Direita nas duas
Bolsonaro venceu em 2018 e 2022. O bloco é forte no Triângulo, Sul e Centro-Oeste, mas não é imóvel: sua vantagem encolheu em quase todo o estado.
Arvor Intelligence · Atlas estadual 01
Publicado em 31 de agosto de 2026
Minas Gerais · agosto de 2026
Minas não é um bloco. É uma dobradiça de 853 peças: metrópole, agro, indústria, serras ricas, vales pobres, cidades que mudaram e cidades que nunca mudam. Este dossiê põe no mesmo mapa a economia, o eleitorado atual, os votos oficiais de 2018 e 2022 e as duas pesquisas estaduais de agosto.
01 · tese
Os quatro blocos abaixo saem da comparação direta entre os dois segundos turnos, município a município, nos arquivos do próprio TSE.
Bolsonaro venceu em 2018 e 2022. O bloco é forte no Triângulo, Sul e Centro-Oeste, mas não é imóvel: sua vantagem encolheu em quase todo o estado.
Haddad e Lula venceram. Norte, Jequitinhonha, Mucuri e parte da Zona da Mata formam o núcleo mais contínuo.
Quase toda a mudança foi em uma direção. Os municípios de virada acrescentaram 366,0 mil votos à esquerda entre os dois segundos turnos.
Pedra Bonita, Santa Margarida, Sericita e São João do Manhuaçu, no entorno de Manhuaçu. Uma exceção concentrada, não uma contraonda estadual.
Minas virou porque um lado preservou quase todo o volume e o outro incorporou quem havia votado em terceiros, anulado ou ficado fora da escolha de 2018. Isso é decomposição agregada, não rastreamento de pessoas.
Uma divergência que fica registrada. A classificação dos 853 municípios é estável: qualquer extração dos arquivos do TSE devolve os mesmos 285, 404, 160 e 4. A soma de votos das cidades que viraram não é. A recomputação usada aqui dá 1.055.875 votos de direita em 2018 contra 1.044.904 em 2022, e 851.867 de esquerda contra 1.217.901. Outras contagens em circulação para o mesmo conjunto chegam a valores cerca de 1% maiores. Sem a data de extração de cada uma, a diferença não é atribuível, e por isso aparece publicada em vez de arredondada.
02 · economia real
O PIB municipal mais recente é de 2023. A renda municipal vem do Censo 2022. A PNAD anual 2025 e o primeiro trimestre de 2026 atualizam renda, trabalho e escolaridade para o estado.
PNAD 2025 · pessoas 16+
Valores de 2025 deflacionados para abril de 2026 e convertidos pelo salário mínimo-alvo. Peso V1032 e 200 réplicas.
Três territórios PNAD
A PNAD representa MG, capital e arranjo metropolitano; não é usada para estimar cada região intermediária.
03 · laboratório municipal
Passe o cursor ou toque em qualquer município. O mapa liga resultado eleitoral, tamanho do eleitorado, renda, PIB, mudança histórica e a votação de Nikolas Ferreira em 2022.
04 · treze regiões
As regiões geográficas intermediárias mostram peso, produção e voto em uma unidade economicamente mais útil que a velha caricatura norte–sul.
Tamanho = eleitorado 2026
Teófilo Otoni combina renda per capita de R$ 1.001 e 66,4% de voto em Lula. Uberlândia, R$ 1.881 e 48,4%. Belo Horizonte, R$ 1.994 e 48,1%.
Eixo horizontal: renda domiciliar per capita média do Censo 2022. Vertical: voto da esquerda no segundo turno de 2022. Círculo: eleitorado TSE 2026.
do eleitorado e 35,7% do PIB municipal. A região saiu de 37,4% para 48,1% de esquerda: deslocamento de 10,7 pontos, sem trocar de lado no agregado.
de esquerda em 2022. É a combinação mais rara: 8,1% do PIB mineiro, 5,6% do eleitorado e uma margem presidencial estreita.
de esquerda na região intermediária. É quase empate agregado, embora a cidade-polo permaneça muito mais à direita. Região e sede não são sinônimos.
05 · vinte cidades
O índice combina eleitorado atual, proximidade de 50% em 2022 e deslocamento desde 2018. Pontuação alta significa que a cidade junta volume, competição e mudança ao mesmo tempo, que é a combinação rara que faz um município valer como termômetro do resto.
QUATRO CORREDORES ANALÍTICOS
| # | Município | Eleitores 2026 | Margem E em 2022 | Movimento 18→22 | PIB por habitante | Índice |
|---|
06 · quem é quem
As pesquisas medem onze candidaturas registradas. Seis concentram voto, conhecimento ou estrutura suficiente para alterar o tabuleiro.
Republicanos · senador
Divinópolis, mandato no Senado até 2031. Lidera as duas pesquisas: 29% na Quaest e 33% na Real Time. Na Quaest, tem o melhor saldo entre potencial e rejeição, +26; na Real Time, sua rejeição chega a 43% sob outra pergunta.
PT · deputado federal
Ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro do Desenvolvimento Social e do Desenvolvimento Agrário. Tem 11% na Quaest e 15% na Real Time, com base reconhecível e rejeição de 40% a 42%.
PDT · ex-prefeito de BH
Foi segundo colocado ao governo em 2022 com 35,09% dos válidos. Agora aparece com 10% a 13%. A memória municipal ajuda na metrópole; o teto pesa: 41% o rejeitam na Quaest e 40% na Real Time.
PSD · governador
Assumiu em 22 de março após a saída de Zema. Tem 7% a 11% e é o candidato da continuidade, mas 36% não sabem avaliar seu governo na Quaest. A aprovação varia de 37% na Quaest a 56% na Real Time.
MDB · ex-presidente da CMBH
Vereador por dois mandatos, presidiu a Câmara de Belo Horizonte e disputou a prefeitura em 2024. Marca 5% a 7%. É conhecido o bastante para crescer, mas 68% ainda dizem não conhecê-lo na régua da Quaest.
PL · ex-presidente da Fiemg
É a candidatura estadual do partido de Flávio Bolsonaro e traz a identidade industrial. Tem 3% a 5%; 69% não o conhecem na Quaest e 41% não o conhecem o suficiente na Real Time.
Ben Mendes (Missão), Indira Xavier (UP), Professor Túlio Lopes (PCB), Rafael Duda (PSTU) e Henrique Áreas (PCO). Juntas, somam de 4% a 5% nas duas pesquisas. Permanecem no modelo de transferência como bloco “outros”, sem apagar seus votos.
DUAS GEOGRAFIAS DE POPULARIDADE
Em 2022, Cleitinho recebeu 4.268.193 votos para o Senado, 41,46% dos válidos. Nikolas recebeu 1.492.047 para deputado federal, 13,83% dos válidos e 6,24 vezes a votação do segundo colocado desse cargo.
A região intermediária de Belo Horizonte reuniu 649.235 votos de Nikolas, 43,5% do total estadual, embora concentre 29,2% do eleitorado atual. Só a capital entregou 306.625; depois vieram Contagem, 75.984, Uberlândia, 43.794, e Betim, 42.104.
Limite: são cargos, cédulas e incentivos diferentes. O mapa mede alcance territorial retrospectivo, não transferência para governador ou presidente. Na própria Quaest, o apoio de Flávio Bolsonaro tem saldo praticamente neutro sobre a chance de voto, 27% dizem que aumentaria e 28% que diminuiria.
07 · duas pesquisas
Quaest e Real Time foram a campo em datas quase idênticas, mas usam margens de renda muito diferentes. A PNAD permite medir o tamanho dessa diferença.
Quaest · MG-04060/2026
1.506entrevistas presenciais · 21–24/08 · margem ±3 ppRenda: 27% até 2 SM, 46% entre 2 e 5, 27% acima de 5Real Time · MG-07972/2026
2.000entrevistas · 22–26/08 · margem ±2 ppRenda: 45% até 2 SM, 35% entre 2 e 5, 20% acima de 5PNAD anual 2025 · MG 16+
31,1%até 2 salários mínimos43,7% entre 2 e 5; 25,2% acima de 5 · IC por réplicas1º turno
Ponto de auditoria
Comparação de margem, não reponderação do voto: a Real Time não publica todas as células necessárias para uma sensibilidade honesta.
A ponderação das colunas feminina e masculina da Quaest recompõe cada item do placar geral com erro máximo de 0,52 ponto.
As três colunas de renda recompõem Cleitinho em 30,11%, contra 29% publicado. Pode ser arredondamento acumulado, mas passa de um ponto e merece registro.
É a distância entre Quaest e Real Time na faixa de até dois salários. Maior que qualquer diferença de candidato entre os dois institutos.
08 · fluxos
Nenhum dos dois relatórios publica matriz de transição. O diagrama usa IPF/RAS para fechar exatamente os totais observados sob uma prior ideológica explícita. Troque o cenário e inspecione o que é robusto.
Fidelidade de base, maior probabilidade de migração dentro do mesmo campo, cruzamento menor entre campos e não escolha alimentada sobretudo por indecisos, branco/nulo e candidaturas sem finalista.
As margens de origem e destino fecham exatamente. A consolidação agregada exigida pelo placar é observável; o corte de cada fita depende da prior.
O diagrama descreve massas de voto, não trajetórias. Município e amostra são agregados, e não existe painel acompanhando o mesmo eleitor nas duas rodadas.
09 · Senado
As pesquisas divulgam primeiro e segundo voto separadamente. Sem a combinação entrevistado a entrevistado, um Sankey seria ficção. O gráfico correto é uma comparação de posições.
Quaest, p. 102: média das duas vagas e votos separados. Real Time, pp. 36–37: consolidados reduzidos a 100%, primeiro e segundo voto. Os denominadores não são idênticos; compare ordem e amplitude, não some colunas.
10 · o que importa
A pauta estadual vem da Quaest. A economia territorial diz onde cada problema ganha forma concreta.
Quaest, p. 146. Pergunta aberta sobre o maior problema de Minas.
O tema é estadual, mas a resposta não pode ser genérica: deslocamento para atendimento especializado pesa muito mais nos vales e no norte que na capital.
É a segunda pauta isolada e exige separar segurança urbana metropolitana, rodovias e crime patrimonial do interior.
PIB alto não elimina gargalo logístico. O eixo exportador do Triângulo e do Sul e a indústria mineral do centro-leste dependem de redes diferentes.
O Propag refinanciou R$ 179,3 bilhões por 360 meses. É a restrição fiscal que qualquer programa precisa pôr na mesma página que sua promessa.
São as três principais fontes declaradas de informação política. Isso descreve canais; não identifica pessoas ou grupos a serem microdirecionados.
11 · leitura estrutural
A leitura abaixo é de arquitetura de campanha, cobertura territorial e compromisso programático, e vale para qualquer candidatura que dispute Minas.
Cleitinho lidera, Mateus governa e Roscoe carrega a sigla presidencial. Só 11% dizem saber que Cleitinho é apoiado por Flávio Bolsonaro e 5% citam Roscoe; 81% não sabem. A indefinição é um fato mensurável, não uma sutileza de bastidor.
Um programa estadual sério precisa publicar metas regionais de saúde, logística, ensino técnico e renda. A mesma promessa não conversa com um polo de PIB por habitante acima de R$ 70 mil e um vale abaixo de R$ 20 mil.
Os vinte municípios somam volume, competição e mudança. A utilidade deles é testar se uma agenda funciona em ambientes diferentes, com encontros públicos, prestação de contas e propostas verificáveis, não repetir o mesmo comício.
Na Quaest, o apoio de Flávio aumentaria a chance de voto para 27% e diminuiria para 28%. Zema tem saldo +5; Lula, −13. Endosso organiza coalizão, mas não substitui candidatura estadual conhecida.
O eleitor pede saúde e a dívida restringe caixa. A campanha que mostrar custo, fonte, prazo e região para cada promessa transforma o Propag de abstração em critério de competência.
45% podem mudar o voto a governador, 52% no Senado e 29% na Presidência. Liderança hoje é vantagem, não posse. A incerteza deve aparecer em toda decisão e em toda manchete.
Cleitinho tem a maior liderança, o melhor potencial líquido na Quaest e vence todos os segundos turnos testados. Também carrega a maior rejeição da Real Time, 43%, e 39% dos seus próprios eleitores dizem que ainda podem mudar na Quaest. A tese de eleição resolvida não passa pelos dados.
12 · carregadores
Comparar 41% de um senador com 6% de um deputado estadual não diz nada. A régua abaixo divide o desempenho de cada nome em cada município pela própria média estadual dele, e compara esse número com o mesmo cálculo feito para Bolsonaro no primeiro turno de 2022. Cem significa render exatamente o que Bolsonaro rendeu ali.
| mesorregião | eleitores | Bolsonaro 1T | margem E 2T | Cleitinho | Nikolas | Engler |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Oeste de Minas | 812.997 | 50,9% | -15,4 pp | 131 | 102 | 60 |
| Jequitinhonha | 568.576 | 26,8% | +39,7 pp | 121 | 58 | 53 |
| Central Mineira | 353.478 | 45,0% | -3,3 pp | 119 | 99 | 92 |
| Vale do Mucuri | 312.999 | 36,1% | +20,6 pp | 117 | 57 | 30 |
| Noroeste de Minas | 313.518 | 47,2% | -5,8 pp | 109 | 63 | 40 |
| Campo das Vertentes | 472.361 | 39,1% | +8,9 pp | 107 | 85 | 85 |
| Vale do Rio Doce | 1.291.386 | 47,8% | -5,0 pp | 106 | 91 | 67 |
| Zona da Mata | 1.802.063 | 37,2% | +15,7 pp | 102 | 85 | 81 |
| Norte de Minas | 1.335.569 | 32,5% | +26,2 pp | 97 | 59 | 39 |
| Sul/Sudoeste de Minas | 2.070.003 | 50,1% | -14,0 pp | 96 | 76 | 87 |
| Metropolitana de Belo Horizonte | 5.214.894 | 44,2% | -2,9 pp | 95 | 140 | 165 |
| Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba | 1.831.706 | 47,3% | -7,7 pp | 92 | 71 | 51 |
É o avesso do mapa de Bolsonaro. Ele rende acima no Oeste, na Central Mineira, nos vales pobres e no cinturão do minério, e rende abaixo no Triângulo, no Sul e na região metropolitana, que já eram território consolidado da direita.
O pico absoluto dele está onde Bolsonaro já era forte, como Nova Serrana e Itajubá, o que faz dele um amplificador de base. A exceção que importa é a periferia metropolitana, onde Bolsonaro ficou perto da metade e Nikolas passou de vinte por cento dos válidos.
Engler quase não viaja. Sua votação é metropolitana e, dentro de Belo Horizonte, a zona onde ele mais supera Bolsonaro rende índice 115 e a onde menos rende 67. A leitura fina por bairro exige o arquivo de seção cruzado com locais de votação, que não está nesta versão.
Onde a chapa inteira supera o topo
| município | mesorregião | eleitores | Bolso 1T | margem E | Cleit | Niko | Engl |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Lagoa da Prata | Central Mineira | 37.464 | 54,8% | -23,4 pp | 129 | 184 | 267 |
| Três Corações | Sul/Sudoeste de Minas | 56.694 | 51,8% | -19,7 pp | 104 | 138 | 236 |
| Igarapé | Metropolitana de Belo Horizonte | 35.029 | 45,5% | -4,6 pp | 108 | 157 | 161 |
| Mariana | Metropolitana de Belo Horizonte | 52.495 | 26,1% | +38,7 pp | 159 | 116 | 137 |
| Brumadinho | Metropolitana de Belo Horizonte | 35.434 | 43,0% | -1,6 pp | 114 | 118 | 177 |
| Esmeraldas | Metropolitana de Belo Horizonte | 57.093 | 40,1% | +6,0 pp | 104 | 138 | 152 |
| Juatuba | Metropolitana de Belo Horizonte | 25.075 | 43,9% | -1,7 pp | 116 | 130 | 147 |
| João Monlevade | Metropolitana de Belo Horizonte | 61.384 | 43,1% | -0,9 pp | 116 | 130 | 145 |
| Itabirito | Metropolitana de Belo Horizonte | 45.038 | 37,3% | +9,5 pp | 105 | 139 | 143 |
| Mateus Leme | Metropolitana de Belo Horizonte | 29.355 | 45,4% | -5,9 pp | 115 | 133 | 135 |
| Sarzedo | Metropolitana de Belo Horizonte | 26.256 | 48,9% | -11,9 pp | 100 | 148 | 130 |
| Barão de Cocais | Metropolitana de Belo Horizonte | 24.154 | 35,7% | +14,4 pp | 129 | 134 | 114 |
| Betim | Metropolitana de Belo Horizonte | 301.232 | 45,4% | -4,9 pp | 101 | 143 | 128 |
| Muriaé | Zona da Mata | 79.022 | 48,1% | -5,8 pp | 109 | 137 | 125 |
| São Joaquim de Bicas | Metropolitana de Belo Horizonte | 25.104 | 40,5% | +7,6 pp | 101 | 145 | 125 |
| Ouro Preto | Metropolitana de Belo Horizonte | 64.459 | 25,2% | +39,9 pp | 130 | 101 | 132 |
| Ouro Branco | Metropolitana de Belo Horizonte | 30.200 | 41,4% | +4,3 pp | 115 | 116 | 123 |
| Arcos | Oeste de Minas | 33.605 | 48,9% | -14,0 pp | 130 | 116 | 106 |
| Viçosa | Zona da Mata | 61.912 | 27,5% | +34,9 pp | 115 | 114 | 123 |
| Barbacena | Campo das Vertentes | 99.788 | 37,6% | +13,3 pp | 104 | 123 | 124 |
| Caratinga | Vale do Rio Doce | 60.550 | 48,3% | -7,9 pp | 106 | 123 | 120 |
| Pará de Minas | Metropolitana de Belo Horizonte | 67.710 | 56,0% | -29,2 pp | 116 | 115 | 107 |
| Sete Lagoas | Metropolitana de Belo Horizonte | 167.287 | 50,1% | -16,9 pp | 101 | 108 | 128 |
Municípios em que Cleitinho, Nikolas e Engler superam ao mesmo tempo o desempenho relativo de Bolsonaro. Mostrados os de pelo menos vinte mil eleitores.
Limite do índice
Mede alcance, não repasse. Senador, deputado e presidente disputam cédulas e incentivos diferentes. O índice mostra onde um nome chegou mais longe que o topo da chapa, e a distância entre chegar longe e entregar voto a outro candidato é justamente o que a campanha tem de construir.
Mede território, não gente. A unidade é o município, e município agrega eleitores muito diferentes entre si. Uma cidade com índice alto tem bolsões de índice baixo dentro dela.
Mede o passado. O denominador é 2022. Desde então mudaram partido, adversário e economia, e o índice não sabe disso.
Cálculo. O índice divide o desempenho do candidato no município pela média estadual dele, divide o mesmo cálculo feito com Bolsonaro no primeiro turno de 2022, e multiplica por cem. Todos os percentuais são sobre votos válidos do próprio cargo. Base auditável em data/pesquisas/estaduais/mg/2026-08/derivados/carregadores-municipais.csv.
13 · sete corredores
Cada corredor reúne municípios com a mesma base econômica, a mesma imprensa e o mesmo tipo de encontro público possível. Para cada um: o que os jornais mineiros publicaram, quem tem base eleitoral medida ali, quem deveria subir no palanque, o formato que a região comporta e o que não dizer.
Este capítulo tem lado, e o diz. As recomendações são dirigidas à campanha de Flávio Bolsonaro em Minas. A regra da casa continua valendo dentro dele: cada movimento recomendado tem número e fonte ao lado, o juízo editorial está rotulado como juízo editorial, e o capítulo publica com o mesmo destaque o achado que contraria a própria tese. Esse achado está no Corredor da Produção, que reúne 13,85% do eleitorado mineiro e onde nenhum dos três carregadores ajuda.
Quadrilátero Ferrífero e Itabira
A conta da mineração. Não é debate ambiental abstrato: é crédito municipal com valor, devedor e prazo.
Flávio com Cleitinho, Nikolas e Engler juntos. É o único corredor de Minas onde os três rendem acima do topo da chapa ao mesmo tempo, e portanto o único onde a foto conjunta soma em vez de dividir.
O minério sai daqui e a conta fica aqui.
O que não dizer. Não entrar como advogado da mineradora. Nestas cidades a empresa é empregadora e ré ao mesmo tempo, e a posição defensável é a do município credor: licenciamento mais rápido em troca de contrapartida cobrada e paga.
Juízo editorial. É o corredor de melhor relação entre esforço e voto do estado. Bolsonaro fez aqui bem menos que a média estadual, seis municípios trocaram de lado, e existe uma pauta material com valor, devedor e destinatário definidos.
| município | eleitores 2026 | Bolsonaro 1T | margem E 2T | desloc. 18→22 | Cleitinho | Nikolas | Engler |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Itabira virou | 88.596 | 39,0% | +7,5 pp | +12,0 pp | 108 | 104 | 79 |
| Nova Lima virou | 77.243 | 41,0% | +2,3 pp | +11,8 pp | 96 | 131 | 183 |
| Ouro Preto | 64.459 | 25,2% | +39,9 pp | +5,4 pp | 130 | 101 | 132 |
| João Monlevade | 61.384 | 43,1% | -0,9 pp | +9,8 pp | 116 | 130 | 145 |
| Mariana | 52.495 | 26,1% | +38,7 pp | +6,8 pp | 159 | 116 | 137 |
| Itabirito virou | 45.038 | 37,3% | +9,5 pp | +14,5 pp | 105 | 139 | 143 |
| Congonhas virou | 43.933 | 39,6% | +8,4 pp | +13,0 pp | 132 | 92 | 103 |
| Brumadinho | 35.434 | 43,0% | -1,6 pp | +12,2 pp | 114 | 118 | 177 |
| Caeté virou | 34.382 | 37,5% | +8,5 pp | +15,7 pp | 89 | 101 | 67 |
| Ouro Branco virou | 30.200 | 41,4% | +4,3 pp | +10,2 pp | 115 | 116 | 123 |
| Sarzedo | 26.256 | 48,9% | -11,9 pp | +9,2 pp | 100 | 148 | 130 |
| Santa Bárbara | 24.294 | 31,4% | +25,7 pp | +9,1 pp | 120 | 125 | 79 |
| Barão de Cocais virou | 24.154 | 35,7% | +14,4 pp | +11,4 pp | 129 | 134 | 114 |
volume, periferia e colar
Serviço público e segurança. A pauta de costumes rende menos aqui que transporte, posto de saúde e policiamento de bairro.
Nikolas e Engler no comando, Flávio como convidado. Cleitinho rende abaixo da média neste corredor e não deve ser o rosto da operação metropolitana, ainda que lidere a disputa estadual.
Aqui não falta discurso. Falta ônibus, posto e polícia.
O que não dizer. Não tratar o colar metropolitano como extensão da capital. Renda, transporte e acesso à saúde funcionam de outro modo ali, e a fala que serve na Savassi não serve em Justinópolis.
Juízo editorial. Quase um quarto do eleitorado do estado, e o único lugar de Minas onde Nikolas e Engler valem mais que qualquer outro nome da direita mineira. É onde a campanha tem ativo próprio e não depende de aliança.
| município | eleitores 2026 | Bolsonaro 1T | margem E 2T | desloc. 18→22 | Cleitinho | Nikolas | Engler |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Belo Horizonte | 1.961.426 | 46,6% | -8,5 pp | +11,3 pp | 83 | 157 | 226 |
| Contagem | 463.259 | 47,8% | -11,0 pp | +10,3 pp | 91 | 161 | 184 |
| Betim | 301.232 | 45,4% | -4,9 pp | +9,6 pp | 101 | 143 | 128 |
| Ribeirão das Neves virou | 218.508 | 42,7% | +1,3 pp | +10,2 pp | 89 | 143 | 123 |
| Sete Lagoas | 167.287 | 50,1% | -16,9 pp | +11,2 pp | 101 | 108 | 128 |
| Santa Luzia | 164.463 | 44,7% | -3,5 pp | +10,6 pp | 91 | 144 | 75 |
| Ibirité | 122.314 | 43,2% | -0,4 pp | +9,3 pp | 96 | 151 | 154 |
| Sabará virou | 94.469 | 42,2% | +1,2 pp | +12,2 pp | 91 | 151 | 173 |
| Vespasiano | 87.725 | 45,3% | -4,2 pp | +9,1 pp | 84 | 162 | 120 |
| Esmeraldas virou | 57.093 | 40,1% | +6,0 pp | +8,0 pp | 104 | 138 | 152 |
| Lagoa Santa | 55.019 | 54,4% | -23,0 pp | +9,5 pp | 95 | 150 | 192 |
| Pedro Leopoldo | 49.147 | 47,5% | -10,4 pp | +9,9 pp | 88 | 145 | 159 |
| Igarapé | 35.029 | 45,5% | -4,6 pp | +8,3 pp | 108 | 157 | 161 |
| Matozinhos | 30.146 | 42,7% | -1,7 pp | +10,1 pp | 93 | 128 | 79 |
| Mateus Leme | 29.355 | 45,4% | -5,9 pp | +12,3 pp | 115 | 133 | 135 |
| São Joaquim de Bicas virou | 25.104 | 40,5% | +7,6 pp | +6,4 pp | 101 | 145 | 125 |
| Juatuba | 25.075 | 43,9% | -1,7 pp | +11,2 pp | 116 | 130 | 147 |
o centro-oeste industrial
Indústria leve e crédito. Calçado, confecção, fundição e siderurgia de pequeno porte.
Cleitinho abrindo e fechando, Flávio no meio. É a região natal dele e o único corredor onde o palanque estadual empurra o nacional em vez do contrário.
Quem já votou aqui em quem fala como gente sabe reconhecer o resto.
O que não dizer. Não pedir voto para presidente antes de entregar o palco ao senador. A ordem inversa reduz o efeito e expõe o saldo neutro do endosso presidencial medido pela Quaest.
Juízo editorial. O maior índice de Cleitinho no estado. A campanha ganha mais aqui organizando a foto conjunta do que gastando tempo de discurso próprio.
| município | eleitores 2026 | Bolsonaro 1T | margem E 2T | desloc. 18→22 | Cleitinho | Nikolas | Engler |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Divinópolis | 171.366 | 49,1% | -11,3 pp | +9,5 pp | 147 | 119 | 38 |
| Itaúna | 70.901 | 58,5% | -32,9 pp | +10,7 pp | 114 | 92 | 68 |
| Pará de Minas | 67.710 | 56,0% | -29,2 pp | +10,3 pp | 116 | 115 | 107 |
| Nova Serrana | 67.436 | 66,8% | -44,6 pp | +6,8 pp | 126 | 185 | 66 |
| Formiga | 54.601 | 53,3% | -24,4 pp | +8,5 pp | 129 | 118 | 58 |
| Campo Belo | 39.415 | 51,4% | -16,9 pp | +10,9 pp | 110 | 85 | 57 |
| Bom Despacho | 39.182 | 57,8% | -33,3 pp | +8,2 pp | 124 | 128 | 81 |
| Lagoa da Prata | 37.464 | 54,8% | -23,4 pp | +10,3 pp | 129 | 184 | 267 |
| Arcos | 33.605 | 48,9% | -14,0 pp | +6,7 pp | 130 | 116 | 106 |
| Oliveira | 33.579 | 42,4% | -0,6 pp | +13,4 pp | 146 | 72 | 29 |
| Cláudio | 22.860 | 57,3% | -33,6 pp | +7,7 pp | 125 | 76 | 85 |
| Santo Antônio do Monte | 21.074 | 67,2% | -45,2 pp | +6,5 pp | 126 | 76 | 58 |
siderurgia e emprego formal
Importação de aço e energia. O eleitor conhece o número de fornos parados e percebe imprecisão.
Flávio com os deputados de base própria da região. Nenhum carregador estadual domina aqui, e o crédito local vale mais que o nome estadual.
Quem fecha alto-forno não é ideologia. É importação sem regra.
O que não dizer. Não repetir discurso genérico de desindustrialização. Aqui a plateia sabe qual forno parou e em que mês, e a imprecisão custa mais que o silêncio.
Juízo editorial. A pauta é de comércio exterior e energia, competência federal direta. É o corredor onde o candidato a presidente fala com autoridade sem precisar de intermediário estadual.
| município | eleitores 2026 | Bolsonaro 1T | margem E 2T | desloc. 18→22 | Cleitinho | Nikolas | Engler |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Governador Valadares | 193.356 | 57,6% | -25,6 pp | +8,3 pp | 100 | 105 | 43 |
| Ipatinga | 176.500 | 59,4% | -30,2 pp | +9,0 pp | 108 | 99 | 80 |
| Coronel Fabriciano | 80.072 | 53,4% | -17,4 pp | +7,4 pp | 106 | 89 | 49 |
| Caratinga | 60.550 | 48,3% | -7,9 pp | +8,1 pp | 106 | 123 | 120 |
| Timóteo | 59.801 | 54,6% | -20,0 pp | +9,3 pp | 112 | 115 | 85 |
| Santana do Paraíso | 25.857 | 55,3% | -19,7 pp | +9,1 pp | 121 | 96 | 85 |
a maior virada do estado
Reindustrialização e universidade. A cidade polo aprovou lei de inovação e corredores tecnológicos ligados à federal.
Flávio com os deputados locais. Nenhum carregador domina o corredor, e o peso simbólico da cidade polo é o próprio ativo.
Foi aqui que começou.
O que não dizer. Não transformar a data do atentado em promessa de revanche. O que rende na cidade é a memória do episódio e a ideia de continuidade, não o ajuste de contas.
Juízo editorial. Volume, memória e cobertura nacional garantida no mesmo lugar. Juiz de Fora sozinha tem mais eleitores que o corredor do minério inteiro.
| município | eleitores 2026 | Bolsonaro 1T | margem E 2T | desloc. 18→22 | Cleitinho | Nikolas | Engler |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Juiz de Fora virou | 394.932 | 38,4% | +12,2 pp | +8,5 pp | 86 | 88 | 102 |
| Barbacena virou | 99.788 | 37,6% | +13,3 pp | +9,0 pp | 104 | 123 | 124 |
| Conselheiro Lafaiete virou | 94.413 | 36,5% | +14,1 pp | +10,7 pp | 112 | 99 | 97 |
| Muriaé | 79.022 | 48,1% | -5,8 pp | +6,4 pp | 109 | 137 | 125 |
| Ubá virou | 71.688 | 42,8% | +2,6 pp | +10,2 pp | 121 | 66 | 73 |
| São João del Rei | 70.398 | 45,0% | -4,7 pp | +10,6 pp | 98 | 67 | 100 |
| Manhuaçu | 62.176 | 50,3% | -12,1 pp | +4,8 pp | 113 | 126 | 96 |
| Viçosa | 61.912 | 27,5% | +34,9 pp | +8,5 pp | 115 | 114 | 123 |
| Cataguases | 52.215 | 34,1% | +22,1 pp | +6,0 pp | 121 | 120 | 60 |
| Ponte Nova | 44.599 | 28,8% | +33,4 pp | +6,2 pp | 114 | 134 | 86 |
| Leopoldina | 40.244 | 35,5% | +19,8 pp | +7,1 pp | 86 | 56 | 50 |
| Santos Dumont | 37.639 | 32,7% | +23,6 pp | +7,7 pp | 116 | 72 | 51 |
| Visconde do Rio Branco virou | 30.759 | 37,7% | +14,8 pp | +11,9 pp | 108 | 89 | 97 |
| Além Paraíba virou | 27.061 | 39,4% | +11,4 pp | +6,2 pp | 110 | 83 | 118 |
| Carangola virou | 23.144 | 40,9% | +5,5 pp | +5,3 pp | 112 | 88 | 108 |
Sul, Triângulo e Alto Paranaíba
Tarifa, frete, energia e conta fiscal. É o eleitorado menos tolerante a promessa sem fonte.
Flávio sozinho, com os deputados de base regional. Os três carregadores rendem abaixo de Bolsonaro aqui, e chamar qualquer um deles ao palco não acrescenta.
Minas produz o que o Brasil exporta e paga o que o Brasil gasta.
O que não dizer. Não usar aqui a fala do corredor do minério. Este é o eleitorado que mais reage a promessa sem fonte e o que mais lê conta fiscal.
Juízo editorial. Contraponto que a própria campanha precisa ouvir: neste corredor os três carregadores rendem abaixo de Bolsonaro. É onde o nome do topo da chapa se sustenta sozinho ou não se sustenta.
| município | eleitores 2026 | Bolsonaro 1T | margem E 2T | desloc. 18→22 | Cleitinho | Nikolas | Engler |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Uberlândia | 538.225 | 46,4% | -6,2 pp | +9,9 pp | 79 | 84 | 50 |
| Uberaba | 236.439 | 47,0% | -8,0 pp | +11,6 pp | 89 | 84 | 71 |
| Poços de Caldas | 122.487 | 51,4% | -16,7 pp | +11,1 pp | 78 | 103 | 112 |
| Patos de Minas | 116.413 | 56,8% | -29,6 pp | +7,4 pp | 91 | 57 | 17 |
| Pouso Alegre | 112.018 | 51,9% | -19,0 pp | +12,7 pp | 99 | 52 | 70 |
| Varginha | 104.307 | 52,7% | -21,0 pp | +12,8 pp | 83 | 129 | 177 |
| Araguari | 90.399 | 55,2% | -23,4 pp | +6,9 pp | 97 | 29 | 17 |
| Araxá | 82.041 | 47,0% | -11,2 pp | +8,0 pp | 95 | 74 | 71 |
| Passos | 81.257 | 47,1% | -6,3 pp | +9,8 pp | 114 | 58 | 58 |
| Ituiutaba virou | 77.675 | 38,6% | +11,6 pp | +6,1 pp | 100 | 90 | 95 |
| Lavras | 75.844 | 44,2% | -3,0 pp | +12,6 pp | 104 | 112 | 69 |
| Itajubá | 68.568 | 57,8% | -31,0 pp | +12,2 pp | 90 | 146 | 172 |
| Paracatu | 68.446 | 51,6% | -14,0 pp | +8,3 pp | 122 | 69 | 23 |
| Patrocínio | 65.744 | 53,8% | -22,3 pp | +9,3 pp | 96 | 68 | 25 |
| Unaí | 64.317 | 53,9% | -20,1 pp | +7,3 pp | 104 | 68 | 48 |
| Alfenas | 61.135 | 52,3% | -17,8 pp | +9,4 pp | 100 | 110 | 99 |
| Três Corações | 56.694 | 51,8% | -19,7 pp | +11,9 pp | 104 | 138 | 236 |
| São Sebastião do Paraíso | 51.233 | 47,5% | -12,0 pp | +9,0 pp | 100 | 65 | 54 |
| Três Pontas virou | 45.396 | 40,4% | +3,9 pp | +8,6 pp | 98 | 51 | 58 |
| Extrema | 43.760 | 49,2% | -12,1 pp | +14,3 pp | 90 | 137 | 180 |
| Guaxupé virou | 39.402 | 43,4% | +1,0 pp | +10,1 pp | 88 | 59 | 57 |
| Monte Carmelo virou | 35.771 | 42,3% | +3,5 pp | +4,8 pp | 85 | 57 | 51 |
| Santa Rita do Sapucaí | 31.774 | 57,1% | -33,1 pp | +13,7 pp | 89 | 66 | 92 |
Norte, Jequitinhonha e Mucuri
Água, saúde e mineral crítico. A distância até o atendimento especializado pesa mais aqui do que em qualquer outra região de Minas.
Cleitinho e rádio. Nikolas e Engler não viajam para cá, e agenda presidencial longa nesta região é tempo mal empregado.
Aqui não se pede o voto. Pede-se para ser ouvido.
O que não dizer. Não prometer reversão eleitoral nesta região nem gastar semana inteira de agenda presidencial. Cada ponto aqui custa muitas vezes mais do que no corredor do minério.
Juízo editorial. Contenção, não conversão. E a direita não tem dono regional: no Jequitinhonha o único parlamentar com domínio de votação na região é do PT, e no Mucuri e na Central Mineira nenhum eleito de 2022 tem base concentrada.
| município | eleitores 2026 | Bolsonaro 1T | margem E 2T | desloc. 18→22 | Cleitinho | Nikolas | Engler |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Montes Claros | 283.466 | 44,9% | -2,5 pp | +6,9 pp | 90 | 78 | 63 |
| Teófilo Otoni virou | 106.606 | 45,3% | +0,4 pp | +4,8 pp | 119 | 70 | 17 |
| Curvelo virou | 61.454 | 41,1% | +4,4 pp | +6,4 pp | 111 | 116 | 81 |
| Janaúba | 55.529 | 40,0% | +11,2 pp | +0,7 pp | 86 | 46 | 21 |
| Januária | 51.398 | 21,3% | +51,2 pp | +0,4 pp | 76 | 56 | 18 |
| Pirapora | 42.033 | 49,8% | -10,4 pp | +6,4 pp | 94 | 106 | 89 |
| São Francisco | 42.019 | 27,9% | +36,6 pp | -2,8 pp | 123 | 47 | 28 |
| Diamantina | 38.778 | 26,5% | +37,5 pp | +6,9 pp | 152 | 69 | 74 |
| Bocaiúva | 35.714 | 25,6% | +41,3 pp | +4,0 pp | 111 | 92 | 81 |
| Salinas | 33.110 | 33,8% | +24,0 pp | +3,7 pp | 93 | 78 | 42 |
| Almenara | 31.242 | 25,1% | +44,2 pp | +2,0 pp | 104 | 85 | 66 |
| Capelinha | 31.134 | 37,4% | +14,4 pp | +2,7 pp | 123 | 76 | 64 |
| Nanuque | 29.375 | 46,3% | -0,0 pp | +3,0 pp | 111 | 47 | 37 |
| Araçuaí | 28.385 | 30,5% | +32,1 pp | +6,1 pp | 128 | 46 | 81 |
| Várzea da Palma virou | 27.238 | 40,4% | +7,1 pp | +8,6 pp | 111 | 80 | 38 |
| Jaíba | 27.140 | 35,5% | +21,3 pp | -3,1 pp | 102 | 35 | 35 |
| Minas Novas | 22.847 | 18,8% | +57,6 pp | -1,1 pp | 147 | 64 | 66 |
| Rio Pardo de Minas | 22.366 | 34,9% | +21,5 pp | -4,0 pp | 98 | 32 | 18 |
14 · ordem de leitura
A sequência abaixo é dirigida à campanha de Flávio Bolsonaro em Minas e não traz datas. Ela ordena os corredores por relação entre esforço e voto, com o critério declarado em cada linha, e termina no achado que contraria a própria recomendação.
A diferença de quatro pontos no segundo turno cabe dentro da margem da própria diferença, que é maior que a margem de cada candidato isolado. Minas está indefinida e é isso que dá sentido a discutir corredor por corredor em vez de discutir o estado como bloco. Fonte: Poder360.
| parada | eleitores | Bolso 1T | margem E 2T | por que aqui | formato |
|---|---|---|---|---|---|
| Congonhas virouCorredor do Minério | 43.933 | 39,6% | +8,4 pp | Trocou de lado em 2022 e Cleitinho correu dez pontos à frente de Bolsonaro ali. | Caminhada de romaria no entorno da Basílica do Bom Jesus de Matosinhos. |
| Itabira virouCorredor do Minério | 88.596 | 39,0% | +7,5 pp | É o maior credor individual da cobrança de CFEM, com R$ 822,6 milhões estimados, e trocou de lado em 2022. | Audiência aberta com prefeito e câmara, com o valor devido no painel. |
| MarianaCorredor do Minério | 52.495 | 26,1% | +38,7 pp | Bolsonaro fez menos de trinta por cento no 1º turno e os três carregadores rendem acima dele. | Encontro de centro histórico, sem carreata. |
| ContagemCorredor Metropolitano | 463.259 | 47,8% | -11,0 pp | Segunda maior cidade do estado, margem apertada e Nikolas passou de vinte por cento dos válidos. | Motociata metropolitana ligando Contagem, Betim e Ibirité. |
| BetimCorredor Metropolitano | 301.232 | 45,4% | -4,9 pp | Ficou dentro de cinco pontos em 2022 e recebe o novo campus da UFMG no ano que vem. | Portaria de fábrica e caminhada de comércio, com Nikolas. |
| Ribeirão das Neves virouCorredor Metropolitano | 218.508 | 42,7% | +1,3 pp | É a terceira maior virada do estado em eleitorado e ficou a pouco mais de um ponto. | Feira livre de sábado de manhã. |
| IbiritéCorredor Metropolitano | 122.314 | 43,2% | -0,4 pp | Foi decidida por menos de meio ponto e tem deputado federal de base própria na cidade. | Agenda de segurança em base comunitária, com Engler. |
| DivinópolisCorredor Oeste | 171.366 | 49,1% | -11,3 pp | Cleitinho fez quase vinte pontos a mais que Bolsonaro ali, no mesmo dia e na mesma urna. | Comício de praça com o senador abrindo e fechando. |
| Nova SerranaCorredor Oeste | 67.436 | 66,8% | -44,6 pp | É a maior cidade mais bolsonarista de Minas e o polo calçadista opera com cerca de 30% da capacidade. | Chão de fábrica, com pauta de crédito, energia e importação. |
| IpatingaCorredor do Aço e Rio Doce | 176.500 | 59,4% | -30,2 pp | A Usiminas desativou o alto-forno 1 e demitiu mais de cem pessoas na usina da cidade. | Portaria de fábrica na troca de turno. |
| Governador ValadaresCorredor do Aço e Rio Doce | 193.356 | 57,6% | -25,6 pp | É polo de sete regiões e a região ficou quase empatada, mesmo com a cidade mais à direita que o entorno. | Motociata em avenida larga, mais reunião separada com comércio. |
| Juiz de Fora virouCorredor da Mata e das Vertentes | 394.932 | 38,4% | +12,2 pp | É o maior município do estado que trocou de lado entre 2018 e 2022, com quase quatrocentos mil eleitores. | A motociata pendente, do aeroporto ao centro. |
| Barbacena virouCorredor da Mata e das Vertentes | 99.788 | 37,6% | +13,3 pp | Trocou de lado e deslocou nove pontos para a esquerda entre as duas eleições. | Caminhada de comércio de rua, com pauta de fila de saúde. |
| UberlândiaCorredor da Produção | 538.225 | 46,4% | -6,2 pp | Concentra cerca de 58% das empresas abertas no Triângulo no primeiro trimestre de 2026 e tem margem estreita. | Motociata, onde Bolsonaro fez a primeira de Minas, mais agenda de logística. |
| VarginhaCorredor da Produção | 104.307 | 52,7% | -21,0 pp | Está no centro da cadeia do café que perdeu 34% do valor exportado aos Estados Unidos no semestre. | Encontro de cooperativas, com pauta de tarifa, crédito e frete. |
| Montes ClarosCorredor dos Vales | 283.466 | 44,9% | -2,5 pp | Maior cidade do Norte, onde a tarefa declarada é comprimir diferença e não converter região. | Rádio AM e FM regional, mais agenda de água e irrigação. |
A tese deste capítulo enfraquece em 13,85% do eleitorado de Minas. No Corredor da Produção os três carregadores rendem abaixo de Bolsonaro, o que significa que a parte mais rica e mais industrial do estado não é destravável por aliança regional. Some-se a isso que as 160 cidades que trocaram de lado têm margem média de +7,6 pp para a esquerda, e não empate: apenas 57 delas ficaram dentro de cinco pontos. Recuperar esse bloco é mais caro do que o mapa sugere à primeira vista.
15 · prova e limites
Cada número importante pode ser refeito. O que não pode ser inferido está dito no mesmo lugar que o achado.
ZIPs municipais do TSE para 2018 e 2022, agregados por município, turno, cargo e candidato. Presidente usa o arquivo Brasil filtrado em MG; governador e Senado usam o arquivo MG.
Perfil do eleitorado TSE gerado em 01/07/2026. Exclui exterior. Sexo, idade e escolaridade são cadastro eleitoral; renda vem da PNAD.
Censo 2022 para população e renda municipal; PIB municipal 2023; estrutura setorial municipal 2021; PNAD anual 2025 e trimestral 2026 T1 com pesos e 200 réplicas.
Quaest, 157 páginas, e Real Time Big Data, 38 páginas. A Quaest é rasterizada; as tabelas foram transcritas página a página e o placar foi recomposto por sexo.
IPF/RAS de mínima alteração relativa contra uma prior ideológica declarada. Nós são margens; fitas são estimativas. Não há identificação de trajetória individual.
Votação nominal de 2022 por município para senador, deputado federal e deputado estadual, extraída do ZIP munzona do TSE. Cada nome é normalizado pela própria média estadual e comparado com Bolsonaro no primeiro turno. É medida de alcance territorial comparado, não de transferência.
Sete agrupamentos de municípios por base econômica. Os fatos de cada corredor vêm de veículos mineiros e nacionais citados com link no próprio capítulo. O juízo editorial está rotulado como juízo editorial.
Eleitorado × proximidade de 50% × deslocamento 2018–2022, com pisos explícitos e reescala 0–100. É índice editorial, não probabilidade de voto.
Os dois relatórios de pesquisa são os documentos registrados no TSE pela Quaest, sob MG-04060/2026, e pela Real Time Big Data, sob MG-07972/2026. A eles somam-se três materiais de terceiros usados apenas para conferência: dois comparativos municipais de 2018 contra 2022 e um mapa-síntese. Os dois relatórios de pesquisa, que são documentos registrados no TSE, ficam em data/pesquisas/estaduais/mg/2026-08/fontes. Os três materiais recebidos de terceiros não ficam no repositório: estão em cofre fora do git e entram no manifesto público apenas como nome, tamanho e SHA-256, o que permite conferir a integridade sem redistribuir arquivo de outra pessoa. Fotografia do card social: Wagner Tamanaha, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons.
python3 scripts/mg-082026-data.pyGera CSVs auditáveis, JSON público e o GeoJSON interativo.python3 scripts/mg-082026-camada2.py && python3 scripts/mg-082026-camada2-render.pyRecalcula o índice dos carregadores, os sete corredores e reescreve os capítulos 12 a 14 no lugar.