de cada candidato a governador, em texto corrido: São Paulo na página 4, Rio nas páginas 12 e 13, Minas nas páginas 20 e 21. São 13 linhas medidas. Minas. Quem vota em Cleitinho para governador dá 71 a Flávio e 25 a Lula no 2º turno presidencial. Um em cada quatro eleitores do candidato mais votado ao governo vota no adversário do próprio campo para presidente. São Paulo. Quem vota em Tarcísio dá 59 a Flávio no 1º turno. São 41 pontos desse eleitorado fora de Flávio, e o instituto abre parte deles: 12 vão a Lula e 8 a Cury. O destino dos outros 21 o relatório não abre. Esses 12 viram piso do 2º turno: estimativa nossa não pode ficar abaixo do que o instituto mediu. Rio. Quem vota em Paes dá 28 a Flávio e 64 a Lula no 2º turno. É o cruzamento que mostra por que o Rio inverte o sinal: o eleitorado do favorito ao governo é de centro e de esquerda, e o presidenciável da direita vive fora dele. Linha medida também tem intervalo: os 7% de Ruas para Lula saem de 304 entrevistas, de 3,5 a 10,5 com efeito de desenho, e valem 1,77 ponto do eleitorado. Dois limites andam colados no número. A leitura é agregada: o diagrama descreve blocos, não o percurso de pessoas. E o vão é teto endereçável, não previsão. O que falta é a matriz completa, com bases e pesos, que o instituto tem e não publica.
Arvor Intelligencebrasil.arvor.co · Sudeste 2026
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juízo editorial
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Minas primeiro, e o Senado não puxa ninguém

Daqui em diante é juízo editorial desta casa, com o número ao lado de cada movimento. Minas tem o maior vão e o maior vazamento medido para Lula. São Paulo perde no 1º turno para outras direitas. No Rio quem sustenta a chapa é o presidenciável.

MG vão +14, margem 5,71SP André do Prado 13 x Flávio 350 pergunta temática nos três questionários
VÃO DO GOVERNO E DISTÂNCIA DO SENADO, EM PONTOSzeroMGSenado: Domingos Sáviogoverno +14senado -25SPSenado: André do Pradogoverno +9senado -22RJSenado: Carlos Jordygoverno -15senado -27PERGUNTAS TEMÁTICAS NOS TRÊS QUESTIONÁRIOS ESTADUAIS0em 13 tabelas por estado: voto, rejeição, decisão, motivação e aprovação.No mesmo mês o grupo contratante publicou 76 itens sobre os quatro estados.
Senado: SP pp. 42 a 44, RJ pp. 43 a 45, MG pp. 45 a 4704/05
1348 caracteresPost 4. Daqui em diante é juízo editorial desta casa, declarado como tal, com o número ao lado de cada movimento. Minas é a prioridade. É o maior vão do Sudeste, +14 pontos, com margem de 5,71, e é onde o vazamento para Lula está medido: 25 de cada 100 eleitores de Cleitinho. Voto casado com o candidato ao governo, no mesmo palanque e na mesma peça. São Paulo tem vão menor, +9, e perde no 1º turno para outras candidaturas de direita, o que se disputa com programa e não com palanque. No Rio o problema é o oposto: quem carrega a chapa é Flávio. Senado. Nos três estados nenhum nome da direita puxa o topo. O melhor primeiro voto é André do Prado com 13 em SP, contra 35 de Flávio; Domingos Sávio com 10 em MG, contra 35; Carlos Jordy com 12 no RJ, contra 39. De 22 a 27 pontos atrás. Pauta. Os três questionários estaduais têm 13 tabelas cada e zero pergunta temática: voto, rejeição, decisão, motivação e aprovação. No mesmo período o grupo que contratou publicou 76 itens sobre os quatro estados, entre eles 4 de crime organizado e 3 de transporte em SP, 5 de justiça eleitoral no RJ e 4 de mineração e 2 de contas estaduais em MG. Não dizemos que o veículo escondeu nada: os dois lados aparecem. A observação é sobre o questionário. E a operação no transporte de SP só veio a público em 17/09, sete dias depois de o campo estadual fechar.
Arvor Intelligencebrasil.arvor.co · Sudeste 2026
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limites
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O que contraria a tese, e o que falta pedir

O Rio inverte o sinal. Dentro da base do PL em Minas, Flávio bate o candidato ao governo. E Lula rende acima da própria chapa mineira por mais pontos do que a direita rende acima da dela.

RJ vão -15MG, quem prefere o PL: governo 96 x Flávio 98MG vão inverso +22
TRÊS CONTRAPROVAS, NA MESMA AMOSTRARJ · 2º turnoo presidenciável está à frente do palanque estadualDouglas Ruas 34Flávio 49MG · quem prefere o PL (n = 168)na base partidária o nome nacional não depende do palanquegoverno 96Flávio 98MG · vão inversoLula também rende acima da própria chapa, e por maisPatrus 24Lula 46O QUE FALTA PEDIRA matriz do voto para governador contra presidente contra senador,com as bases e os pesos de cada célula.brasil.arvor.co/datafolha_21092026.html
Arvor Intelligence · Sudeste · setembro de 202605/05
1264 caracteresPost 5. Os limites, antes da conclusão, com o mesmo destaque do resto. O Rio inverte o sinal: vão de -15. O déficit ali é do palanque estadual, não do presidenciável, e isso derruba qualquer leitura regional única. Dentro de quem declara preferência pelo PL em Minas, Flávio faz 98 e o candidato ao governo faz 96: na base partidária o nome nacional não depende do palanque, ainda que a base seja pequena, 168 entrevistas. E Lula também rende acima da própria chapa em Minas, 46 contra 24 de Patrus, +22 pontos, mais do que o vão da direita no mesmo estado. Mais limites. O Espírito Santo é outro instituto, outro método e outro campo, e não fecha a conta do Sudeste. As margens saem de amostragem aleatória simples, porque o efeito de desenho não é publicado. E o que não está nas linhas publicadas é estimativa nossa por ajuste proporcional iterativo: só os limites de Fréchet são imunes à prior. O que cobrar do instituto é uma coisa só: a matriz do voto para governador contra o voto para presidente contra o voto para senador, com as bases e os pesos de cada célula. Ele tem esse cruzamento, porque publicou treze linhas dele. Tudo está aberto, com fonte e página em cada número, em https://brasil.arvor.co/datafolha_21092026.html#sudeste. Refaça a conta.