ArvorArvor Intelligence · auditoria eleitoral

A pesquisa da Faria Limavirou manual de campanha.

Thread da auditoria Genial/Quaest de agosto de 2026 (TSE BR-06591/2026, campo de 31/07 a 03/08, n = 2.004, presencial domiciliar, R$ 433.255,92 pagos pelo Banco Genial). Cada post traz um card 16:9 pronto para screenshot e o texto longo copiável. A ordem é a da relevância política: o vão de 7,43 pontos abre a série (1-2), o voto útil medido pelo próprio instituto vem em seguida (3-5), depois o mapa por bloco e a pauta que une a direita (6-7), o bloqueio econômico (8-10), agenda e canal (11-12), as ameaças sem filtro (13-15), a perícia técnica (16-17), o balanço semântico do questionário e a cobertura da imprensa (18-20) e o fechamento (21-22). Sem hashtag: o X premia conteúdo, não tag.

Como publicar: screenshot em cada card (16:9 exato), Copiar texto para o corpo do post, publicar na ordem. Dossiê-mãe: brasil.arvor.co/quaest_082026.html
Fontes públicas: relatório, questionário, anexo territorial, declaração do estatístico e nota fiscal da rodada de agosto de 2026 (Genial/Quaest, TSE BR-06591/2026), com hashes SHA-256 na base analítica. Os gráficos do relatório são imagens sem camada de texto: todos os números foram lidos página a página e gravados em scripts/quaest-august-audit.py, com a página de origem ao lado de cada bloco. Benchmarks: TSE Eleitorado Atual (jun/2026) e microdados PNADC anual 2025, 1ª visita (pesos V1032 + 200 réplicas). Reprodução em github.com/ArvorCo/PNAD. Fotografias, todas de licença livre via Wikimedia Commons: Ricardo Stuckert/PR (Lula, CC BY 2.0), Agência Senado (Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, CC BY 2.0), Isac Nobrega/PR (Michelle Bolsonaro, CC BY 2.0), Bianca Kida (Ronaldo Caiado, CC BY 2.0), Wilfredor (supermercado no Recife, CC BY-SA 4.0), Miltextos (antena, CC BY-SA 4.0), Guilherme Queiroz (banca de jornal em São Paulo, CC BY 2.0), Wagner Tamanaha (CC BY-SA 2.0) e Agência Senado (contexto, CC BY 2.0). Cobertura de imprensa levantada por busca aberta em 07/08/2026; a lista completa com títulos e links está no dossiê. Feito pelos agentes de IA da Arvor.
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genial/quaest · 31/07–03/08 · n = 2.004

55% dizem que Lula não merece.
39% votam em Flávio.

O Banco Genial pagou R$ 433.255,92 por uma pesquisa que mede o menor Flávio do fim de semana. Dentro dela está o mapa de tudo que falta à oposição.

A maioria que recusa mais quatro anos já existe. Ela só não é dele.

não merece 552º turno 39vão de 16 pontos
quem recusa mais 4 anos de Lula 55 por cento · p. 39 quem vota em Flávio no 2º turno 39 por cento · p. 20 16 o vão Esse vão não está com Lula. Está fora da urna.
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026TSE BR-06591/2026 · pp. 20 e 39
1224 charsO Banco Genial pagou R$ 433.255,92 por esta pesquisa. A Quaest foi a campo de 31/07 a 03/08, com 2.004 entrevistas presenciais em 120 municípios, registro TSE BR-06591/2026. Deu Lula 39 e Flávio 30 no primeiro turno, Lula 44 e Flávio 39 no segundo. É o pior resultado para Flávio entre os institutos que mediram no mesmo fim de semana. A direita vai passar a semana xingando o instituto. E vai jogar fora o mapa que está dentro dele. Porque no mesmo relatório está isto: 55% dizem que Lula não merece mais quatro anos (p. 39). 47% desaprovam o governo (p. 43). E 39% votam em Flávio no segundo turno. Entre a rejeição declarada e o voto no adversário existe um vão. Ele não é pequeno, não está com Lula e não está perdido. Está fora da urna, em branco, nulo e indecisão. A pesquisa que a Faria Lima pagou é o melhor manual de campanha que a direita recebeu de graça este mês. Ela mede onde o voto está guardado, quanto custa trocar de candidato, qual pauta une a direita inteira e qual delas fecha a porta dos independentes. Nos próximos posts abrimos a conta, número por número, com a página do relatório ao lado de cada um. Inclusive os números que contrariam Flávio, e há vários. A régua é a mesma nos dois sentidos.
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conta nossa sobre duas tabelas da quaest

O vão tem tamanho, e ele é maior que a distância.

Desaprovação do governo menos voto em Flávio, dentro do mesmo recorte. Ponderado pelas três faixas de renda, que somam 100% da amostra.

7,43 pontos nacionaisdistância a vencer: 5teto endereçável, não previsão
desaprova Lula vota em Flávio vão 5+ SM Superior Sudeste Médio 16 a 34 anos Evangélicos 141312 11109 31% × 5 + 42% × 5 + 27% × 14 = 7,43 pontos nacionais de desaprovação sem destino
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026aprovação pp. 43 a 51 · 2º turno p. 21 · renda p. 107
1323 charsO vão tem tamanho. Cruzando desaprovação do governo com voto em Flávio no segundo turno, dentro de cada recorte da própria Quaest: Acima de 5 salários mínimos: 58 desaprovam, 44 votam em Flávio. Vão de 14. Ensino superior: 58 contra 45. Vão de 13. Sudeste: 52 contra 40. Vão de 12. Ensino médio: 53 contra 42. Vão de 11. De 16 a 34 anos: 48 contra 38. Vão de 10. Evangélicos: 57 contra 48. Vão de 9. As três faixas de renda cobrem 100% da amostra: até 2 SM são 31%, de 2 a 5 SM são 42%, acima de 5 SM são 27%. Ponderando o vão de cada faixa pelo seu peso, chega-se a 7,43 pontos nacionais de desaprovação que não viraram voto em Flávio. A distância a vencer no segundo turno é 5. O limite obrigatório vem junto: desaprovar não é estar disponível. Parte dessa gente não vota em Lula e também nunca votará em Flávio. Os 7,43 são teto endereçável, não previsão. Quem tratar isso como vitória contratada está lendo errado. Mas há uma segunda medida que muda a natureza do problema. Nas três faixas de renda, branco, nulo e indeciso no segundo turno somam 16, 16 e 20 pontos. O voto que falta a Flávio não está estacionado com Lula. Está estacionado fora da urna. Recuperar voto que já é do adversário é conversão. Recuperar voto que ainda não é de ninguém é mobilização. São duas campanhas diferentes, com custo diferente.
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mesma amostra · mesmos pesos · mesmo dia

A Quaest testou quatro adversários. Três perderam mais.

Lula não se mexe: 44, 45, 45, 46. O desafiante varia cinco pontos. E a não escolha sobe de 17 para 20.

O voto que Flávio carrega não migra para outro nome da direita. Sai da urna.

Flávio: 5Caiado: 8Renan: 10Zema: 12
Lula praticamente parado Flávio Bolsonaro Ronaldo Caiado Renan Santos Romeu Zema não escolha 17 não escolha 18 não escolha 20 não escolha 20 3944 3745 3545 3446 5 8 10 12 azul e cinza: o desafiante · vermelho: Lula · à direita, a diferença em pontos
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026pp. 20, 23, 26 e 29
1268 charsA Quaest fez um experimento e provavelmente nem quis fazer. Testou quatro segundos turnos na mesma amostra: mesmos entrevistados, mesmos pesos, mesmo dia de campo. Lula 44 x Flávio 39. Diferença de 5. (p. 20) Lula 45 x Caiado 37. Diferença de 8. (p. 23) Lula 45 x Renan Santos 35. Diferença de 10. (p. 29) Lula 46 x Zema 34. Diferença de 12. (p. 26) Olhe a coluna de Lula: 44, 45, 45, 46. Ele praticamente não se move. Trocar o adversário não tira nem entrega voto a Lula. Agora a outra coluna: 39, 37, 35, 34. O desafiante varia 5 pontos. E branco, nulo e indeciso sobem de 17 no cenário com Flávio para 20 nos cenários com Renan e com Zema. Essa é a medida limpa do voto útil, e ela é rara. Normalmente se discute voto útil no achismo. Aqui está medido: o voto que Flávio carrega não migra para outro nome da direita. Ele sai da urna. O que a conta não diz: cenário hipotético mede disposição declarada hoje, não o resultado de uma campanha de dois meses com tempo de televisão e palanque estadual. Um candidato desconhecido testado em agosto não é o mesmo candidato em outubro. Feita a ressalva, o sinal é forte e aponta na mesma direção nos quatro testes. Quem defende troca de nome na direita precisa explicar para onde vão os 5 pontos que somem no caminho.
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flávio contra o melhor substituto, recorte a recorte

Caiado não é um Flávio mais palatável. É outra coalizão.

Flávio é o melhor adversário em 12 dos 19 recortes, empata em 1 e perde em 6. Onde Caiado ganha é onde o vão do post 2 é maior: renda alta e diploma.

Esse voto está disponível contra Lula, mas não é herdado. Terá de ser conquistado.

Sul: +10mulheres: +65+ SM: −4homens: −2
melhor sem Flávio melhor com Flávio SulBrancosMulheres Até 2 SMCatólicosEvangélicos SuperiorHomens5+ SM Caiado 46Caiado 40Caiado 29 Caiado 27Caiado 35Renan 47 Caiado 46Caiado 46Caiado 48 +10+6+6 +3+2+1 −1−2−4 Ganhar 4 pontos em 27% do eleitoradocusta 10 no Sul e 6 entre mulheres.
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026pp. 21, 24, 27 e 30
1371 charsFlávio é o melhor adversário de Lula em 12 dos 19 recortes publicados pela Quaest, empata em 1 e perde em 6. Onde a troca sairia mais cara: Sul: Flávio 56, Caiado 46. Dez pontos de diferença. Mulheres: 35 contra 29. Seis pontos. Brancos: 46 contra 40. Seis pontos. Evangélicos: Flávio 48, Renan 47. Um ponto, e aqui o nome quase não importa. Agora o contraponto, com a mesma régua. Caiado bate Flávio em cinco recortes, e não são recortes quaisquer: Acima de 5 salários mínimos: Caiado 48, Flávio 44. Homens: 46 contra 44. Centro-Oeste e Norte: 46 contra 44. Ensino superior: 46 contra 45. Sessenta anos ou mais: 35 contra 34. Repare onde isso acontece. É exatamente onde o vão do post anterior é maior: renda alta com vão de 14, ensino superior com vão de 13. O mesmo eleitor que desaprova o governo em massa e não vota em Flávio é o eleitor que aceita melhor um governador de direita sem o sobrenome Bolsonaro. A leitura estratégica é direta e não é confortável: esse voto está disponível contra Lula, mas não é naturalmente de Flávio. Terá de ser conquistado, não herdado. Campanha que trata renda alta e diploma como base garantida descobre em outubro que não era. A leitura contrária também é direta: trocar de candidato para ganhar 4 pontos entre quem ganha acima de 5 SM, que é 27% do eleitorado, custa 10 pontos no Sul e 6 entre mulheres. A conta não fecha.
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o próprio eleitor avisa que vai embora

A terceira via existe no gráfico e não existe na urna.

Percentual construído sobre desconhecimento tem a consistência do desconhecimento: 65% não conhecem Renan, 49% não conhecem Zema, 44% não conhecem Caiado.

5,3 pontos mutáveisFlávio: 68 definitivoLula: 77 definitivo
candidato o voto pode mudar ZemaCaiadoRenan FlávioLula 79%47%45% 32%22% Zema, Caiado e Renan somam ~10 pontos.Metade é voto que o dono já avisou que é instável.
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026pp. 34 e 36
1235 charsA terceira via existe no gráfico e não existe na urna. A Quaest perguntou a cada eleitor se o voto dele é definitivo ou pode mudar (pp. 34 e 36): Zema: 79% dizem que podem mudar. Só 20% chamam o próprio voto de definitivo. Caiado: 47% podem mudar. Renan Santos: 45% podem mudar. Flávio: 32% podem mudar, e o voto definitivo dele subiu de 62% em julho para 68% em agosto. Lula: 77% definitivo. Some o que é declaradamente mutável nos três nomes da terceira via e dá 5,3 pontos nacionais, de cerca de 10 que eles têm somados. Mais da metade do bloco é voto que o próprio eleitor avisa que vai embora. O segundo dado explica o primeiro: 65% não conhecem Renan Santos, 49% não conhecem Zema, 44% não conhecem Caiado. Percentual construído sobre desconhecimento tem a consistência do desconhecimento. O que isso não significa: que esses votos irão automaticamente para Flávio. Voto frouxo pode migrar, pode ficar em casa, pode virar branco. O post anterior mostrou que, quando o nome sai da urna, parte do voto sai junto. O que significa: quem faz cálculo de aliança com base no número de agosto está negociando com uma moeda que o próprio detentor declarou instável. Em política se compra o que está firme. Esses 5,3 pontos não estão.
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voto de 1º turno dentro de cada bloco · largura = tamanho do bloco

Um terço do eleitorado não é de ninguém.

LulistaEsq. não lulistaIndependente Direita não bolsonaristaBolsonarista 19%14%32%21%12% 958124181938 662282 12,36 pontos na terceira via 17,59 parados em branco ou indecisão 4,44 de folga: 82% votariam, 66% votam Lula Flávio terceira via branco, nulo e indecisão pt = pontos do total nacional · o mapa recompõe Lula 38,3 e Flávio 29,6, contra 39 e 30 publicados
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026voto por posicionamento p. 18 · tamanho dos blocos p. 112
1284 charsA Quaest divide o eleitorado em blocos e mostra o voto dentro de cada um. É o mapa mais útil do relatório (pp. 18 e 112). Os blocos: lulista 19%, esquerda não lulista 14%, independente 32%, direita não bolsonarista 21%, bolsonarista 12%, não sabe 2%. O voto de primeiro turno dentro deles: lulistas dão 95 a Lula. Bolsonaristas dão 82 a Flávio, 6 a Caiado, 3 a Lula, 3 em branco e 4 indecisos. A direita não bolsonarista dá 66 a Flávio, 10 a Renan, 6 a Caiado, 4 a Zema, 4 a Lula, 6 em branco e 2 indecisos. Independentes dão 24 a Lula, 18 a Flávio, 19 somados à terceira via e 38 em branco ou indecisão. Convertendo para pontos nacionais: a terceira via tem 12,36 pontos, dos quais 5,58 estão dentro dos dois blocos de direita. E 17,59 pontos estão parados em branco ou indecisão, sendo 12,16 só entre independentes. Há ainda a folga (pp. 18 e 37): 82% da direita não bolsonarista diz que conhece Flávio e votaria nele, mas apenas 66% votam nele hoje. Entre bolsonaristas, 91% contra 82%. São 4,44 pontos nacionais de gente que já declara disposição e ainda não converteu. Controle de qualidade da nossa transcrição: recompondo o placar a partir dos blocos dá Lula 38,3 (publicado 39) e Flávio 29,6 (publicado 30). O resíduo é o bloco de 2% sem posição declarada. A conta fecha.
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o único estímulo com maioria fora da base

Proibir a visita ao pai é errado para metade do país.

E para 50% dos independentes, contra 39%. É o bloco de 32% do eleitorado onde estão 12,16 pontos parados.

A reunião com embaixadores faz o contrário: 26% dizem que diminui a chance de votar nele, 15% que aumenta.

une: visita proibidafecha: observador estrangeiro
“a proibição de visitas a Jair está errada” BolsonaristasDireita não bolson. IndependentesLulistasEsquerda não lulista 928350 2521 contra 39% que acham certa reunião com embaixadores, efeito no voto: 15 sobe 54 não altera 26 desce
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026pp. 84, 86 e 87 · embaixadores pp. 93 e 95
1305 charsUm único estímulo do relatório inteiro produz maioria fora da base de Flávio: a proibição de visitar Jair Bolsonaro. 53% já sabiam da proibição. 52% acham a decisão errada e 41% acham certa (pp. 84 e 86). Por bloco, o percentual que considera a decisão errada: bolsonaristas 92%, direita não bolsonarista 83%, independentes 50% contra 39% que acham certa, esquerda não lulista 21%, lulistas 25%. Leia a linha dos independentes de novo. É o bloco de 32% do eleitorado onde estão 12,16 dos pontos parados em branco e indecisão. Nele, um tema de direita ganha por 11. O contraste está na mesma pesquisa. A reunião de Flávio com embaixadores para pedir observadores internacionais: 68% nem ficaram sabendo (pp. 93 e 95). Entre os que souberam, 26% dizem que diminui a chance de votar nele e 15% que aumenta. Na esquerda não lulista, 57% dizem que diminui. O saldo só é positivo entre bolsonaristas, onde 45% dizem que aumenta. Um tema abre, o outro fecha. O primeiro fala de pai e filho, de doente e de proporcionalidade. O segundo soa, para quem ainda não está convencido, a pedido de tutela estrangeira. Isso não é conselho de marketing. É o que os números mostram sobre onde a mensagem atravessa o muro e onde ela bate nele. Campanha que gasta agosto no segundo tema está comprando o bloco que já tem.
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seis indicadores, seis vezes o mesmo diagnóstico

O país se sente mais pobre. E a aprovação não cai.

68% alimentos subiram 9% dizem que caíram 69% compram menos pior marca da série 55% direção errada 38% direção certa 43% economia piorou 19% melhorou, mínima 48% emprego mais difícil 41% mais fácil 55% renda perdeu do custo só 10% ganharam dele O QUE NEUTRALIZA TUDO ISSO 46% esperam que a economia melhore nos próximos 12 meses. Melhor expectativa desde janeiro. Aprovação do governo: 48%. O eleitor separa o passado que sentiu do futuro que espera. Enquanto essa aposta durar, dor não vira voto.
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026pp. 56 a 66 · aprovação p. 43
1231 charsO Brasil da Quaest se sente mais pobre em todos os indicadores, e o governo continua com 48% de aprovação. Os dois fatos estão no mesmo relatório (pp. 56 a 75). 68% dizem que o preço dos alimentos subiu no último mês; 9% dizem que caiu. 69% compram menos hoje do que há um ano; 10% compram mais. É a pior marca da série. 43% dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses; 19% dizem que melhorou, o menor "melhorou" da série. 48% acham mais difícil conseguir emprego. 55% dizem que a direção do país está errada. 55% têm renda que não subiu ou subiu menos que o custo de vida; só 10% subiram mais. Seis indicadores, seis vezes o mesmo diagnóstico. E a aprovação não cai. O dado que desfaz o paradoxo está algumas páginas adiante: 46% esperam que a economia melhore nos próximos 12 meses, a melhor expectativa desde janeiro. O eleitor separa o passado que sentiu do futuro que espera. Ele reconhece a dor e ainda assim aposta na melhora. Enquanto essa aposta durar, dor não vira voto. Consequência prática para quem faz oposição: repetir o preço do arroz é falar de um passado que o eleitor já sabe de cor. O que move é disputar a expectativa. Nessa disputa, o governo tem 46% e a oposição ainda não apresentou número nenhum.
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Arvor Intelligence@leonardodias · auditoria eleitoral
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alcance declarado × efeito sentido na renda

Os dois programas do governo chegam a 6,3% e 2,6%.

Esse é o tamanho do efeito sentido, não o tamanho do anúncio.

Alerta contra a leitura preguiçosa: alcance baixo não é efeito eleitoral nulo. Quem não recebeu pode aprovar quem tentou.

IRPF: 68% não alcançadosDesenrola: 88% não alcançados
Isenção do IRPF até R$ 5 mil 100% eleitorado 30% alcançados 6,3% sentiram aumento real Desenrola 2.0 100% eleitorado 10% alcançados 2,6% sentiram aumento real Entre os alcançados pela isenção, 46% dizem não ter sentido diferença nenhuma. “Boa ideia” sobre o Desenrola caiu de 55% em julho para 47% em agosto.
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026pp. 68, 69, 72, 74 e 75
1246 charsOs dois programas que o governo levou para a campanha rendem menos do que a manchete sugere, e a conta é simples. Isenção do IRPF até R$ 5 mil (pp. 68 e 69): 68% dizem que não beneficiou a família. Dos 30% que se dizem alcançados, 46% não sentiram diferença nenhuma e 21% sentiram aumento significativo na renda. Multiplique: 21% de 30% dá 6,3% do eleitorado com efeito sentido de verdade. Desenrola 2.0 (pp. 72, 74 e 75): 67% ouviram falar e 88% dizem que não beneficiou. Dos 10% alcançados, 26% sentiram aumento significativo. Dá 2,6% do eleitorado. E a avaliação do programa como "boa ideia" caiu de 55% em julho para 47% em agosto. Seis vírgula três por cento e dois vírgula seis por cento. Esse é o tamanho do efeito sentido, não o tamanho do anúncio. O alerta contra a leitura preguiçosa: alcance baixo não quer dizer efeito eleitoral nulo. Política pública produz símbolo além de dinheiro, e o eleitor que não recebeu pode aprovar quem tentou. A aprovação de 48% com toda a dor econômica do post anterior sugere exatamente isso. Mas quem monta ataque de campanha precisa saber a diferença. Atacar a isenção do IRPF é discutir com 6,3% do eleitorado sobre um dinheiro que eles de fato sentiram. Os outros 93,7% estão em outra conversa.
Arvor
Arvor Intelligence@leonardodias · auditoria eleitoral
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42% do eleitorado · a única faixa em equilíbrio

A eleição é decidida entre 2 e 5 salários mínimos.

R$ 5 mil é pouco mais de três salários de 2026: o miolo exato dessa faixa. O governo não escolheu o número por acaso.

Na faixa de baixo, a transferência compra aprovação mesmo com o supermercado subindo. Atacar por inflação ali não move nada.

2 a 5 SM: 41 × 43até 2 SM: 54 × 30
aprova / desaprova2º turno Lula × Flávio Até 2 SM 31% do eleitorado 5935 5430 2 a 5 SM 42% do eleitorado alvo do IRPF 4648 4143 5+ SM 27% do eleitorado 3858 3644 Bolsa Família: aprovação de Lula subiu de 59% em abril para 66% em agosto. Quem recebe todo mês sente o depósito antes de sentir o preço.
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026aprovação pp. 49 e 51 · 2º turno p. 21 · perfil p. 107
1198 charsA eleição está sendo decidida em uma faixa de renda específica, e não é a que a militância imagina. De 2 a 5 salários mínimos é 42% do eleitorado da amostra, a maior das três faixas. Ali a aprovação do governo é 46% contra 48% de desaprovação, e o segundo turno está Lula 41, Flávio 43. É a única faixa em equilíbrio. E é exatamente ali que mora o R$ 5 mil da isenção do IRPF. Cinco mil reais é pouco mais de três salários mínimos de 2026, o miolo exato dessa faixa. O governo não escolheu o número por acaso. Agora a faixa de baixo, que é onde a oposição costuma gritar mais alto. Até 2 SM, a aprovação de Lula é 59% e está subindo. Entre beneficiários do Bolsa Família é 66%, contra 59% em abril. Leia isso com honestidade: ali a transferência direta compra aprovação mesmo com o supermercado subindo. Quem recebe todo mês sente o depósito antes de sentir o preço. Atacar por inflação nessa faixa não move nada, e é para lá que vai a maior parte do material de ataque da direita. A conclusão incomoda os dois lados. A direita perde tempo onde não converte e fala pouco demais onde a disputa está a 2 pontos. Ganhar a faixa do meio vale mais do que qualquer ganho marginal na base do governo.
Arvor
Arvor Intelligence@leonardodias · auditoria eleitoral
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maior preocupação com o brasil · líder de toda a série

O eleitor disse onde dói. Está na página 98.

Violência tem mais que o dobro de economia. A cobertura eleitoral, os debates e o material de campanha dos dois lados falam de economia.

Ressalva: preocupação declarada mede saliência, não voto. E a Quaest não cruzou preocupação com candidato nesta rodada.

violência + corrupção = 44%economia = 13%
ViolênciaProblemas sociaisCorrupção SaúdeEconomiaEducação 29%18%15% 15%13%6% Segurança pública é o terreno em que a direita mede melhor.Agosto foi gasto em tarifa e embaixador.
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026p. 98
1188 charsA maior preocupação do brasileiro com o país é violência: 29%, líder em toda a série da Quaest (p. 98). Depois vêm problemas sociais 18%, corrupção 15%, saúde 15%, economia 13% e educação 6%. Violência tem mais que o dobro de economia. E a cobertura eleitoral, a agenda dos debates e a maior parte do material de campanha dos dois lados falam de economia. Existe uma distância entre o que o eleitor declara temer e o que o sistema político oferece discutir. Ela não se resolve com mais um gráfico de inflação. A ressalva metodológica é obrigatória: pergunta de preocupação declarada mede saliência, não intenção de voto. Ninguém vota apenas no tema que cita. E a Quaest não publicou nesta rodada o cruzamento entre preocupação e escolha de candidato, que é o que fecharia o argumento. Mesmo assim, 29% contra 13% é diferença grande demais para ser ruído. Quando um tema lidera uma série inteira e some do debate, alguém está lendo o país pelo próprio umbigo. Vale também para a direita. Segurança pública é o terreno em que ela historicamente mede melhor, e ela passou agosto discutindo tarifa, embaixador e placar de pesquisa. O eleitor disse onde dói. Está publicado na página 98.
Arvor
Arvor Intelligence@leonardodias · auditoria eleitoral
12/22
principal fonte de informação política

A média empata em 35 a 35. A média não vota.

O canal em que a direita é forte alcança melhor quem já vota nela. O canal em que ela é fraca alcança melhor quem ela precisa convencer.

Problema de distribuição, não de mensagem. Nenhuma criatividade de conteúdo resolve.

60+: TV 57 · Flávio −145+ SM: redes 40 · Flávio +8
TV redes sociais margem de Flávio no 2º turno 60+ anosAté 2 SM16 a 34 anos5+ SM 5717 4131 2050 3040 −14−24 −6+8 Onde ele mais perde é onde a TV mais manda.Onde ele ganha é onde as redes mandam. Decidir a tela vem antes de decidir a mensagem.
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026canal pp. 100 a 102 · margem p. 21
1182 charsPela primeira vez na série da Quaest, redes sociais e televisão empatam como principal fonte de informação política: 35% cada (pp. 100 a 102). A direita comemorou o empate. Deveria ler o cruzamento por idade e por renda. Entre 60 anos ou mais: TV 57%, redes 17%. E nesse grupo Flávio perde por 14, com 34 contra 48. Até 2 salários mínimos: TV 41%, redes 31%. Ali Flávio perde por 24. Acima de 5 SM: redes 40%, TV 30%. Ali Flávio ganha por 8. De 16 a 34 anos: redes 50%, TV 20%. Junte as linhas. O canal em que a direita é forte alcança melhor exatamente quem já vota nela. O canal em que ela é fraca alcança melhor exatamente quem ela precisa convencer. Esse é o problema de distribuição mais sério do relatório, e nenhuma criatividade de conteúdo resolve. Não adianta produzir a peça perfeita para o eleitor de 65 anos que ganha um salário mínimo e publicá-la onde ele não está. O empate nacional de 35 a 35 é uma média que esconde duas populações. Média nacional é confortável e enganosa. A média não vota; os recortes votam. Quem for a campo em setembro precisa decidir isto antes de decidir qualquer mensagem: em que tela ela vai aparecer, e quem está diante daquela tela.
Arvor
Arvor Intelligence@leonardodias · auditoria eleitoral
13/22
os números que contrariam os posts anteriores

Lula recupera exatamente onde Flávio precisa crescer.

Aprovação entre evangélicos: 28% em abril, 38% em agosto. No Nordeste, 63% para 66%. No Bolsa Família, 59% para 66%.

Quem só publica o que ajuda o próprio lado não está auditando pesquisa. Está fazendo boletim.

rejeição a Flávio: 54%muro feminino: 16 pontospico foi em março
aprovação do governo Lula entre evangélicos, abril a agosto de 2026 28 38 em agosto abrmaijunjulago e sobe também nos dois recortes mais duros para Flávio: Nordeste 63 66 Bolsa Família 59 66 abril para agosto abril para agosto O pico de Flávio na série foi março, com 33. Agosto é recuperação.
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026pp. 45, 50, 51, 36, 21 e 10
1255 charsAgora os números que contrariam a leitura dos posts anteriores. Entram na mesma thread e com a mesma régua. A aprovação de Lula entre evangélicos subiu de 28% em abril para 38% em agosto, e a desaprovação caiu de 68% para 57%. No Nordeste subiu de 63% para 66%. Entre beneficiários do Bolsa Família, de 59% para 66%. A rejeição a Flávio ainda é maioria: 54% dizem que o conhecem e não votariam nele, contra 52% de Lula. Entre independentes, 60% não votariam em Flávio, e 62% não votariam em Lula. O muro feminino continua de pé: 35 contra 47 entre mulheres, e 44 contra 40 entre homens. São 16 pontos de diferença entre os dois sexos dentro do mesmo cenário. Lula lidera "quem melhor representa o patriotismo e a defesa dos interesses do Brasil" por 46 a 38. E 43% acham que ele respondeu mal ao tarifaço, contra 38% que acham que respondeu bem, saldo menos ruim para o governo do que a direita supõe. A série longa desmonta o discurso de crescimento contínuo: Flávio fez 23 em dezembro de 2025, subiu a 33 em março de 2026, caiu para 29 em junho, 28 em julho e voltou a 30 em agosto. O pico foi março. Os indecisos saíram de 5 em março para 10 em agosto. Quem só publica o que ajuda o próprio lado não está auditando pesquisa. Está fazendo boletim.
Arvor
Arvor Intelligence@leonardodias · auditoria eleitoral
14/22
potencial de voto · abril a agosto de 2026

Dobrou em trinta dias com um terço do país prestando atenção.

Ele não precisa ser competitivo contra Lula para alterar o resultado. Basta reter no primeiro turno voto que depois não se transfere.

Ressalva: potencial não é intenção. Número que dobra em trinta dias pode desinflar na mesma velocidade.

10% da direita não bolsonarista10% entre 16 e 34 anos
“conhece e votaria” em Renan Santos 61015 abrmaijunjulago 65% AINDA NÃO O CONHECEM feito com o terço restante
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026pp. 36, 18, 14 e 29
1223 charsRenan Santos é a ameaça que não aparece no placar. O potencial de voto dele saltou de 6% para 15% em um mês. Ele já tem 10% dentro da direita não bolsonarista e 10% entre eleitores de 16 a 34 anos. E 65% do eleitorado ainda não o conhece, o que significa que o número atual foi construído com um terço do país prestando atenção. Por que isso importa mais do que os 4% de primeiro turno sugerem. Volte ao cenário Lula 45 x Renan 35: o desafiante perde por 10, e branco, nulo e indeciso sobem para 20. Renan não é competitivo contra Lula hoje, e não precisa ser para alterar o resultado. Basta reter no primeiro turno o suficiente para mudar quem chega ao segundo, ou para chegar em outubro carregando voto que não se transfere. A leitura fria: o crescimento dele vem do mesmo poço de onde Flávio precisa tirar os 7,43 pontos, e vem justamente entre jovens e na direita não bolsonarista, os dois recortes onde o vão é maior. A ressalva honesta: potencial de voto não é intenção de voto. Mede quem admite votar, não quem vota. Um número que dobra em trinta dias com dois terços do país desconhecendo o nome pode desinflar na mesma velocidade. Mas ninguém que dobra em trinta dias merece ser ignorado nos trinta seguintes.
Arvor
Arvor Intelligence@leonardodias · auditoria eleitoral
15/22
julho contra agosto de 2026

O placar sugere estabilidade. Por baixo, quatro medidas se moveram.

Nenhuma isolada é significativa diante da margem. Juntas, formam padrão para observar na próxima onda, não para decretar tendência agora.

espontâneo: 14 → 18definitivo: 62 → 68medo: vantagem 8 → 3
julhoagosto Voto espontâneo em FlávioVoto definitivo em Flávio Vantagem do medo, LulaFlávio no 2º turno 14186268 833739 +4+6+2 −5 No espontâneo o eleitor precisa lembrar do nome sozinho.É a medida mais dura, e a que mais se moveu. Contrapeso: o pico da série foi março, com 33.
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026pp. 8, 34, 41 e 10
1199 charsO placar diz 39 a 30 e sugere estabilidade. Os indicadores por baixo dizem outra coisa. Espontâneo, antes de qualquer lista de nomes (p. 8): Lula 25, Flávio 18, indecisos 51. Em julho era Lula 26 e Flávio 14. A distância no espontâneo caiu de 12 para 7. É a medida mais dura que existe, porque o entrevistado precisa lembrar do nome sozinho, e é nela que Flávio mais cresceu. Definitividade (p. 34): o voto definitivo em Flávio subiu de 62% em julho para 68% em agosto. Ele não ganhou muito voto novo no mês; endureceu o que já tinha. Medo (p. 41): 44% têm mais medo da volta dos Bolsonaro e 41% têm mais medo de mais um governo Lula. Há um ano era 47 contra 39. A vantagem emocional de Lula caiu de 8 pontos para 3. Estimulado (p. 10): 28 em julho, 30 em agosto. No segundo turno, 37 para 39. Quatro medidas, quatro movimentos na mesma direção, todos pequenos. Nenhum deles isolado é significativo diante da margem. Juntos, formam um padrão que merece ser observado na próxima onda em vez de ser decretado tendência agora. E o contrapeso fica na mesma frase: a série longa mostra que o pico de Flávio foi março, com 33. Ele está recuperando terreno que já teve, não conquistando terreno novo.
Arvor
Arvor Intelligence@leonardodias · auditoria eleitoral
16/22
margem da diferença, não do percentual

Bastam 1,58 de efeito de desenho para o 2º turno virar empate.

Os 2 pontos divulgados valem para cada percentual isolado sob amostragem aleatória simples. A Quaest sorteia conglomerados, pondera e usa MRP.

O 1º turno exigiria 6,18 para chegar a zero. Ele é robusto, e quem for contestá-lo perde tempo.

1º turno: sólido2º turno: indeterminadodeff observado: não publicado
empate 0246810 2º TURNO · vantagem de Lula = 5 deff 1,0 deff 1,58 deff 2,0 1º TURNO · vantagem de Lula = 9 deff 1,0 seria preciso deff 6,18 para o intervalo do 1º turno alcançar o empate deff 1,58 equivale a correlação intraclasse de 0,116em grupos de cerca de 6 entrevistas por setor censitário
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026conta nossa sobre n = 2.004 e o desenho declarado
1264 charsA margem divulgada é de 2 pontos, e quase todo mundo vai usá-la errado. Dois pontos valem para cada percentual isolado, sob amostragem aleatória simples. A Quaest não faz amostragem aleatória simples: sorteia conglomerados, aplica pesos e usa MRP. E a manchete não é sobre um percentual isolado, é sobre a diferença entre dois candidatos. Para a diferença, com efeito de desenho igual a 1, a margem é de 3,62 pontos no primeiro turno e 3,98 no segundo. Aplique. No primeiro turno, Lula 39 a 30 sobrevive com folga: seria preciso efeito de desenho de 6,18 para o intervalo alcançar o empate. Esse resultado é robusto, e quem for contestá-lo vai perder tempo. No segundo turno, Lula 44 a 39 é outra história. Basta efeito de desenho de 1,58 para o intervalo incluir o empate. Isso equivale a correlação intraclasse de 0,116 nos grupos de cerca de seis entrevistas por setor censitário, algo perfeitamente concebível em atitudes políticas, que se agrupam por vizinhança. A Quaest não publica o efeito de desenho observado. Sem esse número, ninguém, nem a favor nem contra, pode afirmar que a vantagem de 5 pontos no segundo turno é estatisticamente sólida. Primeiro turno robusto, segundo turno frágil. As duas coisas ao mesmo tempo, e nenhuma delas é acusação.
Arvor
Arvor Intelligence@leonardodias · auditoria eleitoral
17/22
quaest × tse × pnad contínua anual 2025

O único desvio que achamos empurra contra Flávio.

Encaixe com o eleitorado do TSE: 0,18 ponto em sexo, no máximo 1,02 por macrorregião. Isso é boa execução de campo, e dizer o contrário seria mentira.

Publicamos assim mesmo. A régua vale nos dois sentidos ou não vale nada.

TSE: encaixe excelenterenda: amostra mais ricaLula +1,17
faixa até 2 salários mínimos, pessoas de 16 anos ou mais Quaest 31,00% PNAD 2025 35,44% IC 95%: 34,97 a 35,91 · peso V1032 e 200 réplicas do IBGE REPONDERANDO SÓ ESSA MARGEM 39,72 × 30,02 passa a 40,44 × 29,57 Lula +1,17 Sensibilidade de uma margem, não correção oficial:a ponderação do instituto é conjunta e não foi publicada. Quem quiser falar em fraude terá de explicar por quea correção piora para o lado supostamente prejudicado.
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026perfil p. 107 · PNADC anual 2025, 1ª visita
1207 charsAgora a parte em que a auditoria contraria quem gostaria de usá-la. A amostra da Quaest é boa. O encaixe com o eleitorado registrado no TSE é excelente: 0,18 ponto de diferença em sexo e no máximo 1,02 ponto por macrorregião. Isso é bom nível de execução de campo, e dizer o contrário seria mentira. Há um desvio, e é em renda. A amostra é um pouco mais rica que o país: 31% até 2 salários mínimos, contra 35,44% na PNAD Contínua anual 2025 para pessoas de 16 anos ou mais, com peso V1032 e 200 réplicas. Testamos o efeito. Reponderando apenas essa margem, a vantagem de Lula não diminui: cresce 1,17 ponto. O único desvio amostral que encontramos empurra o resultado contra Flávio, não a favor. Corrigido o desvio, a pesquisa fica pior para ele do que está publicada. Publicamos assim mesmo. A régua da casa vale nos dois sentidos ou não vale nada. E a reponderação de margem única é análise de sensibilidade, não correção oficial: a ponderação do instituto é conjunta e não foi publicada, de modo que o nosso número não substitui o dele. Quem quiser usar esta thread para dizer que a Quaest fraudou a amostra terá de explicar por que a correção piora justamente para o lado supostamente prejudicado.
Arvor
Arvor Intelligence@leonardodias · auditoria eleitoral
18/22
questionário registrado no tse · 109 itens

O STF, as urnas, as Forças Armadas e o seu namorado.

A bateria de confiança institucional tem 16 linhas. Três delas estão fora de escala. Transcrição literal do documento público.

Não é fraude. É escolha de instrumento. E as 16 linhas ficaram sem divulgação.

0 de 16 divulgadasQ83 a Q98
“VOCÊ CONFIA MUITO, POUCO OU NADA...” NOS PARTIDOS POLÍTICOS NO CONGRESSO NACIONAL NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, O STF NAS URNAS ELETRÔNICAS NOS MILITARES / FORÇAS ARMADAS NAS IGREJAS EVANGÉLICAS NA POLÍCIA MILITAR NA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA NO PIX NA IMPRENSA NOS BANCOS NOS JUÍZES DE FUTEBOL NA SUA ESPOSA/MARIDO/NAMORADO(A)
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026questionário TSE BR-06591/2026 · Q83 a Q98
1507 charsO questionário registrado no TSE tem 109 itens numerados em 39 páginas. A bateria de confiança institucional tem 16 linhas. Ao lado de "NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, O STF", "NAS URNAS ELETRÔNICAS", "NOS MILITARES / FORÇAS ARMADAS", "NA IMPRENSA" e "NA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA", o mesmo bloco pergunta confiança "NO PIX", "NOS JUÍZES DE FUTEBOL" e "NA SUA ESPOSA/MARIDO/COMPANHEIRO(A)/NAMORADO(A)". Tudo transcrição literal do documento público. As 16 linhas ficaram sem divulgação. Q31 a Q33 perguntam se o eleitor acha importante que o candidato acredite em Deus, seja da mesma religião que ele e ouça líderes religiosos ao tomar decisões. É a medida mais direta de tolerância religiosa do instrumento, num ano em que o voto evangélico decide margem. Nenhuma das três saiu. Q72 e Q73 perguntam se o eleitor soube do vídeo de Jair Bolsonaro gerado por inteligência artificial e se há problema em a campanha usá-lo. É o único par sobre IA em campanha no instrumento inteiro. Sem resultado publicado. Um alerta contra a leitura preguiçosa. A bateria de imagem para vice inclui "o tenente-coronel Aroldo Medina", nome que quase ninguém reconhece. Checamos: não é nome-fantasma nem teste de reconhecimento falso. É o vice anunciado por Renan Santos em 1º de julho de 2026. A pergunta é legítima. O que não saiu foi o resultado. Medir confiança no cônjuge e no juiz de futebol na mesma escala do STF rende comparação divertida e barata, e custa a seriedade da medida. Não é fraude. É escolha de instrumento.
Arvor
Arvor Intelligence@leonardodias · auditoria eleitoral
19/22
classificação nossa, publicada bloco a bloco

Pergunta o que Lula faz. E o que acontece com os Bolsonaro.

Do governo, o instrumento cobra entrega: imposto, Desenrola, alimentos, emprego, tarifaço. Do adversário, cobra episódio: a briga, as pazes, a proibição, o vídeo por IA, o apoio estrangeiro.

23 itens cobram de Lula15 cobram de Flávio0 sobre proposta
ônus publicados retidos LulaFlávioinstituições disputaatributoideologia 208 11 83 16 de 17 retidos 23 itens15 itens 16 itens8 itens3 itens 14 de 15 itens sobre Flávio são episódio, não agenda 0 itens sobre proposta de qualquer oposição
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026classificação aberta em quaest_082026_data.json
1806 charsClassificamos os 109 itens por uma pergunta só: de quem a pergunta cobra. A classificação é nossa, é discutível, e está publicada bloco a bloco no JSON público justamente para poder ser contestada. Os 109 incluem linhas de matriz (12 candidatos, 16 instituições, 5 nomes para vice), então a leitura honesta é por bloco temático. 23 itens cobram de Lula, e 20 foram publicados: aprovação, avaliação do governo, direção do país, notícias sobre o governo, isenção do IRPF, endividamento e Desenrola 2.0, seis indicadores de percepção econômica e a resposta ao tarifaço. 15 itens cobram de Flávio, e 8 foram publicados: a proibição de visitar o pai, a reunião com embaixadores, o desentendimento e a reconciliação com Michelle, o vídeo por IA, o apoio de Milei, o efeito de um apoio de Trump e o atributo patriotismo. Dos 15 itens sobre Flávio, 14 são episódio, não agenda: um acontecimento da família ou um endosso estrangeiro. Zero itens perguntam sobre proposta, programa ou plano de qualquer candidato de oposição. Confiança institucional: 17 itens, 16 retidos. Atributo, religião do candidato e imagem dos cinco nomes para vice: 8 itens, todos retidos. Ideologia e afeto por PT e por Jair Bolsonaro: 3 itens, todos retidos. O instrumento mede um presidente pelo que ele entregou e um candidato pelo que aconteceu com ele. Isso não é acusação de má-fé contra o instituto. É característica verificável do questionário, e retrata também o debate público que a pesquisa está medindo. Culpar a Quaest pela ausência de pergunta sobre proposta de oposição seria exagero: nenhum instituto pergunta isso, e a própria oposição pouco apresentou. A consequência, ainda assim, é real. Todo mês a pesquisa produz matéria-prima abundante sobre a novela da família e nenhuma sobre o que a oposição faria no governo.
Arvor
Arvor Intelligence@leonardodias · auditoria eleitoral
20/22
15 peças em 12 veículos · 5 e 6 de agosto

O placar levou sete. A economia levou zero.

Mesmos números, mesmo dia, para todo mundo. Não é disputa de acesso: é escolha de manchete. E os dois portais de mercado escolheram o placar e a novela.

Limite: ausência aqui é peça não recuperada, não peça inexistente.

viés de formato, não de lado
4 cenários de 2º turnoAprovação do governo Michelle e FlávioProibição de visitas Voto por estadoBloco econômico 733 11 nenhuma peça recuperada o que cada título escolheu nomear: 6 placar · 4 episódio · 3 aprovação · 1 perda de Lula · 0 economia
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026busca aberta em 07/08/2026 · lista completa no dossiê
1683 charsRecuperamos 15 peças em 12 veículos sobre a Quaest de agosto. Seis títulos nomeiam o placar, quatro um episódio da família Bolsonaro, três a aprovação estável do governo, um o placar somado ao crescimento de Flávio, um uma perda do presidente. Nenhum nomeia um número econômico. O bloco econômico da pesquisa tem seis indicadores e não rendeu uma peça sequer. É o bloco em que 68% dizem que os alimentos subiram, 69% compram menos que há um ano, 55% veem o país na direção errada, 55% tiveram renda parada ou correndo atrás do custo de vida, 48% acham mais difícil conseguir emprego, 43% dizem que a economia piorou. Todos tiveram os mesmos números, ao mesmo tempo, no mesmo dia. Não é disputa de acesso. É escolha de manchete. Os veículos de mercado que recuperamos: Exame com duas peças, ambas de placar, e InfoMoney com uma, sobre a reconciliação de Michelle e Flávio. Nenhuma das três levou ao título poder de compra, custo de vida e endividamento, que é o dado com que o leitor de mercado precifica consumo. A pesquisa foi paga por um banco, e o número econômico ficou fora da manchete de quem fala com investidor. Antes da leitura fácil de que a imprensa só publica o que prejudica a direita: os dois episódios da família que viraram manchete deram resultado favorável a Flávio, 59% aprovam a reconciliação e 52% consideram errada a proibição de visitas. Não é viés de lado. É viés de formato: sai o episódio, não sai o indicador. Ausência nesta lista significa que não recuperamos a peça, não que ela não exista. Portais com paywall ou que bloqueiam leitura automatizada ficaram fora. Quem perde é o eleitor que queria saber o que a pesquisa disse sobre o próprio bolso.
Arvor
Arvor Intelligence@leonardodias · auditoria eleitoral
21/22
109 perguntas no questionário · 58 no relatório

A pergunta que mede voto útil existe. O resultado, não.

Q29 e Q30 perguntam quem o eleitor quer que vença e quem ele espera que vença. Tivemos de reconstruir por dedução o que estava medido.

Nada disso prova manipulação, e não há documento que a sustente. O remédio é barato: plano de análise datado antes do campo.

cobertura: 53,2%28 resíduos de template
cada quadrado é uma das 109 perguntas numeradas 58 publicadas 51 retidas Q29 e Q30 · quem você quer que vença e quem você espera que vença Q31 a Q43 · vice, Senado e decisão Q83 a Q98 · confiança em 16 instituições e pessoas Q100 a Q102 · ideologia e afetos Q108 e Q109 · voto recordado em 2022 e comparecimento em 2024 O teste de validação mais óbvio que existe está na lista dos que não saíram.
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026questionário TSE, 39 páginas · relatório, 114 páginas
1385 charsTrês observações técnicas, em ordem crescente de importância. Território: entre julho e agosto, nenhum dos 334 setores censitários se repetiu, e só 22 dos 120 municípios coincidem. A alocação por macrorregião ficou idêntica: 141 setores no Sudeste, 92 no Nordeste, 48 no Sul, 28 no Norte, 25 no Centro-Oeste. Rotação forte é qualidade de desenho, não defeito. Também não serve de explicação automática para variação de resultado. Questionário: 109 itens numerados em 39 páginas, com promessa de 20 minutos de entrevista. Dá 11 segundos por item. E sobraram 28 resíduos de template no PDF: "TRAZER ITEM AQUI" 25 vezes e "TRAZER OPÇÃO AQUI" 3 vezes. Omissões, que é o ponto sério: o relatório publica 58 das 109 perguntas, 53,2%. Ficaram sem resultado divulgado, entre outras, a Q29 e a Q30, que perguntam quem o eleitor quer que vença e quem ele espera que vença, ou seja, a medida direta do voto útil que tivemos de reconstruir por dedução. Também as Q31 a Q43, de vice e Senado; as Q83 a Q98, a matriz inteira de confiança em 16 instituições; as Q100 a Q102, de ideologia; e as Q108 e Q109, voto recordado em 2022 e comparecimento em 2024, que são o teste de validação mais óbvio que existe. Nada disso prova manipulação, e não há documento nenhum que a sustente. Reter perguntas é prática comum. O remédio que encerraria a dúvida é barato: plano de análise datado antes do campo.
Arvor
Arvor Intelligence@leonardodias · auditoria eleitoral
22/22
veredito calibrado

A pesquisa foi paga pelo Banco Genial. O mapa dentro dela é de graça.

O QUE ESTÁ CERTO Campo bom, encaixe demográfico excelente, nada sustenta fraude. rotação total de setores entre as ondas O QUE EXPLICA A DIVERGÊNCIA Não escolha de 18%, contra 7% na Nexus e 1,6% na Atlas. comprime mecanicamente todos os candidatos O QUE FALTA Pesos finais, n efetivo, efeito de desenho, bases, MRP e paradata. nenhuma delas é segredo industrial ARQUIVO ABERTO brasil.arvor.co/quaest_082026.html github.com/ArvorCo/PNAD 114 páginas lidas uma a uma
arvor intelligence · genial/quaest 08/2026TSE BR-06591/2026 · dossiê 09
1231 charsVeredito, em três frases que cabem juntas. A Quaest fez um bom trabalho de campo, com encaixe demográfico excelente, e nada no material sustenta acusação de fraude. Ela é a mais dura com Flávio entre as pesquisas do mesmo fim de semana, e a não escolha explica boa parte disso: 18% na Quaest contra 7% na Nexus, 11% na Datafolha e 1,6% na Atlas, o que comprime mecanicamente todos os candidatos. E, com o efeito de desenho não publicado, tratar o 44 a 39 do segundo turno como precisão absoluta é irresponsável, enquanto tratá-lo como fraude é pior. Cinco entregas encerrariam a controvérsia inteira: pesos finais e n efetivo; efeito de desenho observado; bases não ponderadas de cada recorte; a equação do MRP; e a paradata, com duração, tentativas, recusas e substituições. Nenhuma é segredo industrial. O relatório tem 114 páginas e os gráficos são imagens sem camada de texto. Lemos página a página e gravamos cada número em script público, com a página de origem ao lado de cada bloco. Quem discordar, refute com o mesmo material. Dossiê completo: brasil.arvor.co/quaest_082026.html Script e base: github.com/ArvorCo/PNAD A pesquisa foi paga pelo Banco Genial. O mapa que está dentro dela é de graça para quem souber ler.