Arvor Intelligence · Atlas estadual 01 Publicado em 31 de agosto de 2026

Minas Gerais · agosto de 2026

O estado que decidiu virar por 0,40 ponto.

Minas não é um bloco. É uma dobradiça de 853 peças: metrópole, agro, indústria, serras ricas, vales pobres, cidades que mudaram e cidades que nunca mudam. Este dossiê põe no mesmo mapa a economia, o eleitorado atual, os votos oficiais de 2018 e 2022 e as duas pesquisas estaduais de agosto.

16,38 mieleitores no TSE em julho de 2026
160municípios viraram da direita para a esquerda
50,20 × 49,80Lula e Bolsonaro em MG no 2º turno de 2022

01 · tese

O pêndulo não é o estado inteiro. É uma faixa móvel.

Os quatro blocos abaixo saem da comparação direta entre os dois segundos turnos, município a município, nos arquivos do próprio TSE.

TSE observado285

Direita nas duas

Bolsonaro venceu em 2018 e 2022. O bloco é forte no Triângulo, Sul e Centro-Oeste, mas não é imóvel: sua vantagem encolheu em quase todo o estado.

TSE observado404

Esquerda nas duas

Haddad e Lula venceram. Norte, Jequitinhonha, Mucuri e parte da Zona da Mata formam o núcleo mais contínuo.

TSE observado160

Direita → esquerda

Quase toda a mudança foi em uma direção. Os municípios de virada acrescentaram 366,0 mil votos à esquerda entre os dois segundos turnos.

Exceção4

Esquerda → direita

Pedra Bonita, Santa Margarida, Sericita e São João do Manhuaçu, no entorno de Manhuaçu. Uma exceção concentrada, não uma contraonda estadual.

O mecanismo Bolsonaro ganhou 41,2 mil votos no estado. A esquerda ganhou 1,81 milhão.

Minas virou porque um lado preservou quase todo o volume e o outro incorporou quem havia votado em terceiros, anulado ou ficado fora da escolha de 2018. Isso é decomposição agregada, não rastreamento de pessoas.

Uma divergência que fica registrada. A classificação dos 853 municípios é estável: qualquer extração dos arquivos do TSE devolve os mesmos 285, 404, 160 e 4. A soma de votos das cidades que viraram não é. A recomputação usada aqui dá 1.055.875 votos de direita em 2018 contra 1.044.904 em 2022, e 851.867 de esquerda contra 1.217.901. Outras contagens em circulação para o mesmo conjunto chegam a valores cerca de 1% maiores. Sem a data de extração de cada uma, a diferença não é atribuível, e por isso aparece publicada em vez de arredondada.

02 · economia real

Um PIB de quase R$ 1 trilhão. Três Minas sociais.

O PIB municipal mais recente é de 2023. A renda municipal vem do Censo 2022. A PNAD anual 2025 e o primeiro trimestre de 2026 atualizam renda, trabalho e escolaridade para o estado.

PIB municipal 2023R$ 972 bi8,88% do Brasil
Renda domiciliar per capitaR$ 2.442PNAD, preços de abr/2026 · IC 95%: R$ 2.308–2.576
Desocupação4,91%força de trabalho 16+ · IC 95%: 4,49–5,32
Informalidade ampla45,65%ocupados · IC 95%: 44,51–46,79

PNAD 2025 · pessoas 16+

A régua de renda que pesa a pesquisa

renda efetiva domiciliar

31,1% vivem em domicílios de até dois salários mínimos, 43,72% entre dois e cinco e 25,18% acima de cinco.

Valores de 2025 deflacionados para abril de 2026 e convertidos pelo salário mínimo-alvo. Peso V1032 e 200 réplicas.

Três territórios PNAD

A distância da capital ao interior

Renda per capita: Belo Horizonte R$ 4.108; restante da RM R$ 2.670; interior fora da RM R$ 2.148.

A PNAD representa MG, capital e arranjo metropolitano; não é usada para estimar cada região intermediária.

O estado está empregado, mas não homogêneo. O interior fora da Região Metropolitana reúne 74,8% da população estimada pela PNAD e tem renda per capita 47,7% menor que Belo Horizonte. Ao mesmo tempo, polos do Triângulo e do Sul superam a capital em PIB por habitante. A desigualdade mineira é territorial antes de ser um slogan.

03 · laboratório municipal

Troque a camada. O mesmo município muda de significado.

Passe o cursor ou toque em qualquer município. O mapa liga resultado eleitoral, tamanho do eleitorado, renda, PIB, mudança histórica e a votação de Nikolas Ferreira em 2022.

04 · treze regiões

O mapa político segue a renda, mas não obedece a ela.

As regiões geográficas intermediárias mostram peso, produção e voto em uma unidade economicamente mais útil que a velha caricatura norte–sul.

Tamanho = eleitorado 2026

Renda municipal × voto presidencial

13 regiões

Teófilo Otoni combina renda per capita de R$ 1.001 e 66,4% de voto em Lula. Uberlândia, R$ 1.881 e 48,4%. Belo Horizonte, R$ 1.994 e 48,1%.

Eixo horizontal: renda domiciliar per capita média do Censo 2022. Vertical: voto da esquerda no segundo turno de 2022. Círculo: eleitorado TSE 2026.

29,2%

Belo Horizonte

do eleitorado e 35,7% do PIB municipal. A região saiu de 37,4% para 48,1% de esquerda: deslocamento de 10,7 pontos, sem trocar de lado no agregado.

48,36%

Uberlândia

de esquerda em 2022. É a combinação mais rara: 8,1% do PIB mineiro, 5,6% do eleitorado e uma margem presidencial estreita.

49,89%

Governador Valadares

de esquerda na região intermediária. É quase empate agregado, embora a cidade-polo permaneça muito mais à direita. Região e sede não são sinônimos.

05 · vinte cidades

Vinte cidades que resumem o estado inteiro.

O índice combina eleitorado atual, proximidade de 50% em 2022 e deslocamento desde 2018. Pontuação alta significa que a cidade junta volume, competição e mudança ao mesmo tempo, que é a combinação rara que faz um município valer como termômetro do resto.

Metrópole e CentralTriângulo e SulMata, Metal e Rio DoceNorte e Jequitinhonha

QUATRO CORREDORES ANALÍTICOS

O estado cabe em quatro viagens de leitura, não em uma marcha eleitoral.

  1. Metrópole e Central: volume, periferia e as viradas mais densas.
  2. Triângulo e Sul: PIB alto, direita histórica e margens que encolheram.
  3. Mata, Metal e Rio Doce: fronteira descontínua, cidades vizinhas com sinais opostos.
  4. Norte e Jequitinhonha: menor renda, polo urbano e voto de esquerda consolidado.
20 municípios
#MunicípioEleitores 2026Margem E em 2022Movimento 18→22PIB por habitanteÍndice

06 · quem é quem

Uma liderança, três passados e duas máquinas.

As pesquisas medem onze candidaturas registradas. Seis concentram voto, conhecimento ou estrutura suficiente para alterar o tabuleiro.

01

Republicanos · senador

Cleitinho Azevedo

Divinópolis, mandato no Senado até 2031. Lidera as duas pesquisas: 29% na Quaest e 33% na Real Time. Na Quaest, tem o melhor saldo entre potencial e rejeição, +26; na Real Time, sua rejeição chega a 43% sob outra pergunta.

1º turno
29–33%
2º × Kalil
48×27 / 46×35
02

PT · deputado federal

Patrus Ananias

Ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro do Desenvolvimento Social e do Desenvolvimento Agrário. Tem 11% na Quaest e 15% na Real Time, com base reconhecível e rejeição de 40% a 42%.

1º turno
11–15%
2º × Cleitinho
26–40%
03

PDT · ex-prefeito de BH

Alexandre Kalil

Foi segundo colocado ao governo em 2022 com 35,09% dos válidos. Agora aparece com 10% a 13%. A memória municipal ajuda na metrópole; o teto pesa: 41% o rejeitam na Quaest e 40% na Real Time.

1º turno
10–13%
2º × Cleitinho
27–35%
04

PSD · governador

Mateus Simões

Assumiu em 22 de março após a saída de Zema. Tem 7% a 11% e é o candidato da continuidade, mas 36% não sabem avaliar seu governo na Quaest. A aprovação varia de 37% na Quaest a 56% na Real Time.

1º turno
7–11%
potencial líquido
+15
05

MDB · ex-presidente da CMBH

Gabriel Azevedo

Vereador por dois mandatos, presidiu a Câmara de Belo Horizonte e disputou a prefeitura em 2024. Marca 5% a 7%. É conhecido o bastante para crescer, mas 68% ainda dizem não conhecê-lo na régua da Quaest.

1º turno
5–7%
potencial
15%
06

PL · ex-presidente da Fiemg

Flávio Roscoe

É a candidatura estadual do partido de Flávio Bolsonaro e traz a identidade industrial. Tem 3% a 5%; 69% não o conhecem na Quaest e 41% não o conhecem o suficiente na Real Time.

1º turno
3–5%
rejeição Quaest
14%
As outras cinco candidaturas registradas

Ben Mendes (Missão), Indira Xavier (UP), Professor Túlio Lopes (PCB), Rafael Duda (PSTU) e Henrique Áreas (PCO). Juntas, somam de 4% a 5% nas duas pesquisas. Permanecem no modelo de transferência como bloco “outros”, sem apagar seus votos.

DUAS GEOGRAFIAS DE POPULARIDADE

Cleitinho cobre o estado. Nikolas explode na metrópole.

Em 2022, Cleitinho recebeu 4.268.193 votos para o Senado, 41,46% dos válidos. Nikolas recebeu 1.492.047 para deputado federal, 13,83% dos válidos e 6,24 vezes a votação do segundo colocado desse cargo.

A região intermediária de Belo Horizonte reuniu 649.235 votos de Nikolas, 43,5% do total estadual, embora concentre 29,2% do eleitorado atual. Só a capital entregou 306.625; depois vieram Contagem, 75.984, Uberlândia, 43.794, e Betim, 42.104.

Cleitinho4,27 miSenado 2022
Nikolas1,49 miCâmara 2022
BH ampliada43,5%dos votos de Nikolas
Eleitorado 202616,38 midenominador das cidades

Limite: são cargos, cédulas e incentivos diferentes. O mapa mede alcance territorial retrospectivo, não transferência para governador ou presidente. Na própria Quaest, o apoio de Flávio Bolsonaro tem saldo praticamente neutro sobre a chance de voto, 27% dizem que aumentaria e 28% que diminuiria.

07 · duas pesquisas

O líder é o mesmo. O eleitorado medido não é.

Quaest e Real Time foram a campo em datas quase idênticas, mas usam margens de renda muito diferentes. A PNAD permite medir o tamanho dessa diferença.

Quaest · MG-04060/2026

1.506entrevistas presenciais · 21–24/08 · margem ±3 ppRenda: 27% até 2 SM, 46% entre 2 e 5, 27% acima de 5

Real Time · MG-07972/2026

2.000entrevistas · 22–26/08 · margem ±2 ppRenda: 45% até 2 SM, 35% entre 2 e 5, 20% acima de 5

PNAD anual 2025 · MG 16+

31,1%até 2 salários mínimos43,7% entre 2 e 5; 25,2% acima de 5 · IC por réplicas

1º turno

O placar lado a lado

Quaest: Cleitinho 29, Patrus 11, Kalil 10, Mateus 7, Gabriel 5, Roscoe 3. Real Time: 33, 15, 13, 11, 7 e 5.

Ponto de auditoria

A diferença de renda

Até 2 salários: PNAD 31,1, Quaest 27, Real Time 45.

Comparação de margem, não reponderação do voto: a Real Time não publica todas as células necessárias para uma sensibilidade honesta.

0,52

controle por sexo

A ponderação das colunas feminina e masculina da Quaest recompõe cada item do placar geral com erro máximo de 0,52 ponto.

1,11

resíduo por renda

As três colunas de renda recompõem Cleitinho em 30,11%, contra 29% publicado. Pode ser arredondamento acumulado, mas passa de um ponto e merece registro.

18 pp

diferença entre amostras

É a distância entre Quaest e Real Time na faixa de até dois salários. Maior que qualquer diferença de candidato entre os dois institutos.

08 · fluxos

As margens são medidas. As fitas são estimadas.

Nenhum dos dois relatórios publica matriz de transição. O diagrama usa IPF/RAS para fechar exatamente os totais observados sob uma prior ideológica explícita. Troque o cenário e inspecione o que é robusto.

Nós sólidos = margem observadaFitas hachuradas = IPF estimado

Prior explícita

Fidelidade de base, maior probabilidade de migração dentro do mesmo campo, cruzamento menor entre campos e não escolha alimentada sobretudo por indecisos, branco/nulo e candidaturas sem finalista.

O que sobrevive

As margens de origem e destino fecham exatamente. A consolidação agregada exigida pelo placar é observável; o corte de cada fita depende da prior.

O limite da leitura

O diagrama descreve massas de voto, não trajetórias. Município e amostra são agregados, e não existe painel acompanhando o mesmo eleitor nas duas rodadas.

09 · Senado

Duas vagas, duas escolhas e nenhum par publicado.

As pesquisas divulgam primeiro e segundo voto separadamente. Sem a combinação entrevistado a entrevistado, um Sankey seria ficção. O gráfico correto é uma comparação de posições.

Quaest, p. 102: média das duas vagas e votos separados. Real Time, pp. 36–37: consolidados reduzidos a 100%, primeiro e segundo voto. Os denominadores não são idênticos; compare ordem e amplitude, não some colunas.

Marília Campos lidera as duas pesquisas e as duas posições. Depois dela, a ordem é instável: Carlos Viana e Domingos Sávio empatam no consolidado da Real Time, enquanto a Quaest põe os dois em 8%. Mais importante: 52% dizem que a escolha para o Senado ainda pode mudar na Quaest.

10 · o que importa

Saúde abre quinze pontos sobre qualquer outro problema.

A pauta estadual vem da Quaest. A economia territorial diz onde cada problema ganha forma concreta.

Quaest, p. 146. Pergunta aberta sobre o maior problema de Minas.

Saúde · 28%

O tema é estadual, mas a resposta não pode ser genérica: deslocamento para atendimento especializado pesa muito mais nos vales e no norte que na capital.

Violência · 13%

É a segunda pauta isolada e exige separar segurança urbana metropolitana, rodovias e crime patrimonial do interior.

Economia + infraestrutura · 17%

PIB alto não elimina gargalo logístico. O eixo exportador do Triângulo e do Sul e a indústria mineral do centro-leste dependem de redes diferentes.

Dívida pública

O Propag refinanciou R$ 179,3 bilhões por 360 meses. É a restrição fiscal que qualquer programa precisa pôr na mesma página que sua promessa.

35%redes sociais
32%televisão
10%amigos e família

São as três principais fontes declaradas de informação política. Isso descreve canais; não identifica pessoas ou grupos a serem microdirecionados.

11 · leitura estrutural

O que os dados permitem recomendar em público.

A leitura abaixo é de arquitetura de campanha, cobertura territorial e compromisso programático, e vale para qualquer candidatura que dispute Minas.

01

Resolver o palanque estadual

Cleitinho lidera, Mateus governa e Roscoe carrega a sigla presidencial. Só 11% dizem saber que Cleitinho é apoiado por Flávio Bolsonaro e 5% citam Roscoe; 81% não sabem. A indefinição é um fato mensurável, não uma sutileza de bastidor.

02

Tratar Minas como treze economias

Um programa estadual sério precisa publicar metas regionais de saúde, logística, ensino técnico e renda. A mesma promessa não conversa com um polo de PIB por habitante acima de R$ 70 mil e um vale abaixo de R$ 20 mil.

03

Cobrir os vinte termômetros

Os vinte municípios somam volume, competição e mudança. A utilidade deles é testar se uma agenda funciona em ambientes diferentes, com encontros públicos, prestação de contas e propostas verificáveis, não repetir o mesmo comício.

04

Não confundir apoio com transferência

Na Quaest, o apoio de Flávio aumentaria a chance de voto para 27% e diminuiria para 28%. Zema tem saldo +5; Lula, −13. Endosso organiza coalizão, mas não substitui candidatura estadual conhecida.

05

Publicar a conta fiscal

O eleitor pede saúde e a dívida restringe caixa. A campanha que mostrar custo, fonte, prazo e região para cada promessa transforma o Propag de abstração em critério de competência.

06

Planejar para uma eleição aberta

45% podem mudar o voto a governador, 52% no Senado e 29% na Presidência. Liderança hoje é vantagem, não posse. A incerteza deve aparecer em toda decisão e em toda manchete.

Contraponto obrigatório

Cleitinho tem a maior liderança, o melhor potencial líquido na Quaest e vence todos os segundos turnos testados. Também carrega a maior rejeição da Real Time, 43%, e 39% dos seus próprios eleitores dizem que ainda podem mudar na Quaest. A tese de eleição resolvida não passa pelos dados.

12 · carregadores

Quem puxa voto onde o topo da chapa não puxou.

Comparar 41% de um senador com 6% de um deputado estadual não diz nada. A régua abaixo divide o desempenho de cada nome em cada município pela própria média estadual dele, e compara esse número com o mesmo cálculo feito para Bolsonaro no primeiro turno de 2022. Cem significa render exatamente o que Bolsonaro rendeu ali.

Bolsonaro 1º turno43,4%votos válidos para presidente
Cleitinho41,3%válidos para senador, mesma cédula
Nikolas Ferreira13,8%válidos para deputado federal
Bruno Engler6,2%válidos para deputado estadual
O primeiro achado desmonta um lugar-comum. No mesmo dia e na mesma urna, Cleitinho fez 41,3% e Bolsonaro fez 43,4%: o senador mais votado do estado correu atrás do candidato a presidente, não à frente. O valor dele não está no volume. Está na geografia.
Índice por mesorregião, ponderado pelo eleitorado de 2026
mesorregiãoeleitoresBolsonaro 1Tmargem E 2TCleitinhoNikolasEngler
Oeste de Minas812.99750,9%-15,4 pp13110260
Jequitinhonha568.57626,8%+39,7 pp1215853
Central Mineira353.47845,0%-3,3 pp1199992
Vale do Mucuri312.99936,1%+20,6 pp1175730
Noroeste de Minas313.51847,2%-5,8 pp1096340
Campo das Vertentes472.36139,1%+8,9 pp1078585
Vale do Rio Doce1.291.38647,8%-5,0 pp1069167
Zona da Mata1.802.06337,2%+15,7 pp1028581
Norte de Minas1.335.56932,5%+26,2 pp975939
Sul/Sudoeste de Minas2.070.00350,1%-14,0 pp967687
Metropolitana de Belo Horizonte5.214.89444,2%-2,9 pp95140165
Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba1.831.70647,3%-7,7 pp927151
130

Cleitinho no Oeste

É o avesso do mapa de Bolsonaro. Ele rende acima no Oeste, na Central Mineira, nos vales pobres e no cinturão do minério, e rende abaixo no Triângulo, no Sul e na região metropolitana, que já eram território consolidado da direita.

152

Nikolas na metrópole

O pico absoluto dele está onde Bolsonaro já era forte, como Nova Serrana e Itajubá, o que faz dele um amplificador de base. A exceção que importa é a periferia metropolitana, onde Bolsonaro ficou perto da metade e Nikolas passou de vinte por cento dos válidos.

52

Engler nos vales

Engler quase não viaja. Sua votação é metropolitana e, dentro de Belo Horizonte, a zona onde ele mais supera Bolsonaro rende índice 115 e a onde menos rende 67. A leitura fina por bairro exige o arquivo de seção cruzado com locais de votação, que não está nesta versão.

Onde a chapa inteira supera o topo

As 42 cidades do trio

1.679.683 eleitores
municípiomesorregiãoeleitoresBolso 1Tmargem ECleitNikoEngl
Lagoa da PrataCentral Mineira37.46454,8%-23,4 pp129184267
Três CoraçõesSul/Sudoeste de Minas56.69451,8%-19,7 pp104138236
IgarapéMetropolitana de Belo Horizonte35.02945,5%-4,6 pp108157161
MarianaMetropolitana de Belo Horizonte52.49526,1%+38,7 pp159116137
BrumadinhoMetropolitana de Belo Horizonte35.43443,0%-1,6 pp114118177
EsmeraldasMetropolitana de Belo Horizonte57.09340,1%+6,0 pp104138152
JuatubaMetropolitana de Belo Horizonte25.07543,9%-1,7 pp116130147
João MonlevadeMetropolitana de Belo Horizonte61.38443,1%-0,9 pp116130145
ItabiritoMetropolitana de Belo Horizonte45.03837,3%+9,5 pp105139143
Mateus LemeMetropolitana de Belo Horizonte29.35545,4%-5,9 pp115133135
SarzedoMetropolitana de Belo Horizonte26.25648,9%-11,9 pp100148130
Barão de CocaisMetropolitana de Belo Horizonte24.15435,7%+14,4 pp129134114
BetimMetropolitana de Belo Horizonte301.23245,4%-4,9 pp101143128
MuriaéZona da Mata79.02248,1%-5,8 pp109137125
São Joaquim de BicasMetropolitana de Belo Horizonte25.10440,5%+7,6 pp101145125
Ouro PretoMetropolitana de Belo Horizonte64.45925,2%+39,9 pp130101132
Ouro BrancoMetropolitana de Belo Horizonte30.20041,4%+4,3 pp115116123
ArcosOeste de Minas33.60548,9%-14,0 pp130116106
ViçosaZona da Mata61.91227,5%+34,9 pp115114123
BarbacenaCampo das Vertentes99.78837,6%+13,3 pp104123124
CaratingaVale do Rio Doce60.55048,3%-7,9 pp106123120
Pará de MinasMetropolitana de Belo Horizonte67.71056,0%-29,2 pp116115107
Sete LagoasMetropolitana de Belo Horizonte167.28750,1%-16,9 pp101108128

Municípios em que Cleitinho, Nikolas e Engler superam ao mesmo tempo o desempenho relativo de Bolsonaro. Mostrados os de pelo menos vinte mil eleitores.

Limite do índice

O que ele não mede

Mede alcance, não repasse. Senador, deputado e presidente disputam cédulas e incentivos diferentes. O índice mostra onde um nome chegou mais longe que o topo da chapa, e a distância entre chegar longe e entregar voto a outro candidato é justamente o que a campanha tem de construir.

Mede território, não gente. A unidade é o município, e município agrega eleitores muito diferentes entre si. Uma cidade com índice alto tem bolsões de índice baixo dentro dela.

Mede o passado. O denominador é 2022. Desde então mudaram partido, adversário e economia, e o índice não sabe disso.

Cálculo. O índice divide o desempenho do candidato no município pela média estadual dele, divide o mesmo cálculo feito com Bolsonaro no primeiro turno de 2022, e multiplica por cem. Todos os percentuais são sobre votos válidos do próprio cargo. Base auditável em data/pesquisas/estaduais/mg/2026-08/derivados/carregadores-municipais.csv.

13 · sete corredores

A economia manda na pauta, e a pauta muda a cada duzentos quilômetros.

Cada corredor reúne municípios com a mesma base econômica, a mesma imprensa e o mesmo tipo de encontro público possível. Para cada um: o que os jornais mineiros publicaram, quem tem base eleitoral medida ali, quem deveria subir no palanque, o formato que a região comporta e o que não dizer.

Posição declarada

Este capítulo tem lado, e o diz. As recomendações são dirigidas à campanha de Flávio Bolsonaro em Minas. A regra da casa continua valendo dentro dele: cada movimento recomendado tem número e fonte ao lado, o juízo editorial está rotulado como juízo editorial, e o capítulo publica com o mesmo destaque o achado que contraria a própria tese. Esse achado está no Corredor da Produção, que reúne 13,85% do eleitorado mineiro e onde nenhum dos três carregadores ajuda.

Quadrilátero Ferrífero e Itabira

Corredor do Minério

eleitores
697.389
% de Minas
4,26%
Bolsonaro 1º turno
36,9%
margem da esquerda
+12,8 pp
viradas
10

A conta da mineração. Não é debate ambiental abstrato: é crédito municipal com valor, devedor e prazo.

O que a imprensa mineira publicou

  • A Agência Nacional de Mineração cobra da Vale R$ 17,7 bilhões de CFEM não recolhida entre novembro de 2017 e dezembro de 2022. Cerca de R$ 3,2 bilhões seriam repassados a municípios mineiros. Diário do Comércio
  • Itabira aparece com a maior estimativa individual, R$ 822,6 milhões, seguida de Nova Lima com R$ 460,8 milhões e Mariana com R$ 449,4 milhões. O Fator
  • No primeiro semestre de 2026 Minas acumulou cerca de R$ 3,6 bilhões em royalties da mineração. Por Dentro de Minas

Quem sobe no palanque

Flávio com Cleitinho, Nikolas e Engler juntos. É o único corredor de Minas onde os três rendem acima do topo da chapa ao mesmo tempo, e portanto o único onde a foto conjunta soma em vez de dividir.

O minério sai daqui e a conta fica aqui.

Formato de encontro que a região comporta

  • Audiência aberta de prefeitos e vereadores credores da CFEM, com o valor devido de cada município num painel atrás do palco. Formato de mesa, não de comício.
  • Caminhada de romaria em Congonhas, no entorno da Basílica do Bom Jesus de Matosinhos, que é o maior ativo simbólico católico do corredor e fica numa cidade que trocou de lado em 2022.
  • Visita curta a área de reassentamento em Brumadinho ou Barão de Cocais, com pauta de reparação e sem palanque montado.
  • Motociata não cabe aqui. Cidade histórica, ladeira estreita e calçamento de pedra transformam a carreata em transtorno, e o ganho de imagem é menor que o atrito local.

O que não dizer. Não entrar como advogado da mineradora. Nestas cidades a empresa é empregadora e ré ao mesmo tempo, e a posição defensável é a do município credor: licenciamento mais rápido em troca de contrapartida cobrada e paga.

Juízo editorial. É o corredor de melhor relação entre esforço e voto do estado. Bolsonaro fez aqui bem menos que a média estadual, seis municípios trocaram de lado, e existe uma pauta material com valor, devedor e destinatário definidos.

Municípios do corredor com pelo menos vinte mil eleitores
municípioeleitores 2026Bolsonaro 1Tmargem E 2Tdesloc. 18→22CleitinhoNikolasEngler
Itabira virou88.59639,0%+7,5 pp+12,0 pp10810479
Nova Lima virou77.24341,0%+2,3 pp+11,8 pp96131183
Ouro Preto 64.45925,2%+39,9 pp+5,4 pp130101132
João Monlevade 61.38443,1%-0,9 pp+9,8 pp116130145
Mariana 52.49526,1%+38,7 pp+6,8 pp159116137
Itabirito virou45.03837,3%+9,5 pp+14,5 pp105139143
Congonhas virou43.93339,6%+8,4 pp+13,0 pp13292103
Brumadinho 35.43443,0%-1,6 pp+12,2 pp114118177
Caeté virou34.38237,5%+8,5 pp+15,7 pp8910167
Ouro Branco virou30.20041,4%+4,3 pp+10,2 pp115116123
Sarzedo 26.25648,9%-11,9 pp+9,2 pp100148130
Santa Bárbara 24.29431,4%+25,7 pp+9,1 pp12012579
Barão de Cocais virou24.15435,7%+14,4 pp+11,4 pp129134114

volume, periferia e colar

Corredor Metropolitano

eleitores
3.913.467
% de Minas
23,89%
Bolsonaro 1º turno
46,2%
margem da esquerda
-7,3 pp
viradas
4

Serviço público e segurança. A pauta de costumes rende menos aqui que transporte, posto de saúde e policiamento de bairro.

O que a imprensa mineira publicou

  • Operação contra a liderança do PCC cumpriu 320 mandados em Minas e outros cinco estados em julho de 2026. Estado de Minas
  • Documento atribuído a quatro organizações criminosas anunciou união em Minas, e a polícia passou a monitorar risco de confronto com grupo rival. CNN Brasil
  • O novo campus da UFMG em Betim começa a funcionar no ano que vem. Rádio Itatiaia

Quem sobe no palanque

Nikolas e Engler no comando, Flávio como convidado. Cleitinho rende abaixo da média neste corredor e não deve ser o rosto da operação metropolitana, ainda que lidere a disputa estadual.

Aqui não falta discurso. Falta ônibus, posto e polícia.

Formato de encontro que a região comporta

  • Motociata metropolitana ligando Contagem, Betim e Ibirité. É o formato de maior densidade de público por hora de agenda em todo o estado, e as três cidades ficaram dentro de cinco pontos ou perto disso em 2022.
  • Caminhada de feira livre em Ribeirão das Neves, Santa Luzia e Vespasiano, em sábado de manhã, com Nikolas.
  • Agenda de segurança com Engler em base comunitária do Barreiro e de Venda Nova, com comandante local presente.
  • Culto e evento de igreja com Nikolas na periferia norte, onde o alcance digital dele já é maior e o custo de mobilização é o menor da região.

O que não dizer. Não tratar o colar metropolitano como extensão da capital. Renda, transporte e acesso à saúde funcionam de outro modo ali, e a fala que serve na Savassi não serve em Justinópolis.

Juízo editorial. Quase um quarto do eleitorado do estado, e o único lugar de Minas onde Nikolas e Engler valem mais que qualquer outro nome da direita mineira. É onde a campanha tem ativo próprio e não depende de aliança.

Municípios do corredor com pelo menos vinte mil eleitores
municípioeleitores 2026Bolsonaro 1Tmargem E 2Tdesloc. 18→22CleitinhoNikolasEngler
Belo Horizonte 1.961.42646,6%-8,5 pp+11,3 pp83157226
Contagem 463.25947,8%-11,0 pp+10,3 pp91161184
Betim 301.23245,4%-4,9 pp+9,6 pp101143128
Ribeirão das Neves virou218.50842,7%+1,3 pp+10,2 pp89143123
Sete Lagoas 167.28750,1%-16,9 pp+11,2 pp101108128
Santa Luzia 164.46344,7%-3,5 pp+10,6 pp9114475
Ibirité 122.31443,2%-0,4 pp+9,3 pp96151154
Sabará virou94.46942,2%+1,2 pp+12,2 pp91151173
Vespasiano 87.72545,3%-4,2 pp+9,1 pp84162120
Esmeraldas virou57.09340,1%+6,0 pp+8,0 pp104138152
Lagoa Santa 55.01954,4%-23,0 pp+9,5 pp95150192
Pedro Leopoldo 49.14747,5%-10,4 pp+9,9 pp88145159
Igarapé 35.02945,5%-4,6 pp+8,3 pp108157161
Matozinhos 30.14642,7%-1,7 pp+10,1 pp9312879
Mateus Leme 29.35545,4%-5,9 pp+12,3 pp115133135
São Joaquim de Bicas virou25.10440,5%+7,6 pp+6,4 pp101145125
Juatuba 25.07543,9%-1,7 pp+11,2 pp116130147

o centro-oeste industrial

Corredor Oeste

eleitores
726.000
% de Minas
4,43%
Bolsonaro 1º turno
53,7%
margem da esquerda
-22,1 pp
viradas
2

Indústria leve e crédito. Calçado, confecção, fundição e siderurgia de pequeno porte.

O que a imprensa mineira publicou

  • O polo calçadista de Nova Serrana opera com cerca de 30% da capacidade instalada. Diário do Comércio
  • Divinópolis e Nova Serrana lideraram a geração de emprego da região no mês, enquanto Itaúna recuou. Portal Gerais
  • A FIEMG mantém programa de qualificação e oportunidades no eixo Nova Serrana, Divinópolis e Curvelo. FIEMG

Quem sobe no palanque

Cleitinho abrindo e fechando, Flávio no meio. É a região natal dele e o único corredor onde o palanque estadual empurra o nacional em vez do contrário.

Quem já votou aqui em quem fala como gente sabe reconhecer o resto.

Formato de encontro que a região comporta

  • Comício de praça em Divinópolis, onde Cleitinho fez quase vinte pontos a mais que Bolsonaro na mesma cédula de 2022.
  • Chão de fábrica em Nova Serrana, que é a maior cidade mais bolsonarista de Minas e está com o polo calçadista muito abaixo da capacidade. Pauta de crédito, energia e importação.
  • Cavalgada e comitiva no eixo Formiga, Arcos e Santo Antônio do Monte, onde a cultura de montaria é consolidada e o custo logístico é baixo.
  • Motociata funciona bem em Divinópolis e Itaúna, com avenida larga e frota alta.

O que não dizer. Não pedir voto para presidente antes de entregar o palco ao senador. A ordem inversa reduz o efeito e expõe o saldo neutro do endosso presidencial medido pela Quaest.

Juízo editorial. O maior índice de Cleitinho no estado. A campanha ganha mais aqui organizando a foto conjunta do que gastando tempo de discurso próprio.

Municípios do corredor com pelo menos vinte mil eleitores
municípioeleitores 2026Bolsonaro 1Tmargem E 2Tdesloc. 18→22CleitinhoNikolasEngler
Divinópolis 171.36649,1%-11,3 pp+9,5 pp14711938
Itaúna 70.90158,5%-32,9 pp+10,7 pp1149268
Pará de Minas 67.71056,0%-29,2 pp+10,3 pp116115107
Nova Serrana 67.43666,8%-44,6 pp+6,8 pp12618566
Formiga 54.60153,3%-24,4 pp+8,5 pp12911858
Campo Belo 39.41551,4%-16,9 pp+10,9 pp1108557
Bom Despacho 39.18257,8%-33,3 pp+8,2 pp12412881
Lagoa da Prata 37.46454,8%-23,4 pp+10,3 pp129184267
Arcos 33.60548,9%-14,0 pp+6,7 pp130116106
Oliveira 33.57942,4%-0,6 pp+13,4 pp1467229
Cláudio 22.86057,3%-33,6 pp+7,7 pp1257685
Santo Antônio do Monte 21.07467,2%-45,2 pp+6,5 pp1267658

siderurgia e emprego formal

Corredor do Aço e Rio Doce

eleitores
644.767
% de Minas
3,94%
Bolsonaro 1º turno
55,7%
margem da esquerda
-22,0 pp
viradas
1

Importação de aço e energia. O eleitor conhece o número de fornos parados e percebe imprecisão.

O que a imprensa mineira publicou

  • A Usiminas desativou o alto-forno 1 e demitiu mais de cem pessoas na usina de Ipatinga sob pressão do aço importado. Diário do Comércio
  • A siderurgia brasileira fechou 2025 com R$ 2,5 bilhões de investimento cancelado, 5,1 mil demissões e quatro altos-fornos parados. Diário do Comércio
  • O tarifaço norte-americano de 25% poupou café e carne, mas atingiu aço e açúcar. Sul de Minas Online

Quem sobe no palanque

Flávio com os deputados de base própria da região. Nenhum carregador estadual domina aqui, e o crédito local vale mais que o nome estadual.

Quem fecha alto-forno não é ideologia. É importação sem regra.

Formato de encontro que a região comporta

  • Portaria de fábrica em Ipatinga e Timóteo na troca de turno. É o formato clássico da região e continua o mais eficiente.
  • Duas reuniões separadas no mesmo dia, uma com o sindicato dos metalúrgicos e outra com o comércio local, com a mesma pauta de importação e energia.
  • Motociata em Governador Valadares, que tem avenida larga, frota alta e é polo de sete regiões vizinhas.
  • Café da manhã com pequena indústria em João Monlevade e Caratinga, onde o emprego formal depende da cadeia da usina.

O que não dizer. Não repetir discurso genérico de desindustrialização. Aqui a plateia sabe qual forno parou e em que mês, e a imprecisão custa mais que o silêncio.

Juízo editorial. A pauta é de comércio exterior e energia, competência federal direta. É o corredor onde o candidato a presidente fala com autoridade sem precisar de intermediário estadual.

Municípios do corredor com pelo menos vinte mil eleitores
municípioeleitores 2026Bolsonaro 1Tmargem E 2Tdesloc. 18→22CleitinhoNikolasEngler
Governador Valadares 193.35657,6%-25,6 pp+8,3 pp10010543
Ipatinga 176.50059,4%-30,2 pp+9,0 pp1089980
Coronel Fabriciano 80.07253,4%-17,4 pp+7,4 pp1068949
Caratinga 60.55048,3%-7,9 pp+8,1 pp106123120
Timóteo 59.80154,6%-20,0 pp+9,3 pp11211585
Santana do Paraíso 25.85755,3%-19,7 pp+9,1 pp1219685

a maior virada do estado

Corredor da Mata e das Vertentes

eleitores
1.189.990
% de Minas
7,27%
Bolsonaro 1º turno
38,8%
margem da esquerda
+11,3 pp
viradas
7

Reindustrialização e universidade. A cidade polo aprovou lei de inovação e corredores tecnológicos ligados à federal.

O que a imprensa mineira publicou

  • A indústria responde por 17% dos empregos formais de Juiz de Fora e o setor busca recuperar protagonismo. Tribuna de Minas
  • A imprensa local convocou os candidatos ao governo de Minas a dizer o que prometem especificamente para Juiz de Fora e região. Tribuna de Minas
  • A motociata que sairia do aeroporto de Juiz de Fora até o ponto do atentado de 2018 foi cancelada por condição de voo e seguia sem data nova em meados de agosto. O Tempo

Quem sobe no palanque

Flávio com os deputados locais. Nenhum carregador domina o corredor, e o peso simbólico da cidade polo é o próprio ativo.

Foi aqui que começou.

Formato de encontro que a região comporta

  • A motociata pendente de Juiz de Fora, do aeroporto ao centro. É a agenda de maior carga simbólica disponível à campanha, está inacabada por motivo de força maior, e acontece no maior município que trocou de lado entre 2018 e 2022.
  • Caminhada de comércio de rua em Barbacena, Ubá e Muriaé, com pauta de móveis, confecção e fila de saúde.
  • Encontro com cafeicultores em Manhuaçu, que é a cidade grande da Mata onde a direita seguiu majoritária.
  • Evitar o campus da federal como palco principal. Em Viçosa e em Juiz de Fora a universidade rende melhor como visita curta que como comício.

O que não dizer. Não transformar a data do atentado em promessa de revanche. O que rende na cidade é a memória do episódio e a ideia de continuidade, não o ajuste de contas.

Juízo editorial. Volume, memória e cobertura nacional garantida no mesmo lugar. Juiz de Fora sozinha tem mais eleitores que o corredor do minério inteiro.

Municípios do corredor com pelo menos vinte mil eleitores
municípioeleitores 2026Bolsonaro 1Tmargem E 2Tdesloc. 18→22CleitinhoNikolasEngler
Juiz de Fora virou394.93238,4%+12,2 pp+8,5 pp8688102
Barbacena virou99.78837,6%+13,3 pp+9,0 pp104123124
Conselheiro Lafaiete virou94.41336,5%+14,1 pp+10,7 pp1129997
Muriaé 79.02248,1%-5,8 pp+6,4 pp109137125
Ubá virou71.68842,8%+2,6 pp+10,2 pp1216673
São João del Rei 70.39845,0%-4,7 pp+10,6 pp9867100
Manhuaçu 62.17650,3%-12,1 pp+4,8 pp11312696
Viçosa 61.91227,5%+34,9 pp+8,5 pp115114123
Cataguases 52.21534,1%+22,1 pp+6,0 pp12112060
Ponte Nova 44.59928,8%+33,4 pp+6,2 pp11413486
Leopoldina 40.24435,5%+19,8 pp+7,1 pp865650
Santos Dumont 37.63932,7%+23,6 pp+7,7 pp1167251
Visconde do Rio Branco virou30.75937,7%+14,8 pp+11,9 pp1088997
Além Paraíba virou27.06139,4%+11,4 pp+6,2 pp11083118
Carangola virou23.14440,9%+5,5 pp+5,3 pp11288108

Sul, Triângulo e Alto Paranaíba

Corredor da Produção

eleitores
2.269.345
% de Minas
13,85%
Bolsonaro 1º turno
49,1%
margem da esquerda
-12,3 pp
viradas
4

Tarifa, frete, energia e conta fiscal. É o eleitorado menos tolerante a promessa sem fonte.

O que a imprensa mineira publicou

  • As exportações mineiras de café aos Estados Unidos caíram 34% no primeiro semestre de 2026, o equivalente a US$ 642,3 milhões. Diário do Comércio
  • O Triângulo abriu 3.621 empresas no primeiro trimestre de 2026, com Uberlândia concentrando cerca de 58% do total. Regionalzão
  • Um novo terminal rodoferroviário deve integrar o Triângulo ao Porto de Santos, com investimento em torno de R$ 130 milhões. Portos e Navios

Quem sobe no palanque

Flávio sozinho, com os deputados de base regional. Os três carregadores rendem abaixo de Bolsonaro aqui, e chamar qualquer um deles ao palco não acrescenta.

Minas produz o que o Brasil exporta e paga o que o Brasil gasta.

Formato de encontro que a região comporta

  • Exposição agropecuária de grande porte, com a ExpoZebu de Uberaba como referência de escala e público do calendário mineiro.
  • Motociata em Uberlândia, onde Bolsonaro fez a primeira motociata de Minas e a cidade guarda memória de mobilização.
  • Encontro de cooperativas de café no eixo Varginha, Três Pontas, Guaxupé e Patrocínio, com pauta de tarifa, crédito e frete.
  • Visita ao polo tecnológico de Santa Rita do Sapucaí e ao distrito logístico de Extrema, com pauta de energia e imposto.

O que não dizer. Não usar aqui a fala do corredor do minério. Este é o eleitorado que mais reage a promessa sem fonte e o que mais lê conta fiscal.

Juízo editorial. Contraponto que a própria campanha precisa ouvir: neste corredor os três carregadores rendem abaixo de Bolsonaro. É onde o nome do topo da chapa se sustenta sozinho ou não se sustenta.

Municípios do corredor com pelo menos vinte mil eleitores
municípioeleitores 2026Bolsonaro 1Tmargem E 2Tdesloc. 18→22CleitinhoNikolasEngler
Uberlândia 538.22546,4%-6,2 pp+9,9 pp798450
Uberaba 236.43947,0%-8,0 pp+11,6 pp898471
Poços de Caldas 122.48751,4%-16,7 pp+11,1 pp78103112
Patos de Minas 116.41356,8%-29,6 pp+7,4 pp915717
Pouso Alegre 112.01851,9%-19,0 pp+12,7 pp995270
Varginha 104.30752,7%-21,0 pp+12,8 pp83129177
Araguari 90.39955,2%-23,4 pp+6,9 pp972917
Araxá 82.04147,0%-11,2 pp+8,0 pp957471
Passos 81.25747,1%-6,3 pp+9,8 pp1145858
Ituiutaba virou77.67538,6%+11,6 pp+6,1 pp1009095
Lavras 75.84444,2%-3,0 pp+12,6 pp10411269
Itajubá 68.56857,8%-31,0 pp+12,2 pp90146172
Paracatu 68.44651,6%-14,0 pp+8,3 pp1226923
Patrocínio 65.74453,8%-22,3 pp+9,3 pp966825
Unaí 64.31753,9%-20,1 pp+7,3 pp1046848
Alfenas 61.13552,3%-17,8 pp+9,4 pp10011099
Três Corações 56.69451,8%-19,7 pp+11,9 pp104138236
São Sebastião do Paraíso 51.23347,5%-12,0 pp+9,0 pp1006554
Três Pontas virou45.39640,4%+3,9 pp+8,6 pp985158
Extrema 43.76049,2%-12,1 pp+14,3 pp90137180
Guaxupé virou39.40243,4%+1,0 pp+10,1 pp885957
Monte Carmelo virou35.77142,3%+3,5 pp+4,8 pp855751
Santa Rita do Sapucaí 31.77457,1%-33,1 pp+13,7 pp896692

Norte, Jequitinhonha e Mucuri

Corredor dos Vales

eleitores
1.003.331
% de Minas
6,13%
Bolsonaro 1º turno
38,1%
margem da esquerda
+13,9 pp
viradas
3

Água, saúde e mineral crítico. A distância até o atendimento especializado pesa mais aqui do que em qualquer outra região de Minas.

O que a imprensa mineira publicou

  • O Vale do Jequitinhonha concentra os projetos de lítio de Araçuaí e Itinga, com refino de pureza para bateria e expansão de capacidade em curso. CNN Brasil
  • Araçuaí, Poços de Caldas e Araxá aparecem como polos de terras raras que colocam Minas no centro da nova economia mineral. O Tempo
  • O governo estadual investiu R$ 15 milhões em estudos da Barragem de Congonhas, no Norte, com conclusão prevista para 2026 e foco em agricultura irrigada. Agência Minas

Quem sobe no palanque

Cleitinho e rádio. Nikolas e Engler não viajam para cá, e agenda presidencial longa nesta região é tempo mal empregado.

Aqui não se pede o voto. Pede-se para ser ouvido.

Formato de encontro que a região comporta

  • Entrevista em rádio AM e FM de alcance regional, que continua sendo o meio dominante e vale mais que qualquer palanque montado.
  • Agenda de irrigação e água no eixo Jaíba, Janaúba e Montes Claros, com pauta de barragem e adutora.
  • Visita ao polo de lítio em Araçuaí e Itinga com pauta de contrapartida local, nunca como propaganda de mineradora.
  • Motociata rende imagem em Montes Claros e Teófilo Otoni pela frota alta, mas o objetivo ali é cobertura nacional, não conversão local.

O que não dizer. Não prometer reversão eleitoral nesta região nem gastar semana inteira de agenda presidencial. Cada ponto aqui custa muitas vezes mais do que no corredor do minério.

Juízo editorial. Contenção, não conversão. E a direita não tem dono regional: no Jequitinhonha o único parlamentar com domínio de votação na região é do PT, e no Mucuri e na Central Mineira nenhum eleito de 2022 tem base concentrada.

Municípios do corredor com pelo menos vinte mil eleitores
municípioeleitores 2026Bolsonaro 1Tmargem E 2Tdesloc. 18→22CleitinhoNikolasEngler
Montes Claros 283.46644,9%-2,5 pp+6,9 pp907863
Teófilo Otoni virou106.60645,3%+0,4 pp+4,8 pp1197017
Curvelo virou61.45441,1%+4,4 pp+6,4 pp11111681
Janaúba 55.52940,0%+11,2 pp+0,7 pp864621
Januária 51.39821,3%+51,2 pp+0,4 pp765618
Pirapora 42.03349,8%-10,4 pp+6,4 pp9410689
São Francisco 42.01927,9%+36,6 pp-2,8 pp1234728
Diamantina 38.77826,5%+37,5 pp+6,9 pp1526974
Bocaiúva 35.71425,6%+41,3 pp+4,0 pp1119281
Salinas 33.11033,8%+24,0 pp+3,7 pp937842
Almenara 31.24225,1%+44,2 pp+2,0 pp1048566
Capelinha 31.13437,4%+14,4 pp+2,7 pp1237664
Nanuque 29.37546,3%-0,0 pp+3,0 pp1114737
Araçuaí 28.38530,5%+32,1 pp+6,1 pp1284681
Várzea da Palma virou27.23840,4%+7,1 pp+8,6 pp1118038
Jaíba 27.14035,5%+21,3 pp-3,1 pp1023535
Minas Novas 22.84718,8%+57,6 pp-1,1 pp1476466
Rio Pardo de Minas 22.36634,9%+21,5 pp-4,0 pp983218

14 · ordem de leitura

Sem datas. Com ordem.

A sequência abaixo é dirigida à campanha de Flávio Bolsonaro em Minas e não traz datas. Ela ordena os corredores por relação entre esforço e voto, com o critério declarado em cada linha, e termina no achado que contraria a própria recomendação.

Datafolha MG, 1º turnoLula 37 × Flávio 31
Datafolha MG, 2º turnoLula 46 × Flávio 42
desenho1.204 entrevistas, 18 a 20/08, margem de 3 pontos

A diferença de quatro pontos no segundo turno cabe dentro da margem da própria diferença, que é maior que a margem de cada candidato isolado. Minas está indefinida e é isso que dá sentido a discutir corredor por corredor em vez de discutir o estado como bloco. Fonte: Poder360.

  1. Tornar visível a aliança estadual antes de qualquer outra coisa. A Quaest mede que 81% não sabem quem Flávio apoia para o governo de Minas, e que o endosso dele hoje tem saldo praticamente nulo, com 27% dizendo que aumentaria a chance de voto e 28% que diminuiria. Enquanto os dois números forem esses, nenhum ativo de transferência opera e todo cálculo de repasse de voto é especulação. O indicador de saída é o próprio "sabe quem apoia quem", não a intenção de voto.
  2. O cinturão do minério. Único corredor em que os três carregadores rendem acima do topo da chapa ao mesmo tempo, com pauta material de valor definido e seis municípios que trocaram de lado em 2022.
  3. A periferia metropolitana. Quase um quarto do eleitorado do estado, com os dois nomes de maior alcance urbano da direita mineira e uma pauta de serviço público que não depende de guerra cultural.
  4. O eixo produtivo. Sul, Triângulo e Alto Paranaíba não têm carregador: os três índices ficam abaixo de cem. É onde o nome do topo da chapa precisa se sustentar sozinho, com tarifa, frete, energia e conta fiscal.
  5. Juiz de Fora e a Mata. O maior município que trocou de lado entre 2018 e 2022, com a agenda simbólica mais carregada e ainda pendente do calendário de campanha.
  6. Os vales, em fundo contínuo. Nunca uma onda própria. Rádio regional e parlamentar local. O objetivo mensurável é reduzir diferença, não vencer região.
Dezesseis paradas, sem data, cobrindo os sete corredores
paradaeleitoresBolso 1Tmargem E 2Tpor que aquiformato
Congonhas virouCorredor do Minério43.93339,6%+8,4 ppTrocou de lado em 2022 e Cleitinho correu dez pontos à frente de Bolsonaro ali.Caminhada de romaria no entorno da Basílica do Bom Jesus de Matosinhos.
Itabira virouCorredor do Minério88.59639,0%+7,5 ppÉ o maior credor individual da cobrança de CFEM, com R$ 822,6 milhões estimados, e trocou de lado em 2022.Audiência aberta com prefeito e câmara, com o valor devido no painel.
MarianaCorredor do Minério52.49526,1%+38,7 ppBolsonaro fez menos de trinta por cento no 1º turno e os três carregadores rendem acima dele.Encontro de centro histórico, sem carreata.
ContagemCorredor Metropolitano463.25947,8%-11,0 ppSegunda maior cidade do estado, margem apertada e Nikolas passou de vinte por cento dos válidos.Motociata metropolitana ligando Contagem, Betim e Ibirité.
BetimCorredor Metropolitano301.23245,4%-4,9 ppFicou dentro de cinco pontos em 2022 e recebe o novo campus da UFMG no ano que vem.Portaria de fábrica e caminhada de comércio, com Nikolas.
Ribeirão das Neves virouCorredor Metropolitano218.50842,7%+1,3 ppÉ a terceira maior virada do estado em eleitorado e ficou a pouco mais de um ponto.Feira livre de sábado de manhã.
IbiritéCorredor Metropolitano122.31443,2%-0,4 ppFoi decidida por menos de meio ponto e tem deputado federal de base própria na cidade.Agenda de segurança em base comunitária, com Engler.
DivinópolisCorredor Oeste171.36649,1%-11,3 ppCleitinho fez quase vinte pontos a mais que Bolsonaro ali, no mesmo dia e na mesma urna.Comício de praça com o senador abrindo e fechando.
Nova SerranaCorredor Oeste67.43666,8%-44,6 ppÉ a maior cidade mais bolsonarista de Minas e o polo calçadista opera com cerca de 30% da capacidade.Chão de fábrica, com pauta de crédito, energia e importação.
IpatingaCorredor do Aço e Rio Doce176.50059,4%-30,2 ppA Usiminas desativou o alto-forno 1 e demitiu mais de cem pessoas na usina da cidade.Portaria de fábrica na troca de turno.
Governador ValadaresCorredor do Aço e Rio Doce193.35657,6%-25,6 ppÉ polo de sete regiões e a região ficou quase empatada, mesmo com a cidade mais à direita que o entorno.Motociata em avenida larga, mais reunião separada com comércio.
Juiz de Fora virouCorredor da Mata e das Vertentes394.93238,4%+12,2 ppÉ o maior município do estado que trocou de lado entre 2018 e 2022, com quase quatrocentos mil eleitores.A motociata pendente, do aeroporto ao centro.
Barbacena virouCorredor da Mata e das Vertentes99.78837,6%+13,3 ppTrocou de lado e deslocou nove pontos para a esquerda entre as duas eleições.Caminhada de comércio de rua, com pauta de fila de saúde.
UberlândiaCorredor da Produção538.22546,4%-6,2 ppConcentra cerca de 58% das empresas abertas no Triângulo no primeiro trimestre de 2026 e tem margem estreita.Motociata, onde Bolsonaro fez a primeira de Minas, mais agenda de logística.
VarginhaCorredor da Produção104.30752,7%-21,0 ppEstá no centro da cadeia do café que perdeu 34% do valor exportado aos Estados Unidos no semestre.Encontro de cooperativas, com pauta de tarifa, crédito e frete.
Montes ClarosCorredor dos Vales283.46644,9%-2,5 ppMaior cidade do Norte, onde a tarefa declarada é comprimir diferença e não converter região.Rádio AM e FM regional, mais agenda de água e irrigação.
Contraponto obrigatório

A tese deste capítulo enfraquece em 13,85% do eleitorado de Minas. No Corredor da Produção os três carregadores rendem abaixo de Bolsonaro, o que significa que a parte mais rica e mais industrial do estado não é destravável por aliança regional. Some-se a isso que as 160 cidades que trocaram de lado têm margem média de +7,6 pp para a esquerda, e não empate: apenas 57 delas ficaram dentro de cinco pontos. Recuperar esse bloco é mais caro do que o mapa sugere à primeira vista.

15 · prova e limites

853 municípios, uma trilha de auditoria.

Cada número importante pode ser refeito. O que não pode ser inferido está dito no mesmo lugar que o achado.

Voto oficial

ZIPs municipais do TSE para 2018 e 2022, agregados por município, turno, cargo e candidato. Presidente usa o arquivo Brasil filtrado em MG; governador e Senado usam o arquivo MG.

Eleitorado atual

Perfil do eleitorado TSE gerado em 01/07/2026. Exclui exterior. Sexo, idade e escolaridade são cadastro eleitoral; renda vem da PNAD.

Economia

Censo 2022 para população e renda municipal; PIB municipal 2023; estrutura setorial municipal 2021; PNAD anual 2025 e trimestral 2026 T1 com pesos e 200 réplicas.

Pesquisas

Quaest, 157 páginas, e Real Time Big Data, 38 páginas. A Quaest é rasterizada; as tabelas foram transcritas página a página e o placar foi recomposto por sexo.

Fluxos

IPF/RAS de mínima alteração relativa contra uma prior ideológica declarada. Nós são margens; fitas são estimativas. Não há identificação de trajetória individual.

Índice dos carregadores

Votação nominal de 2022 por município para senador, deputado federal e deputado estadual, extraída do ZIP munzona do TSE. Cada nome é normalizado pela própria média estadual e comparado com Bolsonaro no primeiro turno. É medida de alcance territorial comparado, não de transferência.

Corredores e pauta regional

Sete agrupamentos de municípios por base econômica. Os fatos de cada corredor vêm de veículos mineiros e nacionais citados com link no próprio capítulo. O juízo editorial está rotulado como juízo editorial.

Índice pivotal

Eleitorado × proximidade de 50% × deslocamento 2018–2022, com pisos explícitos e reescala 0–100. É índice editorial, não probabilidade de voto.

Os dois relatórios de pesquisa são os documentos registrados no TSE pela Quaest, sob MG-04060/2026, e pela Real Time Big Data, sob MG-07972/2026. A eles somam-se três materiais de terceiros usados apenas para conferência: dois comparativos municipais de 2018 contra 2022 e um mapa-síntese. Os dois relatórios de pesquisa, que são documentos registrados no TSE, ficam em data/pesquisas/estaduais/mg/2026-08/fontes. Os três materiais recebidos de terceiros não ficam no repositório: estão em cofre fora do git e entram no manifesto público apenas como nome, tamanho e SHA-256, o que permite conferir a integridade sem redistribuir arquivo de outra pessoa. Fotografia do card social: Wagner Tamanaha, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons.

REPRODUÇÃOpython3 scripts/mg-082026-data.pyGera CSVs auditáveis, JSON público e o GeoJSON interativo.
REPRODUÇÃOpython3 scripts/mg-082026-camada2.py && python3 scripts/mg-082026-camada2-render.pyRecalcula o índice dos carregadores, os sete corredores e reescreve os capítulos 12 a 14 no lugar.