11ª rodada · BR-09028/2026 · laudo de 24/08/2026

Há um roteiro.Falta o log.

Um eleitor descreveu uma entrevista que não bate integralmente com o instrumento registrado. O relato isolado não prova indução. Ele faz algo mais útil: define testes objetivos. O questionário manda aleatorizar nomes, o relatório afirma que mitigou efeito de ordem e nenhum dos dois publica o log que demonstra a execução. Enquanto esse arquivo não aparece, a afirmação central do método continua sem contraprova externa.

Campo
21–23/08/2026
Entrevistas
2.006
Modo
CATI/RDD + cotas
Contratante
BTG Pactual
Valor
R$ 164.888,89
Relatório
114 páginas
4respostas coletadas sem resultado publicado
6itens parciais ou não reproduzíveis
−0,43gap Lula menos Flávio após renda PNADC
5linhas de transferência medidas no relatório
Cap. 01

O relato abre a auditoria.
Não encerra o caso.

A conclusão responsável é estreita e forte: há divergências verificáveis entre a entrevista narrada e o instrumento registrado. Há também escolhas semânticas ruins, respostas escondidas no relatório e pesos insuficientemente abertos. Nada disso demonstra crime, fabricação ou intenção institucional. Tudo isso justifica exigir os dados que podem confirmar ou refutar a execução.

Fato documentalRandom

O roteiro manda aleatorizar

P3, P5 e P6 registram ordem aleatória. A tabela escrita no PDF não é a sequência que deveria ter sido lida.

Relato1

Uma entrevista

O depoimento é evidência de experiência individual. Não estima frequência e não prova um padrão de campo.

Teste2.006

Posições por chamada

Um histograma das posições de cada nome resolve a suspeita de ordem em toda a amostra.

Divergência2

Pontos materiais

O relato diz que Lula × Renan não foi aplicado e que “Flávio Bolsonaro” virou “Flávio”. O questionário manda o contrário.

Boa práticaOuvir

A lista inteira

Pedir que todos os nomes sejam ouvidos padroniza a pergunta. Esse trecho do relato descreve o procedimento correto.

Limite0

Prova de manipulação

Os autos disponíveis não demonstram que a Nexus favoreceu um candidato. Demonstram que a execução alegada não pode ser verificada fora do instituto.

Cap. 02

Quatro pontos no primeiro.
Empate no segundo.

A margem de erro de ±2 pontos divulgada vale para uma proporção isolada sob o modelo declarado. A incerteza da diferença entre dois candidatos é outra conta. Ela usa a covariância multinomial. No segundo turno, o intervalo já cruza zero sob amostra aleatória simples.

1º turno · cenário sem Marçal
41Lula
×
37Flávio

Diferença: +4,0. IC 95% da diferença sob SRS: +0,14 a +7,86. Um efeito de desenho de 1,073 já encosta o intervalo em zero.

2º turno · Lula × Flávio
46Lula
×
45Flávio

Diferença: +1,0. IC 95% da diferença sob SRS: −3,17 a +5,17. Não existe liderança estatística neste cenário.

Cálculo multinomial reproduzível em scripts/nexus-btg-240826-audit.py. SRS não incorpora cotas, não resposta ou pesos finais. O relatório não publica efeito de desenho nem tamanho efetivo.

Cap. 03

Seis alegações.
Seis testes.

O depoimento foi tratado como relato, não como instrução e não como fato geral. Cada afirmação foi confrontada com o questionário registrado. O resultado é mais preciso que concordar ou descartar o eleitor.

AlegaçãoConfronto documentalConclusão
Lula veio primeiro; Flávio, depois de desconhecidos.
P3 manda apresentar 12 nomes em ordem aleatória. Um caso não mede a distribuição. O log de posições dos 2.006 casos mede.
Hipótese auditável
A entrevistadora exigiu ouvir a lista inteira.
P3 diz: “Por favor, espere eu ler todos os nomes antes de dar sua resposta”. Isso reduz a resposta precoce e deve ser aplicado igualmente.
Compatível
Após a certeza, perguntaram se poderia votar em outro.
P4 mede estabilidade até outubro. P6 mede potencial e rejeição por nome. São construtos diferentes. A paráfrase de insistência não consta no roteiro.
Ambíguo
Não houve Lula × Renan.
P5 registra quatro cenários, inclusive Lula × Renan. O relatório publica os quatro. Se a memória estiver correta, houve omissão de campo.
Divergência
Depois da primeira vez, leram apenas “Flávio”.
P3, P5, P6 e as perguntas de campanha registram “Flávio Bolsonaro” por extenso. Gravações verificam a execução.
Divergência
Governo e todo o perfil ficaram no final.
Sexo, idade, escolaridade, trabalho, UF e município vêm antes do voto. Renda, religião e raça ficam no fim. Governo vem após sete perguntas eleitorais.
Parcial

A fotografia do depoimento foi preservada com SHA-256. Ela documenta o relato publicado em 24/08/2026. Não identifica o telefone, a gravação ou o identificador CATI da chamada.

Cap. 04

A entrevista mede uma sequência.
O relatório conta outra.

A própria página 4 avisa que o relatório reorganiza perguntas por “eixos temáticos estratégicos”. Isso melhora a narrativa editorial e esconde o contexto que cada resposta realmente recebeu. Ordem não é detalhe quando o tema é voto, governo e identidade política.

Ordem do instrumento

O que o entrevistado ouviu

Perfil de controlesexo inferido, idade, escolaridade, trabalho, UF e município
Votointeresse, espontânea, estimulada, certeza, quatro segundos turnos, rejeição e preferência de bloco
Governo e economiaavaliação, aprovação, problemas e situação econômica
Campanhabusca, exposição e identificação
Comparecimento e memóriapreambulo de abstenção, P19 a P24
Anti-escalas e perfil finalP25, Bolsa Família, rendas, religião e raça

Ordem do relatório

O que o leitor recebeu

Política e eleiçõesinteresse, cluster anti e probabilidade de comparecimento
Primeiro e segundo turnostoplines, crosstabs e transferência publicada
Potencial e rejeiçãocinco nomes
Campanhaexposição antes de governo na narrativa
Governo e problemasavaliação e economia perto do fim
Perfilapenas margens selecionadas na página 111

A reorganização é declarada, portanto não é ocultação da ordem. O problema é analítico: o relatório apresenta clusters “anti” no começo, embora tenham sido medidos depois de voto passado, campanha, governo e comparecimento. Sem microdados ou experimento de ordem, não é possível estimar a contaminação.

Cap. 05

A palavra muda
o objeto medido.

A crítica mais séria não é “Lula aparece antes”. O script exige aleatorização e o relato sozinho não derruba isso. Os problemas demonstráveis estão na carga cognitiva, na assimetria das alternativas e em conceitos que o relatório batiza sem abrir a regra de construção.

P3

Doze nomes por telefone

“Espere eu ler todos os nomes”

Ouvir todos é correto. A lista é pesada. Em CATI, o entrevistado não enxerga as opções e tende a lembrar melhor as últimas. A orientação do Pew é manter poucas alternativas, em geral quatro ou cinco, e randomizar quando a ordem não é substantiva. Com 12 ou 13 nomes, o log deixa de ser acessório.

P7

Alternativas não paralelas

“Lula” × “Flávio ou qualquer indicado por Jair ou familiar” × “nem Lula nem Jair”

A primeira opção é uma pessoa. A segunda é uma pessoa, um endosso e uma família. A terceira é exclusão de dois campos. A pergunta não compara o mesmo tipo de objeto. O percentual não pode ser lido como preferência simples por três candidaturas.

P25

Uma pessoa contra uma família

“Sou Anti-Lula” × “Sou Anti-Bolsonaro (e sua família)”

A escala é assimétrica e o segundo item é duplo. Um entrevistado pode rejeitar Jair e aceitar Flávio, ou o inverso. O relatório converte duas escalas negativas em clusters com nomes positivos, como “convictos”, sem publicar fórmula, cortes ou tratamento do ponto 5.

P19

Um dado antes da resposta

“1 em 5 eleitores brasileiros não compareceram”

O preâmbulo normaliza a abstenção antes da escala de 0 a 10. A resposta da P19 não aparece no relatório. A P20, feita logo depois, aparece sem o contexto anterior. A divulgação do texto precedente é parte da interpretação.

PF4–PF9

PEA forçada

trabalho, vínculo, CNPJ, inatividade e busca

O roteiro transforma uma árvore longa em uma categoria agregada de PEA. Há situações simultâneas e transições mal capturadas por uma resposta única. O relatório publica apenas o composto, então ninguém verifica a codificação.

PF1

Sexo inferido

registro do entrevistador, não autodeclaração

O controle binário pode reproduzir o benchmark eleitoral, mas não mede identidade e abre espaço a classificação incorreta pela voz. O relatório chama a variável de sexo sem explicar que foi inferida.

Cap. 06

O eleitor respondeu.
O relatório escolheu.

A Nexus registrou um instrumento de 25 perguntas substantivas e 17 itens de perfil. O relatório não precisa imprimir toda célula. Precisa deixar claro o que foi coletado, o que foi transformado e o que não foi publicado. Quatro respostas desapareceram integralmente. Seis aparecem apenas como composto, cruzamento sem base ou cluster sem fórmula.

4totalmente ausentes: P19, P21, PF14 e PF17
6parciais ou não reproduzíveis
O silêncio importacomparecimento, renda individual e raça podem testar viés de cobertura e composição. Não são curiosidades laterais.
ItemConteúdo coletadoPublicaçãoPáginas
PF1–PF3sexo, idade, escolaridadeperfil e cruzamentos11–12; 29–30; 53–60; 92–99; 111
PF4–PF9trabalho, vínculo, CNPJ, inatividade e buscasó agregado em PEA111
PF10–PF11UF e municípiosó região e condição municipal111
P1–P2interesse e voto espontâneotopline6–7; 16–17
P3–P4primeiro turno e certezatopline e cruzamentos18–35
P5–P7segundo turno, rejeição e blocotopline e cruzamentos37–73
P8–P13governo, problemas e economiatopline e cruzamentos88–109
P14–P18busca, exposição e identificação de campanhatopline e cruzamentos75–86
P19escala 0–10 de comparecimentonão publicadanão se aplica
P20probabilidade categórica de comparecimentotopline13–14
P21comparecimento municipal em 2024não publicadanão se aplica
P22–P23comparecimento presidencial em 2022 e 2018só índice combinado21; 39; 41; 43; 45
P24voto Lula/Bolsonaro em 2022só cruzamento, base ausente22; 46
P25Anti-Lula e Anti-Bolsonaro/famíliacluster sem fórmula8–12; 23–28; 35; 47–49
PF13Bolsa Famíliasó cruzamento, base ausente50–51
PF14renda individualnão publicadanão se aplica
PF15–PF16renda familiar e religiãoperfil e cruzamentos11–12; 29–30; 53–54; 69–70; 111
PF17cor ou raçanão publicadanão se aplica

Critério: “ausente” significa nenhuma distribuição identificável nas 114 páginas. “Parcial” significa que a resposta foi condensada, usada só como corte sem base informada ou transformada por regra não divulgada. A AAPOR recomenda publicar o texto exato, a apresentação das opções e informações contextuais precedentes relevantes.

Cap. 07

RDD sorteia telefone.
Cota seleciona pessoa.

A seleção começa probabilística e termina condicionada. O roteiro manda encerrar a entrevista se a cota do perfil já estiver preenchida. Isso torna conhecida a chance de o número ser gerado, não a probabilidade final de cada eleitor entrar na amostra.

1 · Número gerado

RDD cria ou sorteia telefones.

2 · Alguém atende

Disponibilidade, aparelhos e recusa filtram.

3 · Cota decide

Perfis cheios são encerrados. Depois entram pesos não publicados.

2.000 × 2.006

Planejado e realizado

Registro e declaração assinam 2.000 entrevistas. O relatório informa 2.006. A diferença pode ser mero excedente operacional. A documentação deveria nomear as seis entrevistas e dizer se entraram no cálculo.

DDD ≠ região

Três descrições

O relatório cita cotas de sexo, idade, escolaridade, telefonia e DDD. O registro fala em região, telefonia, sexo, idade e escolaridade. A ponderação registrada acrescenta renda e força de trabalho. Falta uma tabela única de seleção, controle e calibração.

Sem taxa

Não resposta invisível

Não há disposições de chamadas, elegibilidade, recusas, tentativas médias, taxa de cooperação ou resposta. Em CATI, esse funil revela quem não foi alcançado.

Sem deff

Precisão declarada demais

A margem de ±2 usa n nominal. Pesos, cotas e cobertura mudam variância. Sem efeito de desenho, tamanho efetivo e dispersão dos pesos, a precisão real não é auditável.

Cap. 08

Sexo, idade e região batem.
Renda não.

TSE é o universo adequado para sexo, idade e região do eleitorado. PNADC anual 2025, primeira visita, ponderada e restrita a pessoas de 16 anos ou mais, é o benchmark de renda familiar. As três margens eleitorais estão próximas. A renda tem distância de variação total de 6,27 pontos.

Perfil publicado × benchmark

pontos percentuais
SEXO · TSETVD 0,18 ppMulher53,052,8Homem47,047,2IDADE · TSETVD 0,65 pp16–2411,912,525–4030,730,741–5933,733,560+23,823,3REGIÃO · TSETVD 0,51 ppNorte/Centro-Oeste16,015,9Nordeste28,027,6Sudeste42,042,0Sul14,014,5RENDA FAMILIAR · PNADC 16+TVD 6,27 ppAté 1 SM19,013,51–2 SM18,021,92–5 SM40,039,25+ SM23,025,3perfil publicadoalvo oficialTVD: distância total de variação
TSE Perfil do Eleitorado, competência junho/2026, Brasil sem exterior. Na idade, 40–44 foi repartida linearmente: 1/5 em 25–40 e 4/5 em 41–59. Renda: PNADC anual 2025, visita 1, variável domiciliar efetiva em salários mínimos, peso V1032.
0,710até 1 SM
1,219mais de 1 a 2 SM
0,981mais de 2 a 5 SM
1,101mais de 5 SM

A amostra publicada tem 19% até 1 salário mínimo, contra 13,50% na PNADC. Tem 18% de 1 a 2, contra 21,94%. O fator apenas alinha essa margem. Não corrige cobertura telefônica, não resposta, correlação entre controles nem diferenças entre eleitorado e população 16+.

Cap. 09

A renda tira 1,28 ponto
do primeiro turno.

Reponderamos cada cruzamento publicado para um benchmark por vez e ancoramos o resultado no topline oficial. Sexo, idade e região quase não movem o placar. Renda reduz Lula menos Flávio de +4,0 para +2,72 no primeiro turno e troca +1,0 por −0,43 no segundo.

Diferença Lula menos Flávio

publicado e sensibilidades univariadas
1º TURNOvantagem Lula, pp−10+1+2+3+4+5Publicado+4,00Sexo+3,95Idade+4,10Região+3,84Renda+2,72vermelho: maior correção observada2º TURNOvantagem Lula, pp−10+1+2+3+4+5Publicado+1,00Sexo+0,95Idade+1,13Região+0,84Renda−0,43vermelho: única margem que muda o sinal
Cada linha é uma reponderação separada. Não somamos pesos como se conhecêssemos a distribuição conjunta. O sinal negativo na renda do segundo turno significa vantagem de 0,43 ponto para Flávio dentro desta sensibilidade.
Sensibilidade ecológica40,19 × 37,48

Primeiro turno com renda PNADC

Gap de +2,72 para Lula. Simulação de arredondamento dos cruzamentos: +2,66 a +2,78. A simulação não contém efeito de desenho.

Sinal muda45,41 × 45,84

Segundo turno com renda PNADC

Gap de −0,43. Simulação de arredondamento: −0,49 a −0,37. Isso não é um novo resultado eleitoral. É a medida do quanto uma margem publicada consegue mover o placar.

Não publicamos “todas as combinações” como raking. Sem microdados, não sabemos como sexo, idade, região e renda se cruzam em cada entrevista. A soma descritiva das quatro correções daria +2,61 no primeiro turno e −0,51 no segundo, mas não é estimativa multivariada e não deve ser tratada como tal.

Cap. 10

Migração não é potencial.
O cruzamento precisa de modelo.

A página 52 mede o destino declarado num segundo turno hipotético. A página 33 mede abertura para trocar o voto do primeiro turno. São margens diferentes. O relatório não publica quem reúne as duas condições. Construímos essa interseção com máxima entropia, imputamos apenas o não sabe/não respondeu e mostramos quanto o resultado depende da hipótese.

Onde há espaço estratégico

medidas publicadas, sem cruzá-las
BOLSONARISTAS CONVICTOS30% da amostra14% podem mudar12%Lula77%Flávio3ª via: 8% dentro do grupo≈ 2,4 pontos da amostraBOLSONARO COMO ALTERNATIVA6% da amostra35% podem mudar25%Lula34%Flávio39%3ª via3ª via: 39% dentro do grupolinha publicada soma 101%BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIAFlávio20%27%+7 ppLula65%61%17/08 → 24/08/2026Sinal descritivo, não teste de significânciaA Nexus não publica base não ponderada nem intervalo do subgrupo.Fonte: relatório, pp. 23, 27 e 35
Entre bolsonaristas convictos, 8% declaram uma terceira via no primeiro turno e 14% dizem que podem mudar. No grupo “Bolsonaro como alternativa”, 25% declaram Lula, 39% uma terceira via e 35% podem mudar. Esses percentuais não podem ser somados: a Nexus não publica o cruzamento. Os nomes dos clusters também exigem cautela, pois fórmula e cortes não foram divulgados.
Fato documental39%, não 40%

Terceira via no cluster alternativo

A linha da página 23 soma 101% por arredondamento. O valor impresso para outras candidaturas é 39%.

Série publicada+7 pp

Bolsa Família

Flávio passa de 20% para 27% entre 17 e 24/08; Lula cai de 65% para 61%. Sem base não ponderada e intervalo do subgrupo, é sinal descritivo, não significância demonstrada.

Duas correções69% e 5%

Cury e Caiado

O potencial de mudança de Cury é 69%, não 60%. Caiado tem 5% no primeiro turno, não 3%. Esse segundo erro derruba a soma de 6,22 pontos.

Da migração ao voto útil

conta mecânica, modelo e limites
TRÊS OBJETOS, TRÊS CONTASORIGEMBASEPODE MUDARFLÁVIO NO 2ºMIGRAÇÃO INTEGRALMODELO CONJUNTORenan3%47%51%+1,53 pp+0,72 ppCaiado5%44%54%+2,70 pp+1,22 ppZema3%57%72%+2,16 pp+1,26 ppCury2%69%48%+0,96 pp+0,66 ppTOTAL+6,70 pp+7,35 pp+3,86 ppFLÁVIO NO 1º TURNO373839404142434445Pool ativo: L 42,20 × F40,86Integral: Lula 43,25 × Flávio44,35Limites sem supor dependência: 38,25% a 43,27%. OR 0,5–2: 40,35% a 41,37%.NS/NR imputado; branco/nulo preservado
Para cada candidatura, o ponto modelado é base × probabilidade de poder mudar × probabilidade de escolher Flávio no segundo turno. A última probabilidade normaliza a linha da página 52 e reparte somente NS/NR na razão Lula/Flávio da própria origem. Branco/nulo fica fora. Máxima entropia equivale a supor independência condicional dentro de cada base.
Antecipação integral44,35 × 43,25

Flávio × Lula no primeiro turno

Se todos os quatro eleitorados reproduzissem já no primeiro turno os destinos impressos da página 52, Flávio ganharia 7,35 pontos e Lula, 2,25. Normalizando as linhas que somam 101%, o placar seria 44,31 × 43,23. É contrafactual, não previsão.

Pool modelado40,86 × 42,20

Ativação integral da interseção

Máxima entropia estima 3,86 pontos abertos à mudança e inclinados a Flávio; para Lula, 1,20. Se todo esse pool antecipasse o voto, o gap cairia de 4,0 para 1,34 ponto, mas não trocaria o sinal.

Sensibilidade40,35–41,37

Flávio com associação moderada

Variando a razão de chances entre abertura e destino Flávio de 0,5 a 2, o resultado vai de 40,35% a 41,37%. É faixa de hipótese, não intervalo de confiança.

Identificação parcial38,25–43,27

O que as margens permitem

Sem hipótese sobre dependência, os limites de Fréchet são amplos. O relatório precisaria publicar o cruzamento candidato × certeza × segundo turno para transformar modelo em medição.

Equação e leitura correta

Para a origem i, definimos bᵢ como sua parcela no primeiro turno, cᵢ como a fração que pode mudar e dᵢ como a preferência por Flávio no segundo turno após imputar NS/NR. A soma Σ bᵢcᵢdᵢ = 3,86 pontos estima o pool que reúne as duas condições, não a quantidade que certamente migrará. A soma direta Σ bᵢdᵢ = 7,35 descreve antecipação integral da migração, inclusive por entrevistados que não disseram poder mudar. Portanto, 44,35% é o contrafactual amplo; 40,86% ainda exige ativação de 100% do pool modelado.

Consequência estratégica, não causal: os dados sustentam que há espaço de consolidação e que Flávio é o principal destino das candidaturas de direita. Eles não demonstram que uma campanha de voto útil produzirá toda a migração. Esses eleitores já estão dentro dos 45% de Flávio no segundo turno publicado. Antecipá-los melhora posição e viabilidade no primeiro turno; qualquer efeito adicional de coordenação sobre o segundo turno é inferência, não soma aritmética.

Cap. 11

Cinco fluxos são medidos.
Quatro são estimados.

A página 52 publica como eleitores de Samara, Cury, Caiado, Zema e Renan respondem ao segundo turno Lula × Flávio. Essas cinco linhas entram fixas. Lula, Flávio, branco/nulo e indecisos do primeiro turno não têm matriz publicada. O IPF/RAS fecha apenas esse resíduo contra uma prior ideológica explícita.

O bloco medido no próprio relatório

14 pontos do primeiro turno
O QUE A NEXUS MEDIU14 pontos do 1º turno, repartidos no cenário Lula × Flávio20,7%Lula52,7%Flávio25,1%B/NFlávio capta 52,7% do pool; Lula, 20,7%.Razão medida: 2,55 a 1 para Flávio. Base aproximada: n ≈ 281, sem base não ponderada publicada.
As cinco candidaturas menores somam 14 pontos e aproximadamente 281 entrevistas sem ponderação. Delas, 52,74% vão a Flávio, 20,66% a Lula, 25,11% a branco/nulo e 1,49% a não sabe. Razão Flávio:Lula de 2,55:1.

Transferência compatível com as margens publicadas

linha sólida = medida; linha hachurada = estimada
Lula 41Flávio 37Caiado 5Renan 3Zema 3Cury 2Samara 1B/N 5NS 3Lula 46Flávio 45B/N 8NS 11º TURNO2º TURNOlinha e fita sólidas: cinco origens medidas pela Nexus na p. 52fita hachurada: quatro origens fechadas por IPF; não são medição individual
O diagrama é leitura agregada, não percurso de pessoas. Cinco origens são medidas pela Nexus. Quatro são fechadas por mínima entropia contra a prior: base própria fiel, mesmo campo migra majoritariamente ao finalista, cruzamento de campo próximo de zero e não escolha concentrada fora das bases.
Imposto pelas margens+5 × +8

Consolidação fora da base

Lula cresce de 41 para 46. Flávio cresce de 37 para 45. Razão de consolidação de 1,60:1 para Flávio. Esse agregado independe da prior.

Medido pela Nexus2,55:1

Candidaturas menores

Dentro das cinco linhas publicadas, Flávio recebe 7,38 pontos e Lula, 2,89. O restante vai à não escolha. Na rodada de 03/08, a razão medida era 2,35:1.

Cury e Caiado somam 101% por arredondamento nas linhas publicadas. O cálculo normaliza cada linha antes de fixá-la. O corte candidato a candidato das quatro origens ausentes depende da prior. O total de consolidação e as cinco linhas medidas não dependem.

Cap. 12

Não peça confiança.
Publique a trilha.

O instituto pode resolver as questões centrais sem divulgar telefone ou identidade. Um pacote anonimizado de paradata, pesos e regras transforma a discussão em teste. Sem ele, a Nexus pede que o público aceite como fato justamente a parte que está sob suspeita: a execução.

Log de randomização

Identificador anônimo, cenário, posição efetiva de cada candidato, semente ou algoritmo e versão do script. Publicar histogramas e teste de uniformidade.

Trilha CATI

Horário, duração, perguntas exibidas, pulos, interrupções, substituições e motivo de encerramento. Isso testa o cenário Lula × Renan.

Áudio auditado

Amostra de gravações ou transcrições, com anonimização e auditor independente, estratificada por entrevistador e horário. Isso verifica nomes abreviados e paráfrases.

Mapa de entrevistadores

Quantidade de entrevistas, duração mediana, taxa de recusa e desvios por operador. Efeitos concentrados apontam treinamento ou execução.

Funil de chamadas

Números gerados, inválidos, elegíveis, sem resposta, recusas, cotas cheias e completas, com taxas AAPOR e tentativas.

Pesos completos

Peso base, ajustes, células, raking, limites, distribuição antes e depois, CV, efeito de desenho, n efetivo e margens conjuntas.

Toplines omitidos

P19, P21, PF14 e PF17, com bases ponderadas e não ponderadas. Fórmula completa dos clusters de P25 e do índice P22/P23.

Conciliação do n

Explicar 2.000 no registro e 2.006 no relatório, com status e peso das seis entrevistas excedentes.

Cap. 13

Cada afirmação tem
uma prateleira.

Relato, documentos oficiais, cálculos e referências metodológicas foram preservados separadamente. O texto não usa o depoimento como comando e não atribui intenção que os autos não demonstram.

Autos da rodada

Relatório de 114 páginas, questionário de 12 páginas, registro TSE, declaração do estatístico, nota fiscal e duas capturas do relato público.

Arquivados em data/pesquisas/nexus_btg/rodada11_2026-08-24/. Hashes no JSON reproduzível.

Benchmarks

TSE Perfil do Eleitorado, junho/2026, Brasil sem exterior. PNADC anual 2025, primeira visita, pessoas de 16 anos ou mais.

Renda domiciliar efetiva em salários mínimos, V1032. População ponderada: 168.290.529.

Reprodução

python3 scripts/nexus-btg-240826-audit.py
python3 scripts/nexus-btg-240826-figures.py
python3 scripts/nexus-btg-240826-build.py

Saída numérica: docs/assets/nexus_btg_240826_data.json.

Noticiário do dia

Exame e CNN Brasil.

Usados apenas para conferir divulgação e enquadramento, não para substituir os documentos da pesquisa.
Limite 1 · Reponderação

Sem microdados, pesos e paradata, a análise é sensibilidade ecológica. Cruzamentos publicados e arredondados não permitem raking conjunto nem recontagem da pesquisa.

Limite 2 · Depoimento

Um relato pode ser exato, incompleto ou conter memória reconstruída. Ele não mede prevalência. O identificador e o áudio da chamada são os documentos capazes de resolver as divergências.

Limite 3 · Transferência

O Sankey descreve agregados compatíveis com margens publicadas. Não rastreia pessoas. Fitas hachuradas dependem de prior; fitas sólidas são linhas divulgadas pela Nexus.

Limite 4 · Território

Na consulta de 24/08 às 15h08, o PesqEle ainda não exibia arquivo de municípios. A regra vigente permite entrega do dia da divulgação até o dia seguinte. Portanto, a ausência naquele horário não caracteriza descumprimento.

Limite 5 · Voto útil

A Nexus publica separadamente potencial de mudança e destino no segundo turno, mas não o cruzamento entre as duas respostas. A máxima entropia é um ponto de referência reproduzível, não uma observação nem uma previsão. A faixa por razão de chances mede sensibilidade à hipótese; não mede erro amostral.

ArquivoSHA-256
relatorio.pdf160704acc8da3e8dbe189683ab9992b342e5a3f6911e31bb940878ab7ccbf51e
questionario.pdf9ef29ee8af520a7d1b9a3cda8cab0f718b8e54ebc59f40f3f5fcf7de748e98f4
registro_tse.pdf9e6a5bab91ac01745d0f7eb42239b7f26d2fb0597813eb9602e0dc40ad3efab5
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