ARVOR IntelligenceO agregador PNAD ↗
Laboratório eleitoral / 1º turnoEleição: 04.10.2026
Corte: 2026-10-04

Da intenção
de voto à urna.

Previsão experimental

A pesquisa mede uma escolha no campo. A eleição conta pessoas que comparecem e votos que se tornam válidos. Entre uma coisa e outra existe um modelo.

Esta página abre essa conta. 27 UFs, exterior, renda, comparecimento e incerteza. As hipóteses ficam à vista, e você pode trocá-las.

Lula45,1%54,11 mi votos

Faixa de 90%: 43,1% a 47,2%

Flávio Bolsonaro45,3%54,28 mi votos

Faixa de 90%: 43,1% a 47,2%

Demais candidaturas9,6%11,55 mi votos

Faixa de 90%: 8,7% a 10,9%

Como ler em 20 segundos

  1. A barra Estimativa pontual dos votos válidos.
  2. A caixa Faixas condicionais de 90%, com erro comum e territorial.
  3. A leitura A diferença simulada F−L vai de -3,88 a 3,97 pontos. Os intervalos não identificam uma liderança segura.
  4. A central Prolonga até 04/10 a tendência medida nas pesquisas em 28 dias, por extrapolação encolhida, e divide os indecisos que escolhem por disponibilidade (1 − rejeição). A correção de tendência foi validada por origem móvel contra pesquisas, não contra a urna.
01

A contabilidade da eleição

O denominador decide o placar.

Todo eleitor termina em uma das três contas: um voto válido, um branco ou nulo, ou uma abstenção. O modelo fecha as três antes de calcular percentuais.

158,75 mieleitores aptos
33,30 miabstenções esperadas
5,51 mibrancos e nulos esperados
119,94 mivotos válidos esperados
Eleitorado = votos válidos + brancos e nulos + abstenção

A previsão central usa o comparecimento estadual de 2022 aplicado ao eleitorado federal de 2026. Brancos e nulos têm referência própria de 2022, ajustada à geografia das seções em 2026. Intenção de votar branco não é ausência, e indecisão não é abstenção.

Os indecisos que comparecem e escolhem se dividem entre Lula e Flávio pela disponibilidade medida, 1 menos a rejeição declarada: 50,6% para Flávio. A divisão proporcional às candidaturas fica no simulador e nas sensibilidades. Voto útil adicional começa em zero. Cruzamentos publicados de eleitor provável entram apenas nas UFs que os têm; nas outras, o fator é neutro.

Como ficam os demais candidatos?

O bloco de demais candidaturas é identificado em todas as pesquisas. Sua abertura usa apenas as casas que discriminam Renan, Cury, Caiado e Zema, com pooling das listas estaduais e calibração à composição nacional dessas casas. A parcela sem abertura fica agregada. Não há medição completa de todos os nomes em todas as casas ou UFs. As faixas de incerteza do topo pertencem ao bloco agregado, não a cada nome abaixo.

CandidaturaVotos modelados% dos válidos
Renan Santos3,78 mi3,15%
Augusto Cury3,34 mi2,78%
Ronaldo Caiado3,24 mi2,70%
Romeu Zema0,62 mi0,52%
Demais nomes sem abertura uniforme0,57 mi0,47%

Ao mudar a âncora nacional no simulador, a abertura interna dos demais mantém esta composição central, ponderada pela recência. A hipótese de distribuição entre nomes é menos robusta que o total agregado.

02

Cada região entrega um volume

O Brasil não é a média de 27 percentuais.

Uma UF contribui com eleitores, comparecimento e voto válido. O tamanho da área no mapa não entra na soma.

LulaFlávio BolsonaroDemais candidaturas
NorteLula: 4,40 mi votos4,4Flávio Bolsonaro: 4,88 mi votos4,9Demais candidaturas: 0,81 mi votos10,10 miNordesteLula: 20,74 mi votos20,7Flávio Bolsonaro: 10,30 mi votos10,3Demais candidaturas: 2,43 mi votos33,47 miCentro-OesteLula: 3,05 mi votosFlávio Bolsonaro: 4,92 mi votos4,9Demais candidaturas: 1,17 mi votos9,14 miSudesteLula: 19,91 mi votos19,9Flávio Bolsonaro: 23,87 mi votos23,9Demais candidaturas: 5,30 mi votos5,349,08 miSulLula: 5,84 mi votos5,8Flávio Bolsonaro: 10,15 mi votos10,1Demais candidaturas: 1,78 mi votos17,77 miComprimento = volume de votos, não superfície territorial. Exterior no quadro próprio.
Previsão central em milhões de votos válidos. As barras usam a mesma escala de volume.
RegiãoEleitoradoComparecimentoVotos válidosLulaFlávioDemais
Centro-Oeste12,00 mi78,6%9,14 mi33,4%53,8%12,8%
Exterior0,92 mi43,7%0,39 mi43,4%42,1%14,5%
Nordeste43,51 mi80,5%33,47 mi62,0%30,8%7,3%
Norte13,10 mi79,1%10,10 mi43,6%48,3%8,0%
Sudeste66,34 mi78,0%49,08 mi40,6%48,6%10,8%
Sul22,87 mi80,7%17,77 mi32,9%57,1%10,0%

Diferença Flávio menos Lula nos votos válidos, previsão central

Mapa das 27 unidades da federação colorido pela diferença Flávio menos Lula nos votos válidos da previsão central. Pela estimativa pontual, Lula fica à frente em 10 UFs e Flávio em 17. A cor mostra a estimativa pontual do modelo. Ela não indica liderança estatisticamente identificada. Os valores de cada estado estão na tabela e nas fichas estaduais desta seção.

Acre (AC): Flávio menos Lula +35,5 pp. Lula 28,3%, Flávio 63,8%, demais 7,9% dos válidosAlagoas (AL): Flávio menos Lula −11,1 pp. Lula 51,6%, Flávio 40,6%, demais 7,8% dos válidosAmazonas (AM): Flávio menos Lula +0,9 pp. Lula 45,5%, Flávio 46,4%, demais 8,1% dos válidosAmapá (AP): Flávio menos Lula +2,8 pp. Lula 42,5%, Flávio 45,3%, demais 12,2% dos válidosBahia (BA): Flávio menos Lula −32,5 pp. Lula 62,5%, Flávio 30,0%, demais 7,5% dos válidosCeará (CE): Flávio menos Lula −32,4 pp. Lula 61,8%, Flávio 29,5%, demais 8,7% dos válidosDistrito Federal (DF): Flávio menos Lula +15,2 pp. Lula 35,5%, Flávio 50,8%, demais 13,7% dos válidosEspírito Santo (ES): Flávio menos Lula +15,7 pp. Lula 36,8%, Flávio 52,4%, demais 10,8% dos válidosGoiás (GO): Flávio menos Lula +16,3 pp. Lula 33,4%, Flávio 49,7%, demais 16,9% dos válidosMaranhão (MA): Flávio menos Lula −35,5 pp. Lula 64,4%, Flávio 28,8%, demais 6,8% dos válidosMinas Gerais (MG): Flávio menos Lula +0,3 pp. Lula 44,6%, Flávio 44,9%, demais 10,5% dos válidosMato Grosso do Sul (MS): Flávio menos Lula +19,5 pp. Lula 36,0%, Flávio 55,5%, demais 8,4% dos válidosMato Grosso (MT): Flávio menos Lula +34,0 pp. Lula 29,4%, Flávio 63,4%, demais 7,2% dos válidosPará (PA): Flávio menos Lula −6,8 pp. Lula 49,7%, Flávio 42,9%, demais 7,4% dos válidosParaíba (PB): Flávio menos Lula −28,1 pp. Lula 60,3%, Flávio 32,2%, demais 7,5% dos válidosPernambuco (PE): Flávio menos Lula −32,3 pp. Lula 63,3%, Flávio 31,0%, demais 5,7% dos válidosPiauí (PI): Flávio menos Lula −40,3 pp. Lula 67,4%, Flávio 27,1%, demais 5,5% dos válidosParaná (PR): Flávio menos Lula +26,8 pp. Lula 31,6%, Flávio 58,4%, demais 10,0% dos válidosRio de Janeiro (RJ): Flávio menos Lula +12,7 pp. Lula 39,4%, Flávio 52,1%, demais 8,5% dos válidosRio Grande do Norte (RN): Flávio menos Lula −26,3 pp. Lula 59,5%, Flávio 33,2%, demais 7,4% dos válidosRondônia (RO): Flávio menos Lula +41,0 pp. Lula 25,7%, Flávio 66,8%, demais 7,5% dos válidosRoraima (RR): Flávio menos Lula +49,1 pp. Lula 21,2%, Flávio 70,3%, demais 8,5% dos válidosRio Grande do Sul (RS): Flávio menos Lula +13,6 pp. Lula 38,0%, Flávio 51,6%, demais 10,4% dos válidosSanta Catarina (SC): Flávio menos Lula +35,9 pp. Lula 27,3%, Flávio 63,2%, demais 9,5% dos válidosSergipe (SE): Flávio menos Lula −27,1 pp. Lula 59,2%, Flávio 32,0%, demais 8,8% dos válidosSão Paulo (SP): Flávio menos Lula +9,4 pp. Lula 39,4%, Flávio 48,8%, demais 11,8% dos válidosTocantins (TO): Flávio menos Lula +7,3 pp. Lula 41,7%, Flávio 49,0%, demais 9,3% dos válidos
Malha oficial do IBGE. Área no mapa não é peso na soma nacional. Cada estado leva à sua ficha estadual nesta página.

Diferença Flávio menos Lula, em pontos percentuais dos votos válidos

Lula +50Lula +250Flávio +25Flávio +50

A cor mostra a estimativa pontual do modelo. Ela não indica liderança estatisticamente identificada.

Exteriorfora do mapa, somado ao totalFlávio menos Lula −1,4 ppLula 43,4% · Flávio 42,1% · demais 14,5% · 0,92 mi de eleitores

Ficha do estado

Cada estado do mapa abre a ficha estadual completa, com as pesquisas usadas, o peso da prior e o comparecimento.

O país soma votos, não estados.

As pesquisas estaduais informam a geografia. As nacionais atualizam o nível da disputa. A calibração preserva as diferenças territoriais tanto quanto possível e fecha a distribuição nacional antes da seleção por comparecimento.

O exterior entra separado: sem pesquisa recente elegível, recebe uma prior de 2022 com o movimento nacional de 2026. A transferência do campo de Jair Bolsonaro para Flávio é uma hipótese, e sua incerteza é maior.

TSE fornece o volume do eleitorado. A população da PNAD fornece uma régua de renda para a composição, não o número de votantes.

UFRegiãoEleitoradoComparecimentoLulaFlávioDemaisPesquisas
SPSudeste34,12 mi78,4%39,4%48,8%11,8%4
MGSudeste16,37 mi77,7%44,6%44,9%10,5%4
RJSudeste12,86 mi77,3%39,4%52,1%8,5%4
BANordeste11,31 mi78,7%62,5%30,0%7,5%2
PRSul8,61 mi80,5%31,6%58,4%10,0%3
RSSul8,52 mi80,2%38,0%51,6%10,4%2
PENordeste7,22 mi81,8%63,3%31,0%5,7%3
CENordeste7,00 mi82,5%61,8%29,5%8,7%3
PANorte6,26 mi78,8%49,7%42,9%7,4%2
SCSul5,73 mi81,6%27,3%63,2%9,5%2
MANordeste5,18 mi77,8%64,4%28,8%6,8%1
GOCentro-Oeste5,08 mi78,3%33,4%49,7%16,9%3
PBNordeste3,25 mi82,7%60,3%32,2%7,5%2
ESSudeste2,99 mi79,2%36,8%52,4%10,8%3
AMNorte2,80 mi79,9%45,5%46,4%8,1%3
PINordeste2,70 mi82,3%67,4%27,1%5,5%2
RNNordeste2,66 mi81,8%59,5%33,2%7,4%1
MTCentro-Oeste2,64 mi76,6%29,4%63,4%7,2%2
ALNordeste2,44 mi77,6%51,6%40,6%7,8%3
DFCentro-Oeste2,26 mi82,5%35,5%50,8%13,7%3
MSCentro-Oeste2,02 mi77,9%36,0%55,5%8,4%2
SENordeste1,74 mi81,7%59,2%32,0%8,8%1
RONorte1,27 mi75,4%25,7%66,8%7,5%1
TONorte1,18 mi81,5%41,7%49,0%9,3%3
ZZExterior0,92 mi43,7%43,4%42,1%14,5%Prior, sem pesquisa
ACNorte0,61 mi77,6%28,3%63,8%7,9%3
APNorte0,58 mi80,5%42,5%45,3%12,2%1
RRNorte0,40 mi83,3%21,2%70,3%8,5%2
03

Hipóteses com consequência mensurável

Construa o seu cenário.

Comece por um cenário pronto ou mexa nos controles: comparecimento, voto útil, indecisos ou um erro comum das pesquisas. A soma é refeita UF por UF, comparada com a central e guardada num link que você pode compartilhar.

O voto útil já aparece nas pesquisas. Nas 36 ondas nacionais dos últimos 28 dias, de 14 casas, uma regressão nos votos válidos com efeito fixo de casa e peso min(n, 2.000) mede a terceira via em −0,35 ponto por dia (erro padrão 0,04), Flávio em +0,22 (0,03) e Lula em +0,12 (0,02). Lula também sobe. Na tendência medida nas pesquisas, 65% do que a terceira via perde reaparece em Flávio e 35% em Lula, com erro padrão de 5 pontos na divisão. Nos 14 dias mais recentes (26 ondas), as inclinações são −0,43, +0,31 (erro padrão 0,05) e +0,13 (0,04), e a divisão fica em 71% para Flávio e 29% para Lula. Nos últimos 14 dias, a parte de Flávio na migração se distingue de metade: o intervalo de 95% não contém 50%.

Os cenários de consolidação partem da média por recência sem tendência, não da central: a central já prolonga essa tendência até a urna, e somar as duas contaria a mesma migração duas vezes. Essa média tem idade efetiva de 3,1 dias: descreve o país de 01/10/2026, a 3,1 dias da urna. Prolongar a queda em linha reta por esse horizonte desloca 1,08 pontos dos válidos, 0,70 para Flávio e 0,38 para Lula. Contra a reserva nacional de 2º turno, de 7,0% dos válidos para Flávio e 4,4% para Lula, isso equivale a antecipar 10% e 9% da reserva. O cenário pronto de 28 dias dá Lula 45,2% e Flávio 45,3%, diferença F−L de +0,12 ponto, −0,02 contra a central. O de 14 dias dá Lula 45,2% e Flávio 45,5%, F−L de +0,33 ponto. A central dá F−L +0,14 e o cenário de 28 dias +0,12, a 0,02 ponto um do outro: a central encolhe cada inclinação pela própria incerteza; o cenário não encolhe, tira a migração só da terceira via e a converte em fração da reserva de 2º turno. É extrapolação linear, não medição da urna: supõe que o ritmo das últimas semanas continue até domingo e que a migração saia só da terceira via.

Rejeição: teto, não fluxo. Quem rejeita Lula e já declara voto em Flávio, em outro nome ou em branco já está no placar; subtrair a rejeição desse voto seria contá-lo duas vezes. A rejeição entra só como régua de destino de quem ainda se move. Nas 7 casas que publicam “não votaria de jeito nenhum” com divulgação nos últimos sete dias (Datafolha, Nexus, Quaest, Gerp, Futura, Meio/Ideia e Palver), a média com o mesmo peso temporal da central dá rejeição de 48,3% a Lula e 47,0% a Flávio. A disponibilidade, 1 menos a rejeição, põe 50,6% de quem escolhe entre os dois em Flávio, com erro padrão amostral de 0,5 ponto sob efeito de desenho 1,5. Entre casas, a parte vai de 48,5% a 53,7%, dispersão que a amostragem não cobre. A pergunta de cartão com resposta múltipla dá 51,0%; a grade por candidato, 49,6%. Escalas de potencial e enunciados não publicados (MDA, Indexa/Broadcast, Vox Brasil e Real Time Big Data) ficam fora da média, como controle, e dão 49,7%.

Rejeição no eleitorado total é régua de reserva, não medição do fluxo: nenhuma casa publica rejeição dentro do eleitorado de terceira via nem entre indecisos. Onde o destino foi medido, a régua é outra. A série de 28 dias põe 64,6% da migração em Flávio, a 2,7 erro padrão da disponibilidade; a matriz da Nexus de 28/09, p. 84, põe 61,9% dos eleitores de Caiado, Cury, Renan e Zema que escolhem um finalista em Flávio; a segunda opção dos hesitantes no Datafolha de 02/10, p. 7, dá 60,5%. A série de 14 dias põe 70,9%. Nos recortes mais próximos de quem ainda se move, a disponibilidade dá 49% entre independentes na Quaest (erro padrão de 2,4 pontos), 52% entre independentes na Palver (erro padrão de 2,7 pontos) e 60% entre quem não tem partido no Datafolha (erro padrão de 1,6 pontos). A divisão por disponibilidade supõe que quem se move rejeita como o eleitorado inteiro. Dá menos a Flávio que a série de 28 dias, a série de 14 dias, a matriz da Nexus e a segunda opção do Datafolha.

A disponibilidade é agora o destino central dos indecisos que escolhem. Na central, Lula tem 45,1% e Flávio 45,3%, diferença F−L de +0,14 ponto; com os indecisos divididos na proporção das candidaturas, a diferença seria +0,13. A troca move +0,01 ponto. A migração de 28 dias dividida por disponibilidade, a partir da recência sem tendência, dá Lula 45,3% e Flávio 45,1%, F−L de −0,14 ponto, contra +0,12 na divisão da série. A regra, em uma frase: a rejeição informa para onde vai o voto que ainda não está no placar e nunca retira voto já contado. Transcrições, páginas e SHA-256 em analysis/predicao_2026/rejeicao/rejeicao_092026.json.

Cenários prontos, um clique

Consolidação na proporção medida: o que é?

Divisão por disponibilidade: o que é?

Sua hipótese, na mesma conta.

Ponto de partida
Voto útil
0%
0%
Quem vai votar
0 pp
0 pp
0 pp
Comparecimento por região

Pontos de comparecimento por região, somados à mudança geral.

Pesquisas e indecisos
0 pp
0 pp
Ajuste local
  • Nenhuma UF ou região alterada.
Ajustar uma UF

Muda comparecimento, diferencial ou reserva de uma UF. Campo vazio segue o controle geral; zero desliga a antecipação naquela UF.

Cenário central

Lula45,1%54,11 mi votosIgual à central
Flávio Bolsonaro45,3%54,28 mi votosIgual à central
Demais candidaturas9,6%11,55 mi votosIgual à central

Diferença F−L: 0,14 pp

Sem hipóteses do leitor: cenário central do modelo.

Resultado por

RegiãoEleitoradoComparecimentoVotos válidosLulaFlávioDemais
Centro-Oeste12,00 mi78,6%9,14 mi33,4%53,8%12,8%
Exterior0,92 mi43,7%0,39 mi43,4%42,1%14,5%
Nordeste43,51 mi80,5%33,47 mi62,0%30,8%7,3%
Norte13,10 mi79,1%10,10 mi43,6%48,3%8,0%
Sudeste66,34 mi78,0%49,08 mi40,6%48,6%10,8%
Sul22,87 mi80,7%17,77 mi32,9%57,1%10,0%

Eleitorado = votos válidos + brancos/nulos + abstenção. A conta fecha.

Os intervalos do topo pertencem à previsão central. Mudou hipótese? Simule novamente: são 2.000 sorteios no seu navegador.

As taxas regionais e de UF são somadas à mudança geral. A mudança nas seções afeta o peso territorial dentro da UF; preferência por seção não foi medida. Todo resultado aqui é cenário condicional do leitor, não previsão oficial.

45,1% Lula45,3% FlávioF−L 0,14 pp

Cada controle tem um botão ? com a definição. Nenhuma hipótese cria votos: a conta mantém eleitorado = válidos + brancos/nulos + abstenção em todas as UFs. O resultado é um cenário condicional do leitor, não uma previsão oficial da Arvor, e mexer num controle até obter o placar desejado não constitui evidência sobre as pesquisas.

04

Duas perguntas estatísticas diferentes

Por que intenção de voto não é, por si só, previsão?

Uma pesquisa responde a uma pergunta sobre o campo. A previsão responde a outra, sobre a urna. Este capítulo separa as duas e mostra onde este modelo tenta fazer a ponte.

Pesquisa eleitoral

Qual é a preferência no campo?

Estima uma distribuição sob uma pergunta, um cartão de candidatos, um período, uma população e um método de seleção. Ponderação, MRP e filtros de eleitor provável podem fazer parte desse trabalho.

P(escolha | população-alvo, campo, pergunta)
Modelo preditivo

O que será contado no dia da eleição?

Define uma variável futura e transforma as informações disponíveis em uma distribuição de resultados. Precisa assumir comparecimento, escolha final, votos inválidos, movimento temporal e erro compartilhado.

P(resultado em 04/10 | dados até o corte, hipóteses)

Uma pesquisa pode integrar um modelo preditivo. Um instituto também pode publicar uma previsão própria. O erro é tratar automaticamente o placar de intenção de voto e sua margem amostral como a distribuição do resultado futuro.

O que uma pesquisa mede

Uma pesquisa de intenção de voto descreve uma escolha declarada, em um momento, para um cartão de candidatos. O número publicado é a estimativa de P(escolha | população-alvo, campo, pergunta). Ele não é uma contagem antecipada de 04/10.

Pense numa panela de sopa. Provar uma colher bem mexida diz o gosto da panela inteira, com pouco erro. Duas condições valem: a sopa precisa estar misturada, e você precisa estar provando a sopa que será servida. Se o sal ficou no fundo, nenhuma colher resolve. Se a sopa ainda vai ferver por mais uma hora, o gosto de agora não é o gosto do prato.

O que a margem amostral cobre e o que não cobre

A margem de erro divulgada cobre uma única fonte de incerteza: o acaso do sorteio das pessoas entrevistadas, sob a hipótese de que o sorteio foi aleatório. Não cobre quem nunca teve chance de ser sorteado (cobertura), quem foi sorteado e recusou (não resposta) nem quem respondeu e não votará (definição do eleitor que comparece). Também não cobre o cartão usado, a ordem das perguntas e a data.

O erro dessas outras fontes pode ser parecido em casas diferentes, porque todas recrutam eleitores no mesmo país, no mesmo período e com ferramentas semelhantes. A literatura chama isso de erro comum. Shirani-Mehr e colaboradores (2018) estimam que o erro total de pesquisas estaduais americanas é cerca do dobro da margem declarada. Gelman, 2021, trata a diferença entre pesquisar e prever como o ponto central do problema.

Um exemplo com números desta mesma página. Datafolha (02/10 a 03/10, 4.006 entrevistas) publicou Lula 42% e Flávio Bolsonaro 40%. Sob amostragem aleatória simples, o intervalo de 95% da diferença de 2 pontos vai de -0,8 a +4,8. Com efeito de desenho 1,5, o valor assumido por este modelo, vai de -1,4 a +5,5. Os dois testes dão a mesma resposta neste caso, e a frase deve acompanhá-la.

Entre “se a eleição fosse hoje” e a urna

A pergunta de campo supõe que todos os entrevistados votam e que todos têm uma escolha. A urna tem três contas: voto válido, branco ou nulo, e abstenção. No cenário central do modelo, são 33,3 milhões de abstenções entre 158,7 milhões de eleitores aptos. Quem se abstém pode aparecer na pesquisa como alguém que “vai votar em X”.

Há ainda os indecisos e os brancos e nulos declarados. Na média ponderada das casas, os indecisos somam 2,7% e o branco ou nulo 3,9% das respostas. O voto útil e a mudança de opinião nos dias finais também ficam fora da fotografia do campo. Nenhum desses fatores é pequeno perto de uma diferença de um ou dois pontos entre os dois primeiros colocados.

Por que agregar pesquisas não elimina o erro comum

A média de várias casas reduz o acaso amostral de cada uma. Não reduz o que elas compartilham. É a diferença entre moedas independentes e moedas viciadas pelo mesmo ímã: jogar mais moedas estabiliza a média, mas ela estabiliza no lugar errado. Para H casas com variância σ² e correlação ρ entre seus erros, a variância da média é σ²[ρ + (1 − ρ)/H]. Com H grande, sobra σ²ρ.

Var(média de H casas) = σ² · [ρ + (1 − ρ)/H] → σ² · ρ quando H → ∞

Por isso o modelo sorteia o erro comum uma vez por réplica, com desvio padrão de 2 pontos na diferença F−L dos válidos, e esse componente não encolhe com o número de casas ou de UFs. É um parâmetro declarado, não calibrado historicamente. Um valor maior alargaria a faixa. Um menor a estreitaria.

O que um modelo preditivo precisa declarar

Um modelo merece o nome de preditivo quando declara quatro coisas. Primeiro, uma variável-alvo futura: aqui, o percentual de votos válidos de cada candidatura no 1º turno de 04/10. Segundo, os mecanismos que ligam os dados ao alvo: recência, renda, território, comparecimento. Terceiro, uma distribuição, e não só um ponto. Quarto, uma validação contra resultados posteriores.

Esta página cumpre as três primeiras. A quarta está incompleta, e isso é dito de frente. O que foi testado é o transporte do comparecimento de 2018 para 2022: a taxa por seção teve RMSE estadual de 1,24 ponto, e a taxa da UF, 1,19 ponto. O que não foi testado: a preferência por candidato, o transporte de renda, o voto útil e as probabilidades. Elas dependem de hipóteses declaradas e de erro não calibrado historicamente.

Por isso a palavra certa é tentativa experimental. O modelo organiza informação pública numa conta que fecha e que pode ser refeita. Se acertar, não prova que o método é bom, porque é uma eleição. Se errar, a comparação com a média simples e com a própria faixa mostrará onde.

“Lidera” e “está à frente na estimativa pontual” são frases diferentes

Dizer que um candidato “lidera” afirma uma liderança identificada, e essa afirmação precisa passar em dois testes independentes. O teste de amostragem exige que o intervalo de 95% da diferença não contenha o zero. O teste de composição exige que o sinal sobreviva à troca da margem dominante, a renda, pela régua oficial da PNAD. O exemplo acima tem a mesma resposta nas duas hipóteses de desenho.

No resultado do modelo, Lula tem 45,1% e Flávio 45,3% dos válidos, e a diferença F−L simulada vai de -3,88 a 3,97 pontos. Flávio está à frente na estimativa pontual. O intervalo contém o zero, então a página não afirma que Flávio lidera. A probabilidade de Flávio terminar à frente de Lula, condicional ao modelo, é 51,6%. Estimativa pontual à frente e liderança identificada são coisas diferentes, e a faixa mostra a distância entre elas.

05

A matemática aberta

Dois níveis de informação. Uma contabilidade.

Cada passo abaixo tem duas camadas. A primeira explica o que entra, o que sai e qual hipótese está sendo feita. A segunda traz a equação e os detalhes técnicos. Se uma hipótese falhar, o passo diz o que acontece.

0

O que é uma pesquisa, para o modelo

Para o modelo, cada pesquisa é um vetor de cinco números que soma 100%: Lula, Flávio, demais candidaturas, indecisos e branco ou nulo. Nada além disso entra na conta nacional. Os nomes menores são somados em “demais” na ponta nacional e reabertos depois, só onde a pesquisa traz a lista.

ph = (pL, pF, pdemais, pind, pbn), Σk ph,k = 1

Indecisos e branco ou nulo ficam separados porque são fenômenos diferentes. Quem declara branco ou nulo já escolheu, e a escolha tem destino conhecido: o voto inválido. Quem se diz indeciso ainda não escolheu, e seu destino é uma hipótese: pode virar voto em candidatura, branco ou abstenção. Juntar os dois esconderia justamente a parte do vetor que o modelo precisa tratar com regra própria. Na média ponderada das casas, o primeiro grupo vale 3,9% e o segundo 2,7%.

Os percentuais publicados são inteiros. Um “42%” é qualquer valor entre 41,5% e 42,5%. A diferença entre dois números inteiros pode estar errada em até 1 ponto, porque cada lado carrega meio ponto de arredondamento. A soma dos cinco números pode escapar de 100 por uns décimos. O modelo reescala o vetor para somar 100% e, nas conferências de comparecimento, trata cada inteiro como um envelope de ±0,5 ponto. Um envelope não é um intervalo de confiança. Ele só impede que a conta use uma precisão que o instituto não publicou.

Se o vetor for lido errado, o erro vira premissa de todos os passos seguintes. Por isso cada transcrição é conferida recompondo o placar publicado. Uma casa sem placar completo de 1º turno ou com cartão fora do cenário atual fica fora, com o motivo no JSON.

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Fixar a informação disponível

Entra: todas as pesquisas nacionais do acervo. Sai: um vetor nacional de cinco categorias, a média das casas elegíveis com peso por recência. Cada onda recebe um peso que cai pela metade a cada 3,0 dias de idade, contados desde o ponto médio do campo.

O desenho tem uma razão. Pesquisas velhas descrevem outro país: o que se media há três semanas já não se mede hoje. Usar só a última onda, no outro extremo, entregaria a média ao ruído de uma casa e ao desvio próprio dela. A média ponderada pela idade fica no meio. É a lógica do boletim: a prova final pesa mais que o trabalho de março, mas o trabalho de março ainda conta.

O corte é 2026-10-04. Selecionamos o campo mais recente de cada casa entre as divulgações dos últimos sete dias. Campo posterior ao corte fica fora. A previsão central inclui 13 casas: 10 com transporte da margem de renda PNAD e as demais com o placar publicado. Vox Brasil, Futura e Meio/Ideia participam sem reponderação inventada. O simulador permite restringir às casas PNAD ou usar todas publicadas.

ah = corte − (inícioh + fimh)/2
wh = 2−ah/3,0 / Σj2−aj/3,0
p̂nacional,k = Σhwhp̃h,k

Idade é tempo desde o ponto médio do campo, não desde a divulgação. Com meia-vida de 3,0 dias, duas meias-vidas a mais de idade reduzem o peso bruto a um quarto. Republicar um campo antigo não o torna recente. A tabela mostra a participação efetiva de cada casa. Estes parâmetros priorizam a reta final; são hipóteses, ainda sem calibração histórica. A linha de peso temporal igual isola a sensibilidade da recência entre as mesmas casas.

No corte de 04/10/2026: Datafolha (campo de 02/10 a 03/10) tem ponto médio com 1,5 dias de idade, peso bruto 0,71 e responde por 12,3% da média central. AtlasIntel (campo de 27/09 a 02/10) tem 4,5 dias, peso bruto 0,35 e responde por 6,1%. Casas com a mesma idade de campo recebem o mesmo peso, qualquer que seja o n.

Hipótese: a opinião muda de forma contínua, e a meia-vida de 3,0 dias captura a velocidade. É uma hipótese declarada, sem calibração histórica. Se falhar: se a opinião não se mexeu, a recência joga fora informação sem ganho, e a linha “peso temporal igual” mede quanto. Se a opinião se mexeu mais rápido que a meia-vida, a média fica atrasada.

Há 65 ondas estaduais elegíveis após retirar repetições de uma mesma casa/UF e cartões com Marçal sem alternativa compatível. Documentos estaduais sem data de divulgação entram como parte do acervo atual, com essa lacuna registrada. Sua disponibilidade histórica não é reconstruída.

Correção de tendência. A média por recência descreve o país da data efetiva das casas, 01/10/2026, a 3,09 dias da urna. A central prolonga esse vetor pela tendência medida nas pesquisas em 28 dias: uma regressão nos votos válidos com efeito fixo de casa dá Lula +0,124, Flávio +0,232 e demais −0,356 ponto por dia. Cada inclinação é encolhida para zero pelo fator b² / (b² + ep²), o que conserva 96%, 98% e 99% delas: +0,119, +0,227 e −0,352 ponto por dia. Multiplicadas pelo horizonte, deslocam a diferença F−L da média nacional de +0,36 para +0,70 ponto dos válidos (+0,34). Depois da geografia, do eleitor provável e da contagem de votos, a central fica em F−L +0,14, contra −0,18 sem a correção. É extrapolação encolhida de uma tendência medida nas pesquisas, não medição da urna. A incerteza da própria inclinação, 0,14 ponto na diferença ao fim do horizonte, entra no Monte Carlo somada em quadratura ao erro comum, que passa a ter desvio de 2,00 pontos.

CasaFim do campoDivulgaçãonIdade do campo (dias)Peso na centralLulaFlávioUso
AtlasIntel2026-10-022026-10-034.9454,56,13%46,7%43,8%Central, renda transportada PNAD
Datafolha2026-10-032026-10-034.0061,512,26%40,1%42,8%Central, renda transportada PNAD
Futura2026-10-032026-10-032.0001,512,26%40,5%42,5%Central, placar publicado; sem voto × renda
Gerp2026-10-022026-10-032.4003,08,67%40,1%45,0%Central, renda transportada PNAD
Indexa/Broadcast2026-09-292026-09-302.0006,04,33%38,5%34,8%Central, renda transportada PNAD
MDA2026-10-022026-10-032.0073,08,67%42,2%39,2%Central, renda transportada PNAD
Meio/Ideia2026-09-282026-09-302.0007,53,07%39,2%38,2%Central, placar publicado; sem voto × renda
Nexus2026-09-272026-09-282.0008,02,73%41,7%37,2%Central, renda transportada PNAD
Palver2026-10-032026-10-035.0002,59,73%43,0%46,2%Central, renda transportada PNAD
PoderData2026-10-022026-10-034.0003,08,67%41,6%42,5%Central, renda transportada PNAD
Quaest2026-10-032026-10-033.7021,512,26%40,7%37,4%Central, renda transportada PNAD
Real Time Big Data2026-09-302026-10-012.0006,04,33%40,3%41,5%Central, renda transportada PNAD
Vox Brasil2026-10-012026-10-022.1004,06,88%40,4%41,2%Central, placar publicado; sem voto × renda
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Transportar a renda, sem confundi-la com comparecimento

Entra: o placar publicado e o perfil de renda da amostra de cada casa. Sai: o placar com a composição de renda trocada pela da PNAD. Se a casa ouviu mais gente de faixa baixa do que a PNAD indica, e a faixa baixa vota diferente, o placar publicado carrega essa diferença. O passo troca o peso das faixas e deixa o voto dentro de cada faixa como está.

Imagine misturar café e leite. Se a receita pede metade e metade, mas a xícara saiu com dois terços de café, o gosto muda. Dá para estimar o gosto da receita certa sem refazer a xícara: pega-se o gosto de cada ingrediente e se refaz a proporção. É isso que a equação faz com as faixas de renda, uma margem de cada vez.

No corte atual, as 10 casas com reponderação PNAD têm Lula em 41,5% e Flávio em 41,6% pelo transporte de renda, em percentual de todas as respostas. Com o placar publicado, as mesmas casas dão 42,2% e 40,7%. O transporte muda Lula em -0,8 ponto e Flávio em +0,9 ponto, na média.

p̃h,k = ppublicado,h,k + Σg(wPNAD,g − wcasa,g) ph,k|g

É exatamente o motor do agregador de reponderação: ancora no placar divulgado e troca uma margem de renda pela PNADC anual 2025, visita 1, pessoas de 16 anos ou mais. A régua respeita o ano do cartão e o nível de preços. O agregador mantém sua média descritiva com peso igual entre casas. A previsão aplica outra regra: peso exponencial pelo meio do campo, com meia-vida nacional de 3,0 dias. Amostra maior não domina o nível nacional; sua dimensão entra na incerteza.

Esta é uma sensibilidade marginal transportada para a previsão. Não recupera a ponderação conjunta do instituto nem identifica o perfil dos eleitores cadastrados ou dos votantes. A referência de pessoas 16+ da PNAD inclui pessoas fora do cadastro eleitoral. Esse transporte é uma hipótese, e a alternativa sem PNAD permanece ao lado.

Arredondamento e deltas aditivos podem produzir pequenos valores negativos em candidaturas quase nulas. O adaptador trunca esses negativos, normaliza a partição e publica a alteração em pontos no JSON. Nas nacionais com categorias não cruzadas, preserva as categorias publicadas; ausência de cruzamento nunca vira zero.

Hipótese: dentro de cada faixa de renda, o voto não depende de como a casa sorteou as pessoas. Se falhar: se o instituto já pondera por renda com outras variáveis, o ajuste dobra a correção. Se a diferença de voto entre amostras vem de outra variável, como religião ou região, a renda não a captura. Por isso a alternativa sem PNAD permanece ao lado, como sensibilidade.

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Estimar a geografia com pooling parcial

Entra: as pesquisas estaduais e o resultado de 2022 em cada UF. Sai: uma “semente” estadual, a distribuição de voto de cada UF antes de fechar com o nacional. O problema é que muitas UFs têm poucas pesquisas, e pesquisa pequena oscila. O pooling parcial resolve: a semente de cada UF puxa o resultado histórico quando há pouco dado e o dado novo quando há bastante.

A analogia é a nota de um aluno com poucas provas. Com uma prova só, você mistura a nota dela com a média da turma. Com dez provas, a nota do aluno domina. A “turma” aqui é o padrão de 2022 em cada UF, deslocado pelo movimento nacional de 2026, com peso equivalente a 350 entrevistas fictícias.

Na prática, o Acre (3 ondas) tem informação equivalente a cerca de 724 entrevistas, e a prior pesa 33% da semente. A Bahia (2 ondas) tem cerca de 814, e a prior pesa 30%. São Paulo (4 ondas) tem cerca de 2.179, e a prior pesa 14%. A regra é automática: quanto menos dado, mais prior, e mais incerteza.

ws,h = min(ns,h, 1.500) / 1,5 × 2−idade/7,0
log qs ∝ [350 log priors + Σh ws,h log ps,h] / [350 + Σh ws,h]

O peso diminui pela idade do ponto médio do campo; a meia-vida estadual de 7,0 dias é um parâmetro declarado. O fator de desenho 1,5 é assumido, porque nem todas as casas publicam seu efeito de desenho. O teto de n limita a dominância de uma casa. Os pesos não certificam qualidade de recrutamento.

A prior usa a geografia do 1º turno de 2022, com Lula, Bolsonaro e demais candidaturas, deslocada pelo movimento nacional para o cenário de 2026. São 350 unidades de regularização, não 350 entrevistados reais. As estaduais antigas recebem também o movimento das nacionais contemporâneas para o nível atual. A prior de Bolsonaro para Flávio não implica identidade de eleitorados.

Esse pooling em log-proporções reduz o peso de um resultado isolado. Os coeficientes não foram otimizados para acertar o pleito de 2026, e a página não apresenta uma posterior Bayesiana completa ou microdados recuperados. UF com menos informação depende mais da prior e recebe mais incerteza.

Hipótese: a geografia relativa de 2022 é um bom ponto de partida para 2026, depois do deslocamento nacional. Se falhar: se uma UF se realinhou, a prior a puxa de volta na direção errada, e só o peso crescente das pesquisas corrige. O desenho em log-proporções evita que um percentual extremo domine. Ele não prova que o realinhamento de uma UF foi capturado.

4

Fechar as margens por mínima entropia cruzada

Entra: as sementes das 27 UFs e a média nacional do passo 1. Sai: sementes ajustadas, de modo que o eleitorado das UFs, somado, reproduz exatamente a média nacional. As duas fontes não concordam por construção: as estaduais vêm de épocas e casas diferentes. É preciso decidir como fechar a diferença.

Pense numa planilha em que se conhecem o total de cada linha e o total de cada coluna, e as células estão quase certas. O ajuste proporcional iterativo multiplica linhas e colunas por fatores, em rodadas, até os totais baterem. Entre todas as tabelas que batem, escolhe a mais parecida com a original, no sentido da mínima entropia cruzada. A forma relativa de cada UF muda o mínimo possível.

min Σs,k Es qs,k log(qs,k/q0s,k)
sujeito a Σkqs,k = 1 e ΣsEsqs,k/ΣsEs = p̃nacional,k

O ajuste proporcional iterativo, IPF/RAS, encontra a distribuição mais próxima da semente territorial que respeita simultaneamente as cinco categorias e o eleitorado das UFs. Categorias: Lula, Flávio, demais, indecisos e branco/nulo. A calibração usa o eleitorado das 27 UFs, antes de aplicar comparecimento. O exterior é um bloco próprio.

A soma fecha a âncora nacional; isso não valida a âncora. Como as pesquisas estaduais e nacionais vêm das mesmas casas, elas não são tratadas como dois conjuntos independentes de evidência sobre o nível nacional. As estaduais informam a distribuição territorial; a incerteza nacional é sorteada uma vez por réplica.

Hipótese: o nível nacional do passo 1 está certo, e as estaduais informam só a divisão entre UFs. Se falhar: se o nacional está enviesado, todas as UFs herdam o viés ao mesmo tempo. Fechar não valida. É exatamente esse risco que o erro comum de 2 pontos, sorteado uma vez por réplica, tenta representar.

5

Transformar preferência em votos contados

Entra: a preferência calibrada por UF, o comparecimento de 2022, a taxa de branco e nulo e, onde existe, o cruzamento por hábito de votar. Sai: votos contados por UF, candidatura, branco ou nulo e abstenção. A pergunta que este passo responde é: das pessoas que dizem escolher X, quantas aparecem e votam válido?

É a diferença entre a lista de convidados e a lista de presença. A lista de convidados é a pesquisa. A presença vem do TSE: o comparecimento de cada UF em 2022 é a taxa de referência, e a distribuição de eleitores de 2026 por seção atualiza o branco e nulo. No cenário central, abstenção e branco ou nulo respondem por 33,3 milhões e 5,5 milhões de eleitores.

Vs,k = Es ms,k τs,k
As = Es − ΣkVs,k
%válidos,k = 100 × ΣsVs,k / Σs,j∈candidatosVs,j

E é o eleitorado federal, m é a massa por escolha final, incluindo branco/nulo, e τ é a taxa de comparecimento. A taxa de referência central é C2022,UF/E2022,UF. No modo por seção, a taxa é (Cseção + 100 μUF)/(Eseção + 100), ponderada pelos eleitores da seção em 2026. Seção sem ligação utilizável recebe μ da UF.

A referência de inválidos usa branco+nulo entre os votantes de 2022 e regularização de 100 unidades por seção. A distribuição dos eleitores em 2026 atualiza essa média territorial. Indecisos não alocados a candidatura, no cenário do leitor, viram inválidos entre quem comparece. É uma hipótese de destino; abstenção tem controle separado.

Nas UFs com cruzamento por hábito de votar, o modelo calcula a razão entre a distribuição das candidaturas no eleitor provável e na mistura completa do cruzamento. Multiplica por essa razão após a calibração. A última atualização traz cruzamentos conferidos em 25 UFs. O grupo de hábito irregular reúne quem pretende ir e quem não pretende; sua divisão por preferência não é publicada. Ao selecionar quem pretende ir, assumimos a mesma distribuição de voto desse grupo agregado. A opção de retirar a seleção por eleitor provável permite avaliar essa hipótese. O comparecimento declarado informa seleção de preferência; o nível de presença continua vindo do TSE. Não se transforma declaração em presença de 100%.

A conferência considera cada percentual inteiro como arredondado em ±0,5 ponto, fecha as massas dos grupos e deixa livre a preferência de NS/NR do hábito. Exige compatibilidade de Lula e Flávio com o placar publicado dentro desse envelope. Isso confere a aritmética disponível, sem recuperar a tabela conjunta ou certificar o filtro. O JSON preserva resíduos e envelopes; estes não são intervalos amostrais.

Conferir os cruzamentos recentes de comparecimento
UFCampoPáginas hábito / votoCoberturaResíduo L / F, ppEnvelope LulaEnvelope Flávio
AC2026-09-21 a 2026-09-24135 / 13898%0,23 / 0,0823,14 a 26,66%48,34 a 51,87%
AL2026-09-21 a 2026-09-24127 / 13098%0,81 / -0,4643,19 a 46,76%30,26 a 33,84%
AM2026-09-20 a 2026-09-23159 / 16299%-0,76 / 0,1236,51 a 39,15%31,41 a 33,94%
AP2026-09-20 a 2026-09-23117 / 12096%0,17 / -0,6739,79 a 45,29%32,31 a 37,80%
BA2026-09-20 a 2026-09-23117 / 12097%-0,10 / 0,5355,38 a 59,96%22,19 a 26,69%
CE2026-09-19 a 2026-09-22117 / 12098%-0,43 / 1,0052,71 a 56,35%22,85 a 26,39%
DF2026-09-25 a 2026-09-28128 / 13299%0,18 / -0,6431,20 a 33,78%36,30 a 38,88%
ES2026-09-21 a 2026-09-24135 / 13899%-0,13 / -0,4529,91 a 32,46%35,50 a 38,07%
GO2026-09-20 a 2026-09-23127 / 13098%-0,07 / -0,0725,76 a 29,31%31,61 a 35,16%
MA2026-09-21 a 2026-09-24151 / 15498%-1,59 / 0,6555,47 a 59,16%21,56 a 25,08%
MG2026-09-25 a 2026-09-28136 / 13997%-0,35 / 0,6532,94 a 37,53%30,05 a 34,63%
MS2026-09-21 a 2026-09-24126 / 12998%-0,57 / 0,3725,27 a 28,88%40,80 a 44,30%
MT2026-09-21 a 2026-09-24135 / 13899%-0,34 / -0,1723,79 a 26,30%48,59 a 51,08%
PA2026-09-22 a 2026-09-25119 / 12297%-0,51 / 0,7537,61 a 42,42%33,86 a 38,49%
PB2026-09-18 a 2026-09-21135 / 13898%-0,45 / -0,1451,71 a 55,39%21,73 a 25,28%
PE2026-09-25 a 2026-09-28117 / 12099%-0,52 / -1,0656,12 a 58,71%18,16 a 20,71%
PR2026-09-20 a 2026-09-23136 / 14097%0,95 / -1,0325,49 a 29,99%37,10 a 41,74%
RJ2026-09-25 a 2026-09-28136 / 14098%-0,36 / 0,4529,38 a 32,93%36,99 a 40,55%
RN2026-09-21 a 2026-09-24136 / 14098%0,22 / 0,2750,41 a 54,24%24,13 a 27,62%
RO2026-09-20 a 2026-09-23159 / 162100%-0,19 / -1,2118,21 a 19,78%51,02 a 52,65%
RR2026-09-21 a 2026-09-24115 / 11898%-0,90 / 0,2918,13 a 21,61%57,31 a 60,86%
RS2026-09-20 a 2026-09-23136 / 13999%0,62 / -0,6930,65 a 33,15%33,29 a 35,92%
SC2026-09-20 a 2026-09-23126 / 12999%-0,49 / -0,7321,66 a 24,28%48,03 a 50,61%
SP2026-09-25 a 2026-09-28118 / 12198%-0,47 / -0,3528,29 a 31,88%34,27 a 37,80%
TO2026-09-19 a 2026-09-22135 / 13898%-0,86 / 1,3434,74 a 38,36%34,94 a 38,46%

O diferencial adicional usa τk = clip(τ + dk + α, 0, 1), com dL=−δ/2, dF=+δ/2 e d dos demais e inválidos igual a zero. Uma bisseção escolhe α para Σmkτk=τ. Em hipóteses extremas, taxas batem em 0 ou 1 e o diferencial realizado pode ficar menor que o pedido.

O efeito nacional da seleção por eleitor provável é pequeno, e a linha “sem seleção de eleitor provável” mede quanto: retirá-la leva Lula de 45,1% para 44,7% dos válidos.

Hipótese: o comparecimento de 2026 se parece com o de 2022 em cada UF. Na hipótese central, todos os indecisos que comparecem escolhem (parâmetro indecisos_validos = 1,0) e se dividem entre os dois finalistas pela disponibilidade, 50,6% para Flávio. Só no cenário do leitor, com fração de indecisos que chega a voto válido menor que 100%, os não alocados viram branco ou nulo entre os votantes. Se falhar: se a presença mudar de forma desigual entre eleitorados, o placar muda sem que ninguém mude de voto. Com o comparecimento de Flávio 3 pontos acima do de Lula, Lula perde cerca de 1,0 milhão de votos. Com o inverso, ganha cerca de 1,0 milhão.

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Separar reserva medida de migração suposta

Entra: pesquisas que medem 1º e 2º turno na mesma amostra. Sai: uma reserva por UF e candidatura, o que cada nome ganha ao passar do 1º para o 2º turno, descontado o que ele já tem. A diferença é uma medição, na mesma amostra e com o mesmo método. Quem aparece no 2º turno de uma candidatura e não aparece no 1º sinaliza reserva de voto útil, não migração identificada.

É como fazer duas perguntas à mesma turma em dias seguidos. A comparação das respostas é mais limpa do que comparar duas turmas diferentes, porque o recrutamento é o mesmo. Isso não diz quem, individualmente, vai antecipar o voto. Diz quanto cada candidatura teria a ganhar se o eleitorado se comportasse como na segunda pergunta.

Rs,k = max(0, p2T,s,k − p1T,s,k) / Σp1T,s,candidatos
xs,k = λkRs,k × min[1, qs,outros/ΣλR]

A diferença de dois cenários na mesma pesquisa informa uma reserva agregada. Não é uma observação da passagem individual de uma candidatura para outra, e parte dela pode vir de indecisos e inválidos. O simulador assume que a fração adicional antecipada vem dos demais candidatos. Essa origem é declarada; o teto impede saldo negativo e a hipótese central usa λ=0.

Há matriz publicada: a Nexus de 28/09, p. 84, traz cinco linhas medidas de candidaturas menores. Seu laudo distingue as linhas medidas das origens estimadas por IPF. Uma escolha de 2º turno, mesmo medida, não identifica a probabilidade de antecipar voto no 1º. O presente modelo não soma reservas estaduais à nacional nem transporta a matriz de uma casa a todos os estados como fato.

No cenário central, λ = 0: ninguém antecipa voto. As linhas de sensibilidade mostram o que acontece com uma hipótese de 25% de antecipação da reserva. Com Flávio antecipando 25%, a diferença F−L passa de 0,14 para 1,85 ponto. Com Lula antecipando, vai a -0,92. Com os dois, a 0,79.

Hipótese: a reserva sai dos demais candidatos, nunca de indecisos nem do rival. Se falhar: parte da reserva vem de indecisos e inválidos, e o ganho de voto válido é menor que o simulado.

Glossário de termos

Meia-vida

Tempo em que um peso cai pela metade. Com meia-vida de 3,0 dias, uma pesquisa com 3,0 dias a mais de idade vale metade, e uma com o dobro disso vale um quarto. Não é uma lei da natureza: é uma escolha do modelo, sem calibração histórica.

Ponto médio do campo

Data central entre o primeiro e o último dia de entrevistas. A idade da pesquisa conta desde ela, e não desde a divulgação. Um campo que terminou há uma semana descreve a opinião de uma semana atrás, mesmo que o relatório saia hoje.

Efeito de desenho

Fator que mede quanto o plano amostral aumenta a variância em relação a uma amostra aleatória simples. Entrevistar seis pessoas por setor censitário, por exemplo, dá menos informação que seis pessoas sorteadas no país inteiro. O modelo assume 1,5 para todas as casas, uma hipótese declarada, porque nem todas publicam o seu.

Pooling parcial

Técnica que mistura a informação de cada unidade com a de um grupo maior, em proporção inversa ao tamanho da amostra da unidade. É o contrário de usar só a média geral e de usar só cada UF isolada. Na prática, UF com pouco dado se aproxima do padrão histórico.

Log-proporção

Logaritmo de uma fração. Média de logaritmos de proporções é uma média geométrica, que não deixa um valor extremo dominar. O modelo a usa na semente estadual e depois a devolve a proporções, normalizando para somar 1.

Raking ou IPF

Ajuste proporcional iterativo. Multiplica linhas e colunas de uma tabela por fatores, em rodadas, até os totais baterem com margens conhecidas. É o método clássico de fechar tabelas, usado por institutos de pesquisa e pelo IBGE.

Mínima entropia cruzada

Critério que escolhe, entre todas as soluções que respeitam as margens, a que menos se afasta da tabela original. O IPF encontra essa solução. Afastar-se pouco significa mudar a forma relativa de cada UF o mínimo possível.

Dirichlet

Distribuição de probabilidade sobre vetores de proporções que somam 1. Serve para sortear um placar plausível dado o placar observado e o tamanho da amostra: quanto maior a concentração, mais o sorteio fica perto do observado. A soma sempre fecha em 100%.

Bootstrap bayesiano

Variante do bootstrap que, em vez de reamostrar entrevistados, sorteia pesos aleatórios sobre os dados. Aqui, os pesos das casas e os placares sorteados por Dirichlet reproduzem a incerteza de qual casa estava mais perto e de quanto cada placar poderia variar.

Student t

Distribuição parecida com a normal, mas de caudas mais pesadas. Com 5 graus de liberdade, dá mais probabilidade a erros grandes. O choque comum a usa como hipótese declarada de que erros grandes não são raros.

Reserva de 2º turno

Diferença entre o percentual de um candidato no 2º turno e no 1º turno, medidos na mesma amostra. É o teto de quanto ele ganharia se todo o eleitorado que o escolheria no 2º já o escolhesse no 1º. Não é uma previsão de quem vai migrar.

Eleitor provável

Seleção do eleitorado por probabilidade de ir votar, a partir de perguntas sobre hábito. Pode mudar o placar quando quem costuma faltar vota diferente de quem sempre vota. Não substitui o nível de comparecimento, que vem do TSE.

Prior

Informação disponível antes de ver o dado novo. Neste modelo, a prior de cada UF é o resultado do 1º turno de 2022, deslocado pelo movimento nacional. Ela pesa tanto quanto 350 entrevistas fictícias.

Efeito de casa

Desvio constante de um instituto em relação às outras casas, medido na diferença entre os candidatos. É relativo: diz que uma casa mede mais Lula que a média das demais, não que ela erra contra a urna.

Filtro de Kalman

Algoritmo que atualiza, a cada nova pesquisa, a estimativa de uma quantidade que não se observa diretamente (aqui, a opinião verdadeira), pesando o dado novo pela sua incerteza. Com variâncias estimadas dos dados, substitui uma meia-vida escolhida à mão.

Calibração

Em estatística, concordância entre probabilidades anunciadas e frequências observadas: eventos dados a 30% devem ocorrer perto de 30% das vezes. As probabilidades desta página não foram calibradas historicamente. Só poderiam ser, com muitas eleições.

\n
06

Diferença entre casas não é distância da verdade

O que dá para detectar antes da urna.

Um desvio persistente em relação a outras casas é observável. O viés contra o resultado futuro ainda não é.

CasaOndas comparáveisDesvio L−F nos válidosDireção relativaEvidência
Alfa Inteligência/TMC15,39 ppMais LulaPoucas ondas
AtlasIntel4-0,77 ppMais FlávioExploratório
Datafolha60,23 ppMais LulaExploratório
Futura3-5,73 ppMais FlávioExploratório
Gerp2-5,18 ppMais FlávioPoucas ondas
Indexa/Broadcast12,88 ppMais LulaPoucas ondas
MDA26,05 ppMais LulaPoucas ondas
Meio/Ideia1-2,00 ppMais FlávioPoucas ondas
Nexus5-0,08 ppMais FlávioExploratório
Palver5-5,18 ppMais FlávioExploratório
PoderData2-1,29 ppMais FlávioPoucas ondas
Quaest62,34 ppMais LulaExploratório
Real Time Big Data31,25 ppMais LulaExploratório
Vox Brasil2-1,56 ppMais FlávioPoucas ondas
Âncora dinâmica: trajetória filtrada e efeitos de casa

46 ondas de 14 casas. Variância de evolução por máxima verossimilhança: desvio diário de 0,65 pp no nível de Lula. Variância amostral n/deff multiplicada por 2,46 (erro não amostral estimado). Estado em 2026-10-04: Lula 44,42%, Flávio 44,01% dos válidos; diferença F−L -0,41 pp, desvio 2,27 pp.

DataLulaFlávioDemaisIndecisosBranco/nuloF−L válidos
2026-08-1540,6% ± 2,837,4% ± 3,215,3% ± 2,62,1% ± 1,54,6% ± 1,7-3,46 ± 5,37
2026-08-1640,6% ± 2,837,4% ± 3,315,3% ± 2,62,1% ± 1,54,6% ± 1,7-3,46 ± 5,52
2026-08-1740,6% ± 2,937,4% ± 3,415,3% ± 2,72,1% ± 1,54,6% ± 1,7-3,46 ± 5,66
2026-08-1840,6% ± 3,037,4% ± 3,415,3% ± 2,72,1% ± 1,54,6% ± 1,8-3,46 ± 5,80
2026-08-1938,9% ± 2,336,7% ± 2,816,7% ± 2,12,8% ± 1,14,9% ± 1,3-2,36 ± 4,69
2026-08-2038,9% ± 2,436,7% ± 2,816,7% ± 2,12,8% ± 1,14,9% ± 1,3-2,36 ± 4,87
2026-08-2138,9% ± 2,536,7% ± 2,916,7% ± 2,22,8% ± 1,24,9% ± 1,3-2,36 ± 5,03
2026-08-2238,9% ± 2,337,0% ± 2,716,1% ± 2,13,1% ± 1,15,0% ± 1,2-2,07 ± 4,68
2026-08-2338,9% ± 2,437,0% ± 2,816,1% ± 2,13,1% ± 1,15,0% ± 1,2-2,07 ± 4,85
2026-08-2438,9% ± 2,537,0% ± 2,916,1% ± 2,23,1% ± 1,25,0% ± 1,3-2,07 ± 5,02
2026-08-2538,9% ± 2,537,0% ± 3,016,1% ± 2,23,1% ± 1,25,0% ± 1,3-2,07 ± 5,18
2026-08-2638,9% ± 2,637,0% ± 3,016,1% ± 2,33,1% ± 1,25,0% ± 1,3-2,07 ± 5,34
2026-08-2738,9% ± 2,737,0% ± 3,116,1% ± 2,33,1% ± 1,25,0% ± 1,3-2,07 ± 5,49
2026-08-2838,9% ± 2,837,0% ± 3,216,1% ± 2,43,1% ± 1,25,0% ± 1,4-2,07 ± 5,64
2026-08-2937,5% ± 2,034,2% ± 2,421,8% ± 1,83,0% ± 0,93,5% ± 1,0-3,52 ± 3,99
2026-08-3037,5% ± 2,134,2% ± 2,521,8% ± 1,93,0% ± 0,93,5% ± 1,0-3,52 ± 4,19
2026-08-3137,7% ± 1,832,9% ± 2,120,2% ± 1,64,7% ± 0,84,4% ± 0,9-5,30 ± 3,74
2026-09-0137,7% ± 1,932,9% ± 2,220,2% ± 1,74,7% ± 0,94,4% ± 0,9-5,30 ± 3,96
2026-09-0237,4% ± 1,833,6% ± 2,120,3% ± 1,64,1% ± 0,84,7% ± 0,9-4,16 ± 3,72
2026-09-0337,4% ± 1,933,6% ± 2,220,3% ± 1,74,1% ± 0,94,7% ± 0,9-4,16 ± 3,94
2026-09-0437,4% ± 2,033,6% ± 2,320,3% ± 1,74,1% ± 0,94,7% ± 0,9-4,16 ± 4,15
2026-09-0537,0% ± 1,933,4% ± 2,220,2% ± 1,74,5% ± 0,94,8% ± 0,9-3,99 ± 3,99
2026-09-0638,0% ± 1,634,7% ± 1,920,2% ± 1,43,4% ± 0,73,8% ± 0,7-3,55 ± 3,25
2026-09-0738,0% ± 1,734,7% ± 2,020,2% ± 1,53,4% ± 0,73,8% ± 0,8-3,55 ± 3,49
2026-09-0838,0% ± 1,834,7% ± 2,120,2% ± 1,53,4% ± 0,83,8% ± 0,8-3,55 ± 3,72
2026-09-0937,6% ± 1,735,2% ± 2,019,6% ± 1,53,5% ± 0,74,1% ± 0,8-2,53 ± 3,48
2026-09-1037,6% ± 1,835,2% ± 2,119,6% ± 1,53,5% ± 0,84,1% ± 0,8-2,53 ± 3,71
2026-09-1138,3% ± 1,634,3% ± 1,918,7% ± 1,44,2% ± 0,74,4% ± 0,8-4,42 ± 3,37
2026-09-1238,6% ± 1,435,1% ± 1,717,8% ± 1,24,0% ± 0,64,4% ± 0,7-3,92 ± 3,00
2026-09-1338,6% ± 1,635,1% ± 1,817,8% ± 1,34,0% ± 0,74,4% ± 0,7-3,92 ± 3,26
2026-09-1439,9% ± 1,535,9% ± 1,716,8% ± 1,23,3% ± 0,64,0% ± 0,7-4,24 ± 3,07
2026-09-1539,9% ± 1,635,9% ± 1,816,8% ± 1,33,3% ± 0,74,0% ± 0,7-4,24 ± 3,32
2026-09-1639,6% ± 1,536,3% ± 1,716,8% ± 1,33,3% ± 0,64,0% ± 0,7-3,53 ± 3,10
2026-09-1739,9% ± 1,536,6% ± 1,716,8% ± 1,23,0% ± 0,63,7% ± 0,6-3,49 ± 3,04
2026-09-1839,9% ± 1,636,6% ± 1,816,8% ± 1,33,0% ± 0,63,7% ± 0,7-3,49 ± 3,29
2026-09-1939,5% ± 1,437,0% ± 1,616,6% ± 1,23,1% ± 0,63,8% ± 0,6-2,70 ± 2,85
2026-09-2040,3% ± 1,437,2% ± 1,615,9% ± 1,23,1% ± 0,63,5% ± 0,6-3,31 ± 2,92
2026-09-2140,0% ± 1,137,9% ± 1,315,1% ± 0,93,5% ± 0,53,6% ± 0,5-2,30 ± 2,30
2026-09-2240,3% ± 1,138,2% ± 1,214,7% ± 0,93,2% ± 0,43,6% ± 0,4-2,31 ± 2,25
2026-09-2340,7% ± 1,238,2% ± 1,314,6% ± 0,93,0% ± 0,43,6% ± 0,5-2,71 ± 2,38
2026-09-2440,7% ± 1,438,2% ± 1,414,6% ± 1,03,0% ± 0,53,6% ± 0,5-2,71 ± 2,70
2026-09-2540,7% ± 1,538,2% ± 1,614,6% ± 1,13,0% ± 0,63,6% ± 0,6-2,71 ± 2,98
2026-09-2640,9% ± 1,038,5% ± 1,114,1% ± 0,83,0% ± 0,43,5% ± 0,4-2,56 ± 2,03
2026-09-2740,8% ± 0,938,7% ± 0,914,1% ± 0,73,2% ± 0,33,2% ± 0,3-2,23 ± 1,80
2026-09-2840,8% ± 0,939,1% ± 0,913,1% ± 0,73,5% ± 0,33,6% ± 0,3-1,81 ± 1,80
2026-09-2940,8% ± 1,139,1% ± 1,113,1% ± 0,83,5% ± 0,43,6% ± 0,4-1,81 ± 2,20
2026-09-3041,4% ± 1,039,9% ± 1,012,4% ± 0,73,2% ± 0,33,2% ± 0,3-1,60 ± 1,90
2026-10-0141,4% ± 0,940,7% ± 0,911,5% ± 0,63,0% ± 0,33,5% ± 0,3-0,77 ± 1,72
2026-10-0241,3% ± 1,040,8% ± 1,011,4% ± 0,73,0% ± 0,33,5% ± 0,3-0,48 ± 1,99
2026-10-0341,7% ± 1,041,3% ± 1,010,9% ± 0,72,6% ± 0,33,6% ± 0,4-0,41 ± 1,88
2026-10-0441,7% ± 1,241,3% ± 1,210,9% ± 0,82,6% ± 0,43,6% ± 0,4-0,41 ± 2,27
CasaOndasEfeito L−F nos válidosDesvioLulaFlávio
Alfa Inteligência/TMC14,74 pp3,27 pp-0,04 pp-4,47 pp
AtlasIntel40,86 pp2,06 pp4,98 pp4,15 pp
Datafolha7-3,47 pp1,63 pp-2,34 pp0,91 pp
Futura3-3,45 pp2,22 pp-1,31 pp1,92 pp
Gerp2-5,59 pp2,63 pp-1,24 pp4,00 pp
Indexa/Broadcast13,34 pp3,27 pp-1,48 pp-4,59 pp
MDA24,92 pp2,58 pp1,17 pp-3,43 pp
Meio/Ideia1-0,91 pp3,31 pp-0,95 pp-0,12 pp
Nexus70,39 pp1,73 pp0,97 pp0,59 pp
Palver5-2,67 pp1,86 pp2,18 pp4,66 pp
PoderData2-1,87 pp2,61 pp-0,13 pp1,62 pp
Quaest64,47 pp1,67 pp-0,78 pp-4,94 pp
Real Time Big Data3-1,16 pp2,19 pp-1,01 pp0,07 pp
Vox Brasil20,40 pp2,62 pp-0,02 pp-0,38 pp
Validação preditiva: previsão de pesquisas futuras, não da urna

Previsão de PESQUISAS futuras, não da urna. As ondas compartilham erro comum que nenhuma âncora vê; MAE baixo não calibra probabilidade de vitória nem mede viés eleitoral.

ÂncoraParesMAE L−F (pp)RMSE L−F (pp)Viés L−F (pp)MAE parcelas (pp)
Recência, meia-vida 3 dias, janela 7 (central)2603,444,051,503,04
Recência, meia-vida 1 dia, janela 72603,634,450,733,09
Recência, meia-vida 5 dias, janela 72603,474,071,663,06
Recência, meia-vida 7 dias, janela 72603,494,091,733,08
Peso igual, janela 72603,564,191,893,12
Recência, meia-vida 3 dias, janela 142603,444,051,533,09
Peso igual, janela 142603,574,272,133,37
DLM com efeitos de casa, phi estimado2603,604,322,193,56
DLM com efeitos de casa, phi = 12603,584,321,973,37
Tendência amortecida, projetada ao campo alvo2603,614,322,203,57
Tendência integrada (inclinação em passeio), projetada2603,403,991,323,56
Inclinação constante, projetada2603,414,021,403,76
Tendência amortecida, nível na origem2603,614,322,203,57
Central + inclinação encolhida de 14 dias, projetada2603,534,181,582,90
Central + inclinação encolhida de 28 dias, projetada2603,293,910,542,67
HorizonteÂncoraParesMAE L−F (pp)Viés L−F (pp)Viés Lula (pp)Viés Flávio (pp)Viés terceira via (pp)
1-2 diasRecência, meia-vida 3 dias, janela 7 (central)783,331,43-0,70-2,132,82
1-2 diasDLM com efeitos de casa, phi estimado783,561,95-0,95-2,903,84
1-2 diasTendência amortecida, projetada ao campo alvo783,561,95-0,94-2,903,84
1-2 diasTendência integrada (inclinação em passeio), projetada783,391,35-0,96-2,313,27
1-2 diasInclinação constante, projetada783,391,41-1,26-2,673,93
1-2 diasTendência amortecida, nível na origem783,561,95-0,94-2,903,84
1-2 diasCentral + inclinação encolhida de 14 dias, projetada783,541,67-0,29-1,952,24
1-2 diasCentral + inclinação encolhida de 28 dias, projetada783,250,82-0,56-1,381,93
1-3 diasRecência, meia-vida 3 dias, janela 7 (central)1163,311,49-0,77-2,263,04
1-3 diasDLM com efeitos de casa, phi estimado1163,552,02-1,02-3,044,07
1-3 diasTendência amortecida, projetada ao campo alvo1163,552,03-1,02-3,054,07
1-3 diasTendência integrada (inclinação em passeio), projetada1163,401,37-1,09-2,453,54
1-3 diasInclinação constante, projetada1163,381,42-1,37-2,804,17
1-3 diasTendência amortecida, nível na origem1163,552,03-1,02-3,054,07
1-3 diasCentral + inclinação encolhida de 14 dias, projetada1163,471,68-0,44-2,122,56
1-3 diasCentral + inclinação encolhida de 28 dias, projetada1163,200,80-0,65-1,452,09
3-7 diasRecência, meia-vida 3 dias, janela 7 (central)1823,491,53-1,24-2,774,01
3-7 diasDLM com efeitos de casa, phi estimado1823,622,29-1,39-3,685,06
3-7 diasTendência amortecida, projetada ao campo alvo1823,622,30-1,39-3,695,07
3-7 diasTendência integrada (inclinação em passeio), projetada1823,401,31-1,76-3,074,84
3-7 diasInclinação constante, projetada1823,421,40-2,05-3,455,50
3-7 diasTendência amortecida, nível na origem1823,622,30-1,39-3,695,07
3-7 diasCentral + inclinação encolhida de 14 dias, projetada1823,521,55-1,09-2,643,73
3-7 diasCentral + inclinação encolhida de 28 dias, projetada1823,310,42-1,24-1,662,90
ÂncoraParesMAE L−F (pp)RMSE L−F (pp)Viés L−F (pp)MAE parcelas (pp)
Inclinação constante, projetada2603,414,021,403,76
Tendência integrada (inclinação em passeio), projetada2603,403,991,323,56
Tendência amortecida, projetada ao campo alvo2603,614,322,203,57
ÂncoraParesMAE L−F (pp)RMSE L−F (pp)Viés L−F (pp)MAE parcelas (pp)
Recência, meia-vida 3 dias, janela 7 (central)403,794,481,472,64
Recência, meia-vida 1 dia, janela 7403,784,720,982,61
Recência, meia-vida 5 dias, janela 7403,864,471,552,70
Recência, meia-vida 7 dias, janela 7403,884,471,582,73
Peso igual, janela 7403,954,511,652,81
Recência, meia-vida 3 dias, janela 14403,754,431,462,69
Peso igual, janela 14403,874,501,882,99
DLM com efeitos de casa, phi estimado403,874,502,023,18
DLM com efeitos de casa, phi = 1403,844,502,022,98
Tendência amortecida, projetada ao campo alvo403,874,502,033,18
Tendência integrada (inclinação em passeio), projetada403,614,161,462,98
Inclinação constante, projetada403,664,231,523,09
Tendência amortecida, nível na origem403,874,502,033,18
Central + inclinação encolhida de 14 dias, projetada403,894,661,652,53
Central + inclinação encolhida de 28 dias, projetada403,724,450,992,37
ÂncoraParesMAE L−F (pp)RMSE L−F (pp)Viés L−F (pp)MAE parcelas (pp)
Recência, meia-vida 3 dias, janela 7 (central)1643,153,681,502,74
DLM com efeitos de casa, phi estimado1643,323,922,233,26
DLM: nível + efeito da casa do alvo1642,242,931,582,80
Última onda divulgada da mesma casa1642,193,071,633,00

O diagnóstico compara ondas dos últimos 45 dias com campos centrais até sete dias de distância. Usa uma onda próxima por outra casa, exige pelo menos três comparadoras e trabalha na diferença Lula menos Flávio dos votos válidos. A mediana resume as ondas, sem confundir não escolha com preferência.

A alternativa “Central + remoção do desvio relativo” retira da semente estadual o contraste logarítmico da casa. Ele é reduzido por nondas/(nondas+3), para não tratar uma única comparação como certeza. A calibração nacional é refeita depois. A previsão central não faz essa correção. Recrutamento, composição e tempo podem produzir o desvio; a tabela não identifica a causa nem prova alinhamento político.

Erros de eleições passadas só poderiam calibrar confiabilidade de uma casa com pesquisa arquivada, campo comparável, mesma pergunta, população e método, em várias eleições. O acervo agora tem 2022, medido abaixo, e não tem 2018. Uma onda por casa numa eleição não sustenta nota de acerto, e por isso nenhuma casa recebe nota. O teste de comparecimento da seção 09 tem outra finalidade.

O erro de 2022, casa por casa

A urna de 2022 deu a Lula 48,43% e a Bolsonaro 43,20% dos votos válidos no 1º turno, diferença de 5,23 pontos sobre 118,2 milhões de válidos. Os números vêm da API de resultados do TSE (eleição 544, totalização de 04/10/2022) e fecham com a soma das 27 UFs e do exterior. Do outro lado estão as últimas ondas nacionais de 12 casas antes da urna, cada uma com registro, campo e documento arquivado com SHA-256. A média simples delas dava a Lula 9,15 pontos de vantagem. O erro comum na diferença Lula menos Bolsonaro foi de +3,92 pontos. A mediana dos erros por casa foi +4,96.

O erro esteve em Bolsonaro, não em Lula. A média errou Lula em −0,42 ponto e Bolsonaro em −4,33 pontos. Tebet (+1,16) e Ciro (+2,63) saíram superestimados. Bolsonaro ficou abaixo da urna em 11 das 12 casas. A leitura compatível com os dados é eleitor de terceira via e indeciso que terminou em Bolsonaro. Os dados não separam mudança tardia de subdeclaração: 9 das 12 ondas fecharam o campo antes de 1º de outubro.

As piores na diferença foram Datafolha, Ipec e Ipespe/Abrapel, com +8,77 pontos cada, porque publicaram a mesma diferença inteira de 14 pontos. A melhor foi Paraná Pesquisas (+1,87). Erraram para o outro lado Modalmais/Futura (−2,13) e Instituto Veritá (−8,31). O desvio padrão entre casas, 4,96 pontos, supera o próprio erro comum. Por isso “a casa X errou mais” é afirmação sobre uma eleição e uma onda, que mistura método, data de campo e arredondamento. Não é nota de confiabilidade.

O erro existe exatamente porque pesquisa não é prognóstico. Ela mede uma escolha declarada no campo; a urna conta quem compareceu e o que decidiu até o último dia. A distância entre as duas é o que se pode medir depois, e é esse erro, e não o placar, que serve de prognóstico interessante: ele diz de quanto, e em que direção, o retrato do campo ficou longe da contagem numa eleição comparável. Em tese, o 2º turno reduz essa distância, porque os institutos passam a dispor do resultado real do 1º turno para calibrar cotas, ponderação e cartão de duas candidaturas, e o eleitor já viu a contagem. O acervo ainda não tem as ondas finais do 2º turno de 2022 arquivadas, então essa redução fica como hipótese a conferir com documento, não como número publicado.

CasaRegistro TSECampo (2022)Erro na diferença L−BLulaBolsonaroTebetCiroFonte
DatafolhaBR-00245/202230/09 a 01/10+8,77+1,57−7,20+1,84+1,96Matéria do contratante
IpecBR-00999/202229/09 a 01/10+8,77+2,57−6,20+0,84+1,96Imprensa, dois veículos
Ipespe/AbrapelBR-05007/202230/09+8,77+0,57−8,20+2,84+4,96PDF do instituto
Quaest/GenialBR-02444/202230/09 a 01/10+5,77+0,57−5,20+0,84+2,96PDF do instituto
FSB/BTGBR-08123/202223/09 a 25/09+5,77−0,43−6,20+0,84+4,96PDF do instituto
Ideia (Exame/Ideia)BR-09782/202223/09 a 28/09+5,16+0,43−4,74+1,04+3,19PDF do instituto
PoderDataBR-01426/202225/09 a 27/09+4,77−0,43−5,20+0,84+2,96Infográfico do instituto
AtlasIntelBR-01318/202224/09 a 28/09+4,47+2,27−2,20−1,56+0,56PDF do instituto
CNT/MDABR-02944/202228/09 a 30/09+3,37−0,13−3,50+0,54+1,86PDF do instituto
Paraná PesquisasBR-07917/202227/09 a 29/09+1,87−1,33−3,20+2,14+2,16PDF do instituto
Modalmais/FuturaBR-06743/202226/09 a 28/09−2,13−4,83−2,70+3,54+2,96PDF do instituto
Instituto VeritáBR-05980/202224/09 a 29/09−8,31−5,81+2,50+0,15+1,16PDF do instituto
Média das 12 casas (erro comum)+3,92−0,42−4,33+1,16+2,63TSE, eleição 544
Dispersão entre casas (desvio padrão)4,962,562,821,321,34
Gerp (fora da média)BR-09102/202229/08 a 01/09−6,29−8,43−2,14+2,16+8,53PDF do instituto
Brasmarket (fora da média)BR-08847/202226/09 a 28/09−21,51−13,75+7,76+1,68+3,91Imprensa divergente

Erro é pesquisa menos urna, em pontos dos válidos. Positivo superestima o candidato; na diferença, positivo superestima a vantagem de Lula. O link leva ao documento original; o título do link dá o arquivo guardado em data/originals/pesquisas_2022/ e o início do hash. Gerp e Brasmarket ficam fora da média: campo de agosto, com outra cartela, e imprensa divergente sem documento do instituto.

A direção se mantém sob as regras de inclusão testadas. O tamanho muda. Só com as 9 casas que têm PDF próprio, o erro comum cai para +2,75. Sem o Veritá, a casa mais distante das demais, sobe para +5,03. Com a Brasmarket fica em +1,96. Há lacunas documentais declaradas: o PDF nacional do Datafolha não foi localizado, e os números vêm da matéria da Folha, contratante; o Ipec não tem documento do próprio instituto, e os números vêm de dois veículos que concordam em todos os valores; a Quaest publica só válidos.

Como a página usa esse número. É a estimativa do erro médio de uma eleição. Entra como medição histórica e como cenário nas duas direções, nunca como prognóstico nem como ajuste da central. Essa é decisão explícita do responsável pela previsão. Se o erro comum de 2022 se repetisse, com as pesquisas superestimando Lula, a diferença F−L iria de +0,14 para +4,06 pontos (Lula 43,2%, Flávio 47,2%). Com o sinal invertido, iria para −3,78 (Lula 47,1%, Flávio 43,3%). As duas linhas estão na tabela de sensibilidades abaixo, lado a lado. Uma eleição é um ponto e não dá variância. Por isso o desvio do erro comum no Monte Carlo continua declarado como parâmetro, 2 pontos, e 2022 serve de referência de magnitude. As pesquisas finais de 2018 não estão arquivadas, e sem documento não há número de 2018.

2022 contra 2026

O desvio relativo de 2026 não é erro: mede a distância de cada casa às outras no mesmo período, não à urna. Positivo nas duas colunas significa mais Lula. Onde a ligação é de marca ou de grupo, o instituto de 2026 não é o mesmo de 2022, e qualquer casa pode ter trocado de método ou de equipe.

Casa em 2022Casa em 2026LigaçãoErro 2022 na diferença L−BDesvio relativo 2026 L−FOndas 2026
DatafolhaDatafolhaMesmo instituto+8,77+0,236
Quaest/GenialQuaestMesmo instituto+5,77+2,346
FSB/BTGNexusGrupo: FSB/BTG em 2022, Nexus (mesmo grupo) em 2026+5,77−0,085
Ideia (Exame/Ideia)Meio/IdeiaMarca: Exame/Ideia em 2022, Meio/Ideia em 2026+5,16−2,001
PoderDataPoderDataMesmo instituto+4,77−1,292
AtlasIntelAtlasIntelMesmo instituto+4,47−0,774
CNT/MDAMDAMesmo instituto+3,37+6,052
Modalmais/FuturaFuturaMesmo instituto−2,13−5,733

Quanto cada escolha de modelo altera o placar?

HipóteseLulaFlávioDemaisDiferença F−LVálidos
Central: recência com tendência de 28 dias encolhida, indecisos por disponibilidade45,12%45,26%9,63%0,14 pp119,94 mi
Recência sem tendência (central anterior)44,63%44,43%10,95%-0,20 pp119,94 mi
Indecisos proporcionais às candidaturas44,98%45,11%9,91%0,13 pp119,94 mi
Recência sem tendência, indecisos por disponibilidade44,77%44,59%10,64%-0,18 pp119,94 mi
Mesmas casas centrais, peso temporal igual44,65%43,91%11,44%-0,74 pp119,94 mi
Somente casas com reponderação PNAD45,07%44,62%10,30%-0,45 pp119,94 mi
Publicadas, mesmas casas46,01%43,86%10,13%-2,15 pp119,94 mi
Publicadas, todas as casas elegíveis45,50%44,00%10,51%-1,50 pp119,94 mi
Âncora dinâmica (DLM com efeitos de casa)45,06%44,14%10,80%-0,92 pp119,94 mi
Âncora de tendência projetada a 04/1045,16%44,43%10,41%-0,73 pp119,94 mi
Âncora de tendência, nível no corte45,16%44,43%10,41%-0,73 pp119,94 mi
Recência sem tendência + desvio relativo das casas removido44,77%44,59%10,64%-0,18 pp119,94 mi
Sem seleção de eleitor provável44,70%45,28%10,02%0,57 pp119,94 mi
Comparecimento por seção, pesos de 202645,12%45,25%9,63%0,13 pp120,08 mi
Flávio antecipa 25% da reserva45,12%46,97%7,92%1,85 pp119,94 mi
Lula antecipa 25% da reserva46,18%45,26%8,57%-0,92 pp119,94 mi
Os dois antecipam 25% da reserva46,18%46,97%6,86%0,79 pp119,94 mi
Comparecimento de Flávio 3 pp acima de Lula44,30%46,07%9,62%1,77 pp119,94 mi
Comparecimento de Lula 3 pp acima de Flávio45,93%44,44%9,63%-1,49 pp119,94 mi
Se o erro comum de 2022 se repetisse (pesquisas superestimando Lula)43,16%47,22%9,63%4,06 pp119,94 mi
Se o erro comum de 2022 se repetisse com sinal invertido47,07%43,30%9,63%-3,78 pp119,94 mi
Consolidação na proporção medida, 28 dias45,15%45,27%9,57%0,12 pp119,94 mi
Consolidação 28 dias, divisão por disponibilidade45,28%45,14%9,58%-0,14 pp119,94 mi

Cenários de voto útil de 25% antecipam um quarto da reserva, não um quarto de todo o eleitorado. Variações entre linhas são sensibilidade, não intervalos de confiança.

07

Comparecimento observado por seção

Onde o eleitor deixou de chegar.

472.075 seções históricas fecham as somas do TSE. 93,2% dos eleitores federais de 2026 têm chave territorial ligável a 2022.

Abstenção da seção em 2022Seções pareadasEleitores em 2026Peso no BrasilMédia histórica ponderada
0 a 10%7.1522,09 mi1,3%8,6%
10 a 20%220.59571,54 mi45,3%16,3%
20 a 30%201.29864,53 mi40,9%24,0%
30 a 40%29.4708,75 mi5,5%32,8%
40% ou mais1.7750,46 mi0,3%43,6%
Onde a abstenção foi maior: vinte seções, mínimo de 100 aptos em ambos os anos
UFMunicípioZona / seçãoAptos 2022Eleitores 2026Abstenção 2022
MGNOVO CRUZEIRO196 / 17310919285,3%
MSAQUIDAUANA10 / 13035922778,0%
RNMACAU30 / 7723625176,7%
AMITACOATIARA3 / 15420116371,1%
SCITAJAÍ97 / 34019922570,4%
ACFEIJÓ7 / 6919626769,9%
SPOSASCO315 / 36417815669,7%
BASALVADOR5 / 80612826268,8%
SCTIMBÉ DO SUL42 / 8753131365,0%
AMSÃO GABRIEL DA CACHOEIRA19 / 2835324964,9%
AMAPUÍ67 / 3137224264,2%
AMIPIXUNA45 / 5238233364,1%
MGESPERA FELIZ303 / 7034033264,1%
PAPORTEL44 / 3223434464,1%
AMLÁBREA12 / 2415932762,9%
AMSANTA ISABEL DO RIO NEGRO30 / 2633236862,3%
ACFEIJÓ7 / 6718515562,2%
AMENVIRA46 / 1633325561,9%
MGNOVO CRUZEIRO196 / 7422219260,8%
PAMOJU37 / 4115818060,8%

Ligação por UF, código de município do TSE, zona e seção. Códigos com zeros à esquerda são normalizados. O número da seção é um identificador territorial, não uma pessoa; repetição da chave não prova estabilidade de quem mora ou vota ali. Mudanças de seção e transferência temporária exigem cautela.

Os pacotes BR e BRASIL repetem parte da informação: o processamento usa uma única base presidencial e o 1º turno. Aptos a eleição federal em 2026 são lidos no cadastro de locais gerado em 02/10/2026. O perfil demográfico final foi gerado em 14/07/2026. Sua soma difere do cadastro de locais em 39 eleitores, registrados no JSON; o volume da previsão usa os locais atualizados.

Seções não instaladas em 2022 podem ter aptos e zero em comparecimento e abstenção oficial. Seus aptos permanecem na conferência com os resumos arquivados da API; a taxa local não é transportada como “100% de abstenção”. A soma dos aptos dessas seções consta no JSON.

Uma seção de alta abstenção não é automaticamente favorável a um candidato. Sem voto × comparecimento no indivíduo, preferência dos ausentes não é identificada. O simulador varia a presença dessas seções usando a preferência da UF. Ele não pinta um endereço como território de votos recuperáveis para uma campanha.

08

Incerteza compartilhada

Vários mapas. A mesma eleição.

EmpateLula à frenteFlávio à frente
51,6%Flávio à frente de Lula
0,1%Lula acima de 50% dos válidos
0,1%Flávio acima de 50% dos válidos

Probabilidades condicionais ao modelo. Não são frequências empiricamente calibradas. A escolha dos parâmetros de erro e das hipóteses de comportamento muda esses números. “À frente de Lula” não é a probabilidade completa de conquistar a Presidência.

Uma réplica, passo a passo

O modelo sorteia 6.000 mapas possíveis da eleição. Cada um é gerado por esta sequência. A faixa publicada é o conjunto de todos eles.

  1. Sortear os pesos das casas. Uma Dirichlet com αh = H × wh, onde H = 13 casas e wh é o peso temporal normalizado. O peso esperado de cada casa não muda, mas um sorteio pode dar mais peso a uma casa que a central pesa menos, e vice-versa. No corte de 04/10/2026, Datafolha tem peso esperado de 12,3%, α ≈ 1,6 e desvio padrão de cerca de 8,8 pontos de peso.
  2. Sortear o placar de cada casa. Cada vetor de cinco categorias é sorteado numa Dirichlet com concentração min(n, 2.000)/1,5. Datafolha, com 4.006 entrevistas, usa concentração de cerca de 1.333, e a parcela de Lula varia cerca de 1,3 ponto em torno do vetor usado.
  3. Combinar. O alvo nacional da réplica é a soma dos placares sorteados, ponderados pelos pesos sorteados.
  4. Sortear o erro comum. Um choque Student t com 5 graus de liberdade, desvio padrão de 2 pontos na diferença F−L dos válidos. Metade sai de um candidato e entra no outro. É o único termo que não diminui com mais casas.
  5. Sortear a semente de cada UF e recalibrar. As 27 sementes são sorteadas por Dirichlet com concentração igual ao n efetivo assumido da UF (mínimo de 150). Todas são ajustadas por IPF ao alvo nacional sorteado na mesma réplica, para que a incerteza estadual não vire um segundo conjunto de observações do nacional.
  6. Aplicar o eleitor provável e o choque regional. Os fatores de hábito de votar entram. Um choque de 1 ponto na diferença F−L, por região, desloca a preferência depois da calibração nacional.
  7. Sortear comparecimento e inválidos. Comparecimento ganha componentes nacional (1 ponto), regional (1,5) e estadual (1). Branco e nulo ganham um componente comum de 0,8 ponto. O exterior tem presença com desvio de 5 pontos e preferência Dirichlet de concentração 60.
  8. Contar os votos. Para cada UF, eleitorado × comparecimento × (1 − inválido) × preferência. Soma-se o país, calcula-se o percentual dos válidos e guarda-se a diferença F−L.

Os percentuais ponderados entram como proporções aproximadas, não como contagens brutas recuperadas. A renda fica condicionada à régua escolhida; a incerteza das réplicas da PNAD não é reconstruída. A alternativa de pesos temporais iguais usa α=1 por casa. Os parâmetros do choque comum, regional, de comparecimento e de inválidos são de cenário, não estimativas certificadas pela retrospectiva de uma só eleição. Depois de 6.000 réplicas, a faixa é o intervalo entre os quantis 5% e 95% de cada variável. A probabilidade é a fração de réplicas em que o evento ocorre.

Var(Σwsps) = Σws²Var(ps) + 2Σs<twswtCov(ps, pt)

Ignorar a covariância fabrica certeza: erro comum de pesquisa não se dilui como 27 moedas independentes. Cada sorteio conserva votos, votantes e eleitorado. A faixa publicada usa os quantis 5% e 95%. Os limites individuais não precisam somar 100%, porque são quantis de variáveis diferentes; as proporções de cada sorteio somam.

Maioria no 1º turno exige mais de 50% de todos os votos válidos, mantendo as demais candidaturas no denominador. A definição é aplicada ao conjunto da eleição, incluindo exterior. Uma chance de terminar à frente do outro finalista não equivale à chance de vencer no 1º turno.

Por que a faixa não é uma margem de erro

A margem de erro de uma pesquisa é um intervalo de 95% para uma proporção, calculado sob amostragem aleatória simples, para um instituto e um campo. Uma amostra de 4.006 entrevistas dá cerca de ±1,5 pontos para uma proporção de 50%. Esse número cobre só o acaso do sorteio.

A faixa desta página responde a outra pergunta. É um intervalo de 90%, condicional ao modelo, para a diferença entre dois candidatos nos votos válidos, que combina 13 casas, erro comum, 27 sementes territoriais, comparecimento e inválidos. Cobre mais fontes de incerteza que a margem de erro, mas é condicional. Se os parâmetros de erro forem pequenos demais, a faixa é estreita demais, e a retrospectiva de uma eleição não permite medir isso.

Por isso as duas coisas não devem ser comparadas diretamente nem citadas como equivalentes. A margem de erro tem uma interpretação de frequência sob premissas conhecidas. A faixa tem uma interpretação de cenário sob premissas declaradas. Uma probabilidade de 51,6% é uma contagem de réplicas, não uma frequência de longo prazo.

09

A complexidade também passa por teste

A seção ajuda a localizar. Não ganhou a retrospectiva.

Transportar comparecimento das seções de 2018 para 2022 teve RMSE estadual de 1,24 ponto. Repetir a taxa da UF teve 1,19 ponto, com ponderação pelo eleitorado.

O teste usa o eleitorado de 2022 como exposição e apenas as taxas de 2018 para prever presença. Não usa voto em candidato. Não ajusta os parâmetros ao comparecimento real de 2022. As duas alternativas usam a mesma cobertura de seções com contabilidade completa.

O que a retrospectiva testa e o que não testa

A retrospectiva testa uma pergunta estreita: se a taxa de comparecimento de cada seção em 2018 prevê a taxa de 2022 melhor do que a taxa média da UF. A resposta foi não. O RMSE estadual, ponderado pelo eleitorado de 2022, foi de 1,24 ponto pela seção e 1,19 ponto pela UF. A base tem 472.075 seções de 2022 com contabilidade completa.

Ela não testa nada sobre voto. O teste não usa candidato, pesquisa, renda ou voto útil, e não ajusta parâmetro ao resultado de 2022. Não valida, portanto, a prior de 350 unidades, o desvio de 2 pontos do erro comum, a meia-vida de 3,0 dias nem a probabilidade de qualquer evento.

Por isso a referência central é estadual. A camada por seção permanece no simulador e no diagnóstico de concentração da abstenção. A retrospectiva contém uma única passagem entre eleições, e a diferença de erros pode vir de uma mudança concreta entre 2018 e 2022, como a pandemia, e não de uma regularidade. Ela não valida os coeficientes de renda, voto útil ou preferência, nem calibra as probabilidades de vitória. O placar presidencial de 2026 só poderá ser avaliado depois da apuração.

Abrir a retrospectiva de comparecimento por UF
UFComparecimento real 2022Previsão usando seções 2018Erro por seçãoErro repetindo UF 2018
AC77,6%81,0%3,48 pp3,44 pp
AL77,6%77,4%-0,21 pp-0,22 pp
AM79,9%80,7%0,87 pp0,79 pp
AP80,5%83,3%2,84 pp2,81 pp
BA78,7%79,6%0,94 pp0,61 pp
CE82,5%82,8%0,29 pp0,13 pp
DF82,5%81,3%-1,19 pp-1,16 pp
ES79,2%80,8%1,60 pp1,50 pp
GO78,3%79,8%1,55 pp1,52 pp
MA77,8%79,8%1,96 pp1,67 pp
MG77,7%78,0%0,26 pp0,09 pp
MS77,9%79,0%1,06 pp0,87 pp
MT76,6%75,6%-1,07 pp-1,17 pp
PA78,8%80,2%1,41 pp1,27 pp
PB82,7%85,0%2,25 pp2,26 pp
PE81,8%82,2%0,41 pp0,30 pp
PI82,3%84,3%2,03 pp1,98 pp
PR80,5%83,1%2,53 pp2,52 pp
RJ77,3%76,5%-0,78 pp-0,85 pp
RN81,8%82,9%1,07 pp1,06 pp
RO75,4%77,8%2,45 pp2,34 pp
RR83,3%86,2%2,85 pp2,78 pp
RS80,2%81,8%1,54 pp1,65 pp
SC81,6%83,8%2,25 pp2,13 pp
SE81,7%81,2%-0,45 pp-0,47 pp
SP78,4%78,6%0,19 pp0,09 pp
TO81,5%80,0%-1,44 pp-1,44 pp

Como esta previsão será avaliada depois da apuração

Regra de avaliação declarada antes da apuração. É proposta da Arvor, não norma externa.

A comparação é com a apuração final do TSE do 1º turno, por votos válidos, com o exterior incluído. A versão avaliada é a congelada, com o hash ae5671a1311e962442049c5d387fd4e20436f8053112e8ebfa8975a69b66a7e6. Nenhuma hipótese será ajustada depois de conhecida a urna e apresentada como previsão anterior.

  1. Erro pontual por candidatura. Percentual de válidos de Lula, Flávio e demais, central menos observado, em pontos percentuais.
  2. Erro da diferença F−L. Central menos observado, em pontos. É a métrica que mais interessa, porque a faixa foi construída para ela.
  3. Cobertura da faixa. O resultado observado de Lula, de Flávio e da diferença caiu entre os quantis 5% e 95%? Cada um conta como acerto ou erro de faixa. Em escala regional, o mesmo teste com as cinco regiões e os votos publicados no JSON.
  4. Perda de quantil. Pinball loss nos quantis 5%, 50% e 95% da diferença F−L. Mede, de uma vez só, o nível e a largura da faixa.
  5. Comparação com a média simples publicada. Erro pontual das mesmas métricas para três referências: a média publicada das mesmas casas, a média publicada de todas as casas elegíveis e a média de peso temporal igual. Para comparar na mesma base, as três são normalizadas para votos válidos, só com Lula, Flávio e demais.
  6. Comparecimento e inválidos. Comparecimento nacional e branco ou nulo, central e observados, mais a abstenção por região. É a camada que a retrospectiva de 2018 para 2022 realmente testou.
  7. Segundo turno. A previsão implica 1º turno sem maioria absoluta: a probabilidade de Lula passar de 50% dos válidos é 0,1% e a de Flávio, 0,1%. Se alguém ultrapassar 50%, o modelo errou nessa dimensão.

O que seria acertar e errar, para um modelo com faixas

Um modelo com faixa de 90% erra a faixa em cerca de 10% das vezes, mesmo bem calibrado. Uma única eleição, portanto, não distingue um modelo bom de um modelo com sorte. O que ela distingue é a coerência com a hipótese declarada. Resultado dentro da faixa é compatível com o modelo. Resultado fora é evidência contra ele. Erro pontual menor que o da média simples é evidência a favor do mecanismo extra. Nenhuma das três valida o método.

Fica definido, antes da urna, que a previsão será considerada falha de faixa se a diferença F−L observada ficar fora do intervalo de -3,88 a 3,97 pontos. Será considerada falha de nível se o erro pontual absoluto da diferença for maior que o da média publicada de todas as casas. E será considerada falha de forma se alguém passar de 50% dos válidos. O resultado será publicado nos mesmos termos, qualquer que seja.

Quais variáveis ficam sem coeficiente automático?

Renda entra pelo cruzamento nacional e pela régua PNAD. UF entra pelo eleitorado e pelas pesquisas estaduais. Hábito de comparecimento entra onde existe cruzamento. Sexo, idade e escolaridade do cadastro ficam disponíveis no perfil, mas sem voto × comparecimento × demografia nas mesmas pessoas não há efeito eleitoral identificado para acrescentar.

Margens separadas de idade, renda e religião não recuperam sua distribuição conjunta com voto. Inventar essa tabela, adicionar coeficientes de aprovação, rejeição, medo e preferência por governador e chamar o resultado de “máximo de variáveis” pode contar o mesmo sinal várias vezes. O modelo usa informação adicional quando seu vínculo com o resultado está documentado; onde falta, publica hipótese e sensibilidade.

10

O que um estatístico perguntaria

Por que não um modelo de machine learning?

Resposta curta: para este problema, nesta eleição, não. O que a literatura usa para agregar pesquisas é um modelo de espaço de estados, e esta versão já o testa ao lado da média por recência. Ele não venceu. A central mudou na véspera por outro caminho, mais simples: a média por recência corrigida pela tendência de 28 dias encolhida, a única variante que passou no critério declarado antes do teste.

O que o aprendizado supervisionado exigiria

Um modelo supervisionado aprende uma função de x para y a partir de muitos pares observados. Aqui, x seria o estado das pesquisas a d dias da eleição: média, dispersão entre casas, tendência, efeitos de casa, indecisos. O alvo y seria o resultado oficial do TSE, na mesma eleição e na mesma unidade, o Brasil ou a UF.

A unidade independente é a eleição, não a pesquisa nem a UF. As 46 ondas nacionais desde 15/08 não são 46 exemplos: todas compartilham o mesmo erro comum em relação à urna de 04/10, e esse erro é justamente o que se quer aprender. As 27 UFs de uma mesma eleição também não são 27 exemplos: um deslocamento nacional move todas juntas. Shirani-Mehr e colaboradores (2018) estimam que o erro total das pesquisas estaduais americanas é cerca do dobro da margem declarada, e que boa parte dele é viés comum dentro de cada eleição. Com uma ou duas eleições de treino, esse componente tem um ou dois sorteios.

Um gradient boosting, uma rede neural ou mesmo uma regressão regularizada precisariam, para estimar com honestidade uma função de dezenas de entradas, de dezenas de eleições comparáveis com pesquisas arquivadas no mesmo formato. A regularização reduz a variância do ajuste. Não cria eleições que não existem.

O que o repositório tem

O acervo da Arvor tem os resultados oficiais do TSE de 2018 e de 2022, por seção e por município e zona. As fichas de pesquisa de 2026 vão de maio a outubro. De 2022, o acervo passou a ter as últimas ondas nacionais de 12 casas antes do 1º turno, com documento e hash (seção 06). De 2018, nenhuma. O número de pares (eleição, erro da média das casas) é, portanto, um. Mesmo arquivando 2018, seriam dois no nível nacional.

Com um ponto, não há como calibrar o erro de cada casa nem o desvio do erro comum. Os 2 pontos do erro comum continuam, por isso, um parâmetro de cenário declarado, e não uma estimativa.

Por que treinar agora seria ajustar ruído

  1. Sem rótulo. O resultado de 2026 não existe antes da apuração de 04/10. 2022 dá um único par: o erro comum de +3,92 pontos na diferença dos dois primeiros.
  2. Uma eleição de referência não identifica o erro comum. Qualquer coeficiente aprendido de 2022, como “as pesquisas subestimaram a direita”, seria a medida de um único sorteio de um erro que muda de tamanho e de sinal entre eleições. Jennings e Wlezien (2018, Nature Human Behaviour) analisam erros de pesquisas de véspera em dezenas de países e documentam essa variação entre eleições.
  3. Mudança de regime. 2026 tem candidaturas diferentes, casas novas, métodos novos (painéis digitais) e a reponderação PNAD da Arvor. Um modelo treinado em 2018 e 2022 extrapolaria fora do domínio.
  4. Graus de liberdade. Com 46 ondas, 14 casas e 5 categorias, qualquer modelo flexível tem mais parâmetros que informação independente sobre o que importa, o nível da urna.

Mesmo no comparecimento, onde os dados são abundantes, com 472.075 seções, a complexidade extra não ganhou: a taxa por seção teve RMSE de 1,24 ponto, contra 1,19 ponto da taxa da UF. Mais estrutura não basta sem uma validação que a favoreça.

O estado da arte é outro: modelos dinâmicos de espaço de estados

Na literatura de previsão eleitoral, a ferramenta padrão não é uma floresta aleatória. É o modelo de espaço de estados, em que a opinião verdadeira é uma variável latente que evolui no tempo, e cada pesquisa a observa com ruído e com o desvio próprio da casa. Jackman, 2005, propôs essa agregação para a Austrália. Linzer, 2013, estendeu a ideia para os estados americanos, com uma prior que combina fundamentos e pesquisas. Heidemanns, Gelman e Morris, 2020, acrescentaram erro não amostral e correlação entre estados.

θt = θt−1 + εt, εt ~ N(0, τ²)
yh,t = θt + δh + ηh,t, ηh,t ~ N(0, σ²h,t)

Em palavras: a opinião de hoje é a de ontem mais um passo aleatório de tamanho τ. Cada pesquisa vê a opinião de hoje, acrescida do desvio fixo δh da casa e de um ruído de amostragem. O modelo estima τ, quanto a opinião se mexe, e os δh, quanto cada casa se afasta das outras. Isso oferece uma alternativa à meia-vida de 3,0 dias, que é escolhida, com um parâmetro estimado dos dados.

Há um limite estatístico real. Só os desvios relativos entre casas são identificados: se todas errarem na mesma direção, nenhuma pesquisa mostra isso. É preciso assumir uma convenção, como desvios que somam zero, ou ancorar numa eleição passada. Em qualquer dos casos, o erro comum continua exigindo um termo declarado.

O que esta versão acrescentou

Esta versão acrescenta uma âncora nacional por modelo dinâmico, ao lado da média por recência. O estado é o nível das cinco categorias, em passeio aleatório diário, mais um efeito constante por casa, com soma zero entre as casas. As variâncias vêm da máxima verossimilhança, e o filtro de Kalman produz o estado na data do corte. A âncora usa as 46 ondas de 14 casas desde 15/08, as mesmas da média central.

Nos válidos, o estado final é Lula 44,42% e Flávio 44,01%, com diferença F−L de -0,41 ponto e desvio padrão de 2,27 ponto. Depois do mesmo caminho da central (geografia, eleitor provável e contagem de votos), o cenário “Âncora dinâmica” do simulador dá Lula 45,06% e Flávio 44,14% (F−L -0,92), contra Lula 45,12% e Flávio 45,26% (F−L 0,14) da central. O cenário dinâmico é mais favorável a Lula em 1,06 ponto.

O modelo estima também quanto as pesquisas variam além do erro amostral declarado. O multiplicador de erro não amostral é φ = 2,46, o que equivale a um efeito de desenho efetivo de 3,69, contra 1,5 assumido. A verossimilhança sobe de 456,40 (com φ = 1) para 479,22, e a estatística da razão de verossimilhança, 45,7, rejeita φ = 1 com folga. Como em Shirani-Mehr e colaboradores, as pesquisas variam mais do que o erro amostral explica. A opinião, por sua vez, se mexe cerca de 0,65 ponto por dia, em desvio padrão, na parcela de Lula.

Os efeitos de casa, na diferença L−F dos válidos, vão de +4,92 ponto (MDA, ondas: 2) a -5,59 ponto (Gerp, ondas: 2). A tabela completa está na seção 06. Isso descreve desvio relativo às outras casas, não erro contra a urna. As 3 casas com uma só onda têm desvio de cerca de 3,3 pontos nessa estimativa.

No simulador, a âncora dinâmica reutiliza o bootstrap das casas centrais, recentrado no estado final do filtro. O erro comum, o regional e o de comparecimento continuam os mesmos de todas as âncoras, e o desvio do estado final fica registrado no JSON sem ser somado duas vezes.

A validação de origem móvel

Para cada origem de 01/09 a 01/10, cada âncora usa só as ondas divulgadas até aquele dia e prevê as ondas com campo iniciado de 1 a 7 dias depois. O filtro reestima seus hiperparâmetros a cada origem. O erro é medido em pontos dos votos válidos, na diferença L−F: são 260 pares e 39 ondas-alvo.

Erro absoluto médio (RMSE e viés entre parênteses): a média por recência central teve 3,44 (4,05; +1,50), o DLM com φ estimado 3,60 (4,32; +2,19), o DLM com φ = 1 3,58 (4,32; +1,97) e o peso igual 3,56 (4,19; +1,89). Pareado por onda-alvo, o DLM menos a central dá +0,16 ponto de erro absoluto, erro-padrão 0,13, e o DLM foi melhor em 17 das 39 ondas. Trocar a meia-vida de 3 para 5 dias dá +0,03 (erro-padrão 0,04). Nenhuma alternativa se separa da central.

Deixando a casa do alvo fora (40 pares), a central erra 3,79 e o DLM 3,87, com diferença de +0,08 (erro-padrão 0,20). Prever a próxima onda da mesma casa (164 pares, 27 ondas) é outro problema: o DLM com o efeito da casa erra 2,24, a última onda da própria casa 2,19 e a central 3,15. O ganho do efeito de casa sobre a central é de 1,15 ponto (erro-padrão 0,44). Os efeitos de casa são reais e persistentes, mas servem para prever a próxima pesquisa de um instituto, não o nível do país.

Todas as âncoras tiveram viés positivo na diferença L−F, de +0,54 a +2,20: em setembro, as ondas seguintes vieram menos favoráveis a Lula do que a média anterior, e nenhuma âncora sem termo de deriva antecipa tendência. A meia-vida de 1 dia reduz o viés (+0,73), ao custo de mais erro absoluto (3,63) e de um RMSE maior (4,45). Por isso o DLM não virou central. Ele entra como âncora alternativa no simulador e como sensibilidade.

A troca da central na véspera

O critério foi declarado antes do teste: no horizonte de 1 a 3 dias, a alternativa precisa ter erro absoluto pareado não pior que o da média por recência e viés menor em módulo. São 116 pares e 39 ondas-alvo. A média por recência errou em média 3,31 pontos, com viés de +1,49. O DLM com tendência errou 3,55, com viés de +2,03, e a diferença pareada de erro foi +0,25 ponto (erro-padrão 0,14; positivo é pior): reprovou. A recência com a inclinação de 28 dias encolhida errou 3,20, com diferença pareada de −0,11 ponto (erro-padrão 0,13), e cortou o viés de +1,49 para +0,80: aprovada, e é a central desde 03/10. O ganho é modesto e não se distingue de zero; a variante foi escolhida entre quatro com tendência, e setembro teve tendência monótona, o período que mais favorece quem extrapola. A validação é contra pesquisas, não contra a urna.

A divisão da migração usada nos cenários concorda entre fontes independentes. Do que a terceira via perde, Flávio recebe 65% na série nacional de 28 dias com efeito fixo de casa, 61% na matriz de 1º × 2º turno da Nexus e 62% na do Datafolha; a síntese por variância inversa dá 62%. A aceleração de Flávio não é identificável: nos últimos 28 dias a razão de verossimilhança contra a inclinação constante tem p = 0,22, e o termo quadrático da regressão tem p = 0,02. Por isso a central extrapola uma reta encolhida, não uma curva.

O que essa validação mede e o que não mede. Ela mede a capacidade de antecipar a próxima pesquisa, e isso é informação útil sobre a velocidade de movimento da opinião e sobre os desvios das casas. Não mede a capacidade de antecipar a urna, porque a próxima pesquisa tem os mesmos vieses compartilhados da anterior. Prever pesquisa não é prever eleição, e a página diz isso pelo mesmo motivo que diz que a pesquisa não é previsão. O erro comum permanece como um termo declarado de 2 pontos.

Onde machine learning seria defensável

Defensável, quando houver acervo: aprender hiperparâmetros por validação entre eleições (meia-vida ou variância de evolução, encolhimento dos efeitos de casa, desvio do erro comum, correlação regional, peso da prior territorial), o que exige pesquisas de 2014, 2018 e 2022 arquivadas com documento, mais o resultado do TSE; calibrar as faixas de incerteza com erros históricos de véspera por eleição e UF; e aprender pesos de combinação entre poucas âncoras, com soma um. É estimação de poucos parâmetros com validação cruzada por eleição, não uma rede neural.

Não defensável: gradient boosting, florestas ou redes mapeando pesquisas para resultado com uma ou duas eleições de treino; tratar as UFs de uma eleição, ou as ondas de uma campanha, como exemplos independentes; e usar a série de 2026 para “aprender” o resultado de 2026, porque o único rótulo disponível antes da urna é a própria pesquisa, e prever pesquisa não corrige o erro comum das pesquisas.

Limites da âncora dinâmica

  • A soma zero dos efeitos de casa define o nível pela casa média. Se a maioria das casas errar na mesma direção, o DLM erra junto. Esse erro só está no Monte Carlo, com desvio assumido.
  • O passeio aleatório não tem deriva. Em campanha com tendência, todas as âncoras ficam atrás, e a validação mostra isso.
  • Os efeitos de casa são constantes no tempo. Mudança de método no meio da campanha vira movimento do nível ou resíduo.
  • A escala é aditiva, com truncamento e normalização no fim. Nas categorias pequenas (indecisos, branco ou nulo), a aproximação gaussiana é mais fraca.
  • Os hiperparâmetros são estimados com 46 ondas, e o desvio dos efeitos de casa depende muito das casas com uma onda só.

Calibrar o erro comum: o primeiro ponto

O desvio de 2 pontos do erro comum na diferença F−L é assumido. A calibração do erro comum, pendente de manhã, ganhou o primeiro ponto com 2022: a média das últimas ondas de 12 casas errou a diferença dos dois primeiros em +3,92 pontos, com desvio de 4,96 pontos entre casas (seção 06). O que falta é 2018: arquivar os relatórios das últimas ondas antes do 1º turno de cada casa com registro nacional, transcrever votos válidos, campo, n e registro no formato das fichas de 2022 e calcular o erro da média das casas. Mesmo assim seriam dois pontos. O desvio estimado serviria de referência de magnitude, combinado com a literatura internacional, e não de calibração.

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A previsão pode ser refeita

Fontes, atualização e versão congelada.

Os dados nacionais vêm do mesmo JSON que gera a página de reponderação. A inclusão de uma pesquisa nova no acervo alimenta a próxima execução do modelo, sem redigitar médias ou placares.

Na atualização de 03/10, foram incorporadas 34 novas ondas estaduais: 25 Quaest, cinco Datafolha de véspera (SP, MG, RJ, PE e DF), três Real Time Big Data (SP, PR e RJ) e Paraná Pesquisas no Tocantins. As ondas Quaest substituem as anteriores da mesma casa e UF, incluindo os novos segundos turnos e cruzamentos de hábito. O limite de disponibilidade usa o upload no site oficial, documentado separadamente do campo. A Vox Brasil nacional, com campo de 29/09 a 01/10 e divulgação em 02/10, participa da central com o placar publicado, pois não publica voto por renda. Na tarde de 03/10 entrou a CNT/MDA, 171ª rodada (campo de 30/09 a 02/10, 2.007 entrevistas, BR-04756/2026), com cruzamento por renda nas pp. 7 e 13: publicada em Lula 43,1 × Flávio 38,0 nos votos totais, com Flávio subindo de 30 para 38 na série da própria casa, e transportada à régua PNAD para 42,2 × 39,1. No mesmo dia entrou a Gerp, medição de 02/10 (campo de 30/09 a 02/10, 2.400 entrevistas por telefone, BR-00509/2026), com cruzamento por renda nas pp. 15 e 24: publicada em Flávio 43 × Lula 41 nos votos totais do 1º turno e 49 × 44 no 2º, e transportada à régua PNAD para 44,5 × 39,7 e 50,8 × 42,5. Ela substitui a Gerp de 24 a 28/09. Ainda em 03/10 entrou a Palver, onda 6 (campo de 30/09 a 03/10, 5.000 entrevistas online, BR-00198/2026), com cruzamento por renda nas pp. 30 e 35 e tabelas exatas no Explorer da casa: publicada em Flávio 47 × Lula 43 nos votos totais do 1º turno e 49 × 44 no 2º, e transportada à régua PNAD para 46,2 × 43,0 e 49,4 × 44,4. Ela substitui a onda 5 da Palver, de 24 a 27/09. A Palver tem o campo encerrado no dia da divulgação. Também em 03/10 entrou a PoderData/Aya (campo de 30/09 a 02/10, 4.000 entrevistas por telefone, BR-03519/2026). O PDF ainda não estava publicado; o cruzamento por renda dos dois turnos e o perfil da amostra (46/33/21) vêm dos gráficos oficiais da casa nas matérias do Poder360: publicada em Lula 42 × Flávio 41 nos votos totais do 1º turno e 46 × 46 no 2º, e transportada à régua PNAD para Flávio 42,3 × Lula 41,4 e Flávio 47,2 × Lula 45,2. Ela substitui a PoderData de 20 a 23/09. Na noite de 03/10 entrou a Datafolha de véspera (campo de 02 a 03/10, 4.006 entrevistas presenciais em 122 municípios, BR-01708/2026). O PDF ainda não estava publicado; os dois turnos e o cruzamento por renda vêm da API do painel do G1, contratante da pesquisa, que reproduz célula a célula o PDF da onda anterior, e o perfil de renda é o da onda de 01/10, como hipótese explícita até a íntegra sair: publicada em Lula 42 × Flávio 40 nos votos totais do 1º turno e 47 × 46 no 2º, e transportada à régua PNAD para Flávio 42,5 × Lula 39,8 e Flávio 48,8 × Lula 44,6. Ela substitui a Datafolha de 29/09 a 01/10. Também na noite de 03/10 entrou a Quaest de véspera (campo de 02 a 03/10, 3.702 entrevistas, BR-02197/2026). O PDF ainda não estava publicado; os dois turnos e o cruzamento por renda vêm da API do painel do G1, contratante da pesquisa, que reproduz célula a célula o PDF da onda de 27/09, e o perfil de renda é o daquela onda (31/42/27), como hipótese explícita até a íntegra sair: publicada em Lula 40 × Flávio 38 nos votos totais do 1º turno e Flávio 44 × Lula 42 no 2º, e transportada à régua PNAD para Lula 40,7 × Flávio 37,4 e Flávio 43,3 × Lula 42,7. Os 46 × 45 dos votos válidos divulgados pelo G1 saem do modelo de eleitor provável da Quaest e não entram no motor. Ela substitui a Quaest de 24 a 27/09. Também na noite de 03/10 entrou a Futura, rodada 13 (campo de 02 a 03/10, 2.000 entrevistas por telefone, BR-02431/2026). O Poder360 ainda não publicara a íntegra; o relatório de 10 páginas vem da matéria da CNN Brasil, que o embute, e a rodada consta da biblioteca da própria casa: publicada em Flávio 42,5 × Lula 40,5 nos votos totais do 1º turno e 48,0 × 45,1 no 2º. Sem voto por renda, participa da central com o placar publicado. Ela substitui a Futura de 25 a 29/09. Palver, Datafolha, Quaest e Futura têm o campo mais recente do acervo, encerrado em 03/10, dia da divulgação; com CNT/MDA, Gerp e PoderData, encerradas em 02/10, formam o grupo de maior peso na central pela recência. Na camada territorial entraram cinco ondas estaduais de véspera do Datafolha, com voto presidencial em SP (28 a 30/09, 1.610 entrevistas, BR-02676/2026), MG (28/09 a 01/10, 1.204, BR-03604/2026), RJ (29/09 a 01/10, 1.204, BR-01272/2026), PE (28/09 a 01/10, 1.204, BR-00950/2026) e DF (28 a 30/09, 910, BR-09530/2026), divulgadas em 02/10. Não há PDF estadual: os dois turnos vêm da API do painel do G1, a ficha vem da matéria do próprio instituto, e os votos válidos recompostos do painel batem com os publicados pela Folha dentro do arredondamento. Essas ondas só informam a geografia e a reserva de 2º turno por UF; o nível nacional continua vindo das pesquisas nacionais. A Quaest não publicou estadual depois das ondas de 25 a 28/09 já no acervo.

Na manhã de 04/10 entrou a AtlasIntel nacional final (Atlas/Bloomberg, campo de 27/09 a 02/10, 4.945 entrevistas por recrutamento digital aleatório, BR-00999/2026, publicada em 03/10). O relatório é imagem: o perfil de renda está na p. 5 (20,0/12,0/24,0/26,6/17,4) e o voto do 1º turno por renda na p. 17, transcrito célula a célula. Publicada em Lula 46,7 × Flávio 43,8 nos votos totais do 1º turno, recomposta pelas bases de renda em 46,8 × 43,7 (e em 46,7 × 43,8 por sexo e por região) e transportada à régua PNAD para 46,7 × 43,8: a amostra de renda da Atlas já está perto da PNAD e o ajuste não move o placar. O 2º turno, Lula 47,6 × Flávio 47,4 com 5,0 de branco, nulo e não sei numa barra só (p. 19), não tem cruzamento por renda e participa com o placar publicado. Ela substitui a AtlasIntel de 23 a 28/09. Na camada territorial entraram onze ondas estaduais finais da AtlasIntel, todas com campo de 27/09 a 02/10 e publicadas em 03/10: AC (BR-02212/2026), BA (BR-01177/2026), CE (BR-09756/2026), ES (BR-02089/2026), GO (BR-02318/2026), MT (BR-02167/2026), MS (BR-07964/2026), PA (BR-07727/2026), PI (BR-06245/2026), RJ (BR-02842/2026) e SP (BR-08300/2026), com o registro estadual ao lado em cada ficha. Elas substituem a onda anterior da mesma casa e UF onde havia uma; AC e PA não tinham Atlas no acervo. Os relatórios estaduais publicam o 1º turno com branco/nulo e não sei separados e, salvo BA e PI, juntam branco, nulo e não sei numa barra só no 2º turno, gravada como a casa publica. Somadas às 34 de 03/10, são 45 ondas estaduais recentes no acervo.

Fontes localizadas que ainda não entraram
CasaUFSituaçãoFonteMotivo
AtlasIntelCEexcluídaDocumento localizadoO arquivo ligado na página oficial não publica intenção de voto presidencial; contém disputas estaduais. Mantida onda presidencial anterior.
AtlasIntelMGexcluídaDocumento localizadoO arquivo ligado na página oficial não publica intenção de voto presidencial; contém disputas estaduais. Mantida onda presidencial anterior. Há título Presidente sobre perguntas de governador.
AtlasIntelSPexcluídaDocumento localizadoO arquivo ligado na página oficial não publica intenção de voto presidencial; contém disputas estaduais. Mantida onda presidencial anterior. Há título Presidente sobre perguntas de governador.
AtlasIntelRJexcluídaDocumento localizadoO arquivo ligado na página oficial não publica intenção de voto presidencial; contém disputas estaduais. Mantida onda presidencial anterior.
Real Time Big DataMGpendenteDocumento localizadoNotícia identificada, mas sem relatório primário acessível na matéria. Nenhum número transportado da notícia.
# Preparação inicial das fontes oficiais (cache local):
python3 scripts/predicao-2026-fontes.py
python3 scripts/predicao-2026-tse.py
python3 scripts/predicao-2026-validar.py

python3 scripts/predicao-2026-build.py --refresh-agregador --hoje 2026-10-03
# Reextrair as Quaest documentadas nesta atualização (requer Tesseract por):
python3 scripts/predicao-2026-estaduais.py
# Para a atualização de domingo, depois de integrar fontes novas:
python3 scripts/predicao-2026-build.py --refresh-agregador --hoje 2026-10-04
# Sensibilidade temporal, com novo snapshot:
python3 scripts/predicao-2026-build.py --hoje 2026-10-04 --meia-vida-nacional 5 --meia-vida-estadual 10

O comando recalcula o agregador, gera a página de reponderação, gera a previsão e preserva um snapshot com hash em analysis/predicao_2026/snapshots/. Não busca ou transcreve automaticamente uma pesquisa ainda ausente do acervo. A geração falha se não houver casas suficientes na janela; uma média antiga não se prolonga silenciosamente.

Hash do conteúdo e configuração: ae5671a1311e962442049c5d387fd4e20436f8053112e8ebfa8975a69b66a7e6. Há também hashes dos ZIPs TSE, do agregador, dos resumos históricos e de cada transcrição estadual. A conferência dos totais de 2022 usa resumos arquivados da API do TSE; não depende da disponibilidade atual de seu endpoint. Uma execução retrospectiva com arquivos atuais não prova que esses arquivos já estavam disponíveis naquela data.

TSE, resultados de 2022 e apuração por seção; resultados de 2018 para a retrospectiva; eleitorado de 2026, perfil e locais de votação; data da eleição e documentação oficial.

IBGE, PNAD Contínua, microdados e documentação arquivados no projeto; IBGE, malha territorial. Para fontes técnicas: Gelman, 2021, pesquisa e previsão; Shirani-Mehr et al., 2018, incerteza das pesquisas; Jackman, 2005, agregação de pesquisas por modelo de espaço de estados; Linzer, 2013, Journal of the American Statistical Association; Heidemanns, Gelman e Morris, 2020, Harvard Data Science Review; Jennings e Wlezien, 2018, Nature Human Behaviour; Harvey, 1989, e Durbin e Koopman, 2012, sobre modelos de espaço de estados e filtro de Kalman. A formulação e os parâmetros deste modelo são da Arvor; não são uma aplicação validada desses trabalhos ao Brasil.

Abrir as fichas estaduais e suas páginas de origem
ACNorte · 0,61 mi eleitores · 3 pesquisas

92,6% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 32,6% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Quaest2026-09-2411,515,98%804BR-02777/2026p. 92FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
Real Time Big Data2026-09-1916,518,18%1600BR-01620/2026p. 7Fontedivulgação documentada
AtlasIntel2026-10-024,533,24%836BR-02212/2026p. 27Fontecartão de 03.10.2026 na página de pesquisas da AtlasIntel, com o PDF
ALNordeste · 2,44 mi eleitores · 3 pesquisas

92,7% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 39,1% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Quaest2026-09-2411,519,18%804BR-04938/2026p. 75FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
AtlasIntel2026-09-0927,55,91%1208BR-07020/2026p. 17Acervo, hash no JSONdata de divulgação ausente; documento no acervo atual
Real Time Big Data2026-09-2411,535,79%1600BR-07734/2026p. 8Fontedivulgação documentada
AMNorte · 2,80 mi eleitores · 3 pesquisas

91,3% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 45,7% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Quaest2026-09-2312,520,29%804BR-08101/2026p. 116FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
AtlasIntel2026-09-0333,53,74%1185BR-01799/2026p. 18Acervo, hash no JSONdata de divulgação ausente; documento no acervo atual
PoderData2026-09-2312,530,29%1200BR-00846/2026p. 6Fontedivulgação documentada
APNorte · 0,58 mi eleitores · 1 pesquisas

69,9% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 69,2% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Quaest2026-09-2312,530,76%804BR-04806/2026p. 74FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
BANordeste · 11,31 mi eleitores · 2 pesquisas

95,7% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 30,1% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
AtlasIntel2026-10-024,555,00%2199BR-01177/2026p. 26Fontecartão de 03.10.2026 na página de pesquisas da AtlasIntel, com o PDF
Quaest2026-09-2312,514,94%900BR-03961/2026p. 74FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
CENordeste · 7,00 mi eleitores · 3 pesquisas

94,9% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 26,8% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Real Time Big Data2026-09-1718,512,24%1600BR-03822/2026p. 7Fontedivulgação documentada
AtlasIntel2026-10-024,548,96%2227BR-09756/2026p. 26Fontecartão de 03.10.2026 na página de pesquisas da AtlasIntel, com o PDF
Quaest2026-09-2213,512,05%900BR-03184/2026p. 74FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
DFCentro-Oeste · 2,26 mi eleitores · 3 pesquisas

96,2% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 32,0% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
AtlasIntel2026-09-0135,52,16%1193BR-04726/2026p. 19Acervo, hash no JSONdivulgação documentada
Quaest2026-09-287,532,02%1104BR-00531/2026p. 82FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
Datafolha2026-09-305,033,81%910BR-09530/2026p. https://especiaisg1.globo/api/pesquisas-eleitorais/graficos/161/?tipo_pergunta=ESTIMULADA-PRE-002&instituto=DatafolhaFontematéria do Datafolha e da Folha (contratante), 02/10/2026; placares no painel do G1, sem PDF
ESSudeste · 2,99 mi eleitores · 3 pesquisas

93,9% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 25,6% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Quaest2026-09-2411,512,57%804BR-03414/2026p. 92FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
AtlasIntel2026-10-024,538,34%1226BR-02089/2026p. 21Fontecartão de 03.10.2026 na página de pesquisas da AtlasIntel, com o PDF
Real Time Big Data2026-09-2411,523,45%1600BR-09948/2026p. 8Fontedivulgação documentada
GOCentro-Oeste · 5,08 mi eleitores · 3 pesquisas

92,5% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 28,1% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
AtlasIntel2026-10-024,541,14%1198BR-02318/2026p. 25Fontecartão de 03.10.2026 na página de pesquisas da AtlasIntel, com o PDF
Real Time Big Data2026-09-2115,018,21%1600BR-04652/2026p. 8Fontedivulgação documentada
Quaest2026-09-2312,512,50%804BR-03864/2026p. 84FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
MANordeste · 5,18 mi eleitores · 1 pesquisas

88,5% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 64,6% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Quaest2026-09-2411,535,44%900BR-04892/2026p. 108FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
MGSudeste · 16,37 mi eleitores · 4 pesquisas

95,5% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 20,2% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Real Time Big Data2026-09-1916,511,28%2000BR-01531/2026p. 7Fontedivulgação documentada
AtlasIntel2026-09-2016,511,28%1799BR-06996/2026p. 21Acervo, hash no JSONdata de divulgação ausente; documento no acervo atual
Quaest2026-09-287,527,50%1506BR-08467/2026p. 93FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
Datafolha2026-10-014,529,71%1204BR-03604/2026p. https://especiaisg1.globo/api/pesquisas-eleitorais/graficos/165/?tipo_pergunta=ESTIMULADA-PRE-002&instituto=DatafolhaFontematéria do Datafolha e da Folha (contratante), 02/10/2026; placares no painel do G1, sem PDF
MSCentro-Oeste · 2,02 mi eleitores · 2 pesquisas

96,4% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 33,7% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Quaest2026-09-2411,516,52%804BR-04113/2026p. 83FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
AtlasIntel2026-10-024,549,78%1211BR-07964/2026p. 25Fontecartão de 03.10.2026 na página de pesquisas da AtlasIntel, com o PDF
MTCentro-Oeste · 2,64 mi eleitores · 2 pesquisas

90,2% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 33,9% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Quaest2026-09-2411,516,64%804BR-09594/2026p. 92FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
AtlasIntel2026-10-024,549,43%1194BR-02167/2026p. 24Fontecartão de 03.10.2026 na página de pesquisas da AtlasIntel, com o PDF
PANorte · 6,26 mi eleitores · 2 pesquisas

85,9% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 33,2% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Quaest2026-09-2510,517,97%804BR-04603/2026p. 76FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
AtlasIntel2026-10-024,548,83%1206BR-07727/2026p. 23Fontecartão de 03.10.2026 na página de pesquisas da AtlasIntel, com o PDF
PBNordeste · 3,25 mi eleitores · 2 pesquisas

90,7% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 69,5% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Quaest2026-09-2114,525,31%804BR-09990/2026p. 92FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
AtlasIntel2026-09-0234,55,24%1207BR-04083/2026p. 12Acervo, hash no JSONdivulgação documentada
PENordeste · 7,22 mi eleitores · 3 pesquisas

96,1% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 23,8% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
AtlasIntel2026-09-2016,513,26%1836BR-09256/2026p. 18Acervo, hash no JSONdivulgação documentada
Quaest2026-09-287,528,05%1302BR-08289/2026p. 74FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
Datafolha2026-10-014,534,92%1204BR-00950/2026p. https://especiaisg1.globo/api/pesquisas-eleitorais/graficos/170/?tipo_pergunta=ESTIMULADA-PRE-002&instituto=DatafolhaFontematéria do Datafolha e da Folha (contratante), 02/10/2026; placares no painel do G1, sem PDF
PINordeste · 2,70 mi eleitores · 2 pesquisas

88,0% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 36,5% no pooling. Sem cruzamento elegível por comparecimento: fator neutro, sem extrapolar de outra UF.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
AtlasIntel2026-10-024,554,76%1230BR-06245/2026p. 20Fontecartão de 03.10.2026 na página de pesquisas da AtlasIntel, com o PDF
Datafolha2026-09-1619,08,75%826BR-09377/2026p. 25Fontedivulgação documentada
PRSul · 8,61 mi eleitores · 3 pesquisas

93,9% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 32,1% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
AtlasIntel2026-09-1620,512,05%1794BR-09264/2026p. 21Acervo, hash no JSONdata de divulgação ausente; documento no acervo atual
Quaest2026-09-2312,514,27%804BR-04607/2026p. 93FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
Real Time Big Data2026-09-288,041,56%1600BR-03875/2026p. 9Fontedivulgação documentada
RJSudeste · 12,86 mi eleitores · 4 pesquisas

91,4% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 14,3% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
AtlasIntel2026-10-024,526,21%2244BR-02842/2026p. 24Fontecartão de 03.10.2026 na página de pesquisas da AtlasIntel, com o PDF
Quaest2026-09-287,516,90%1302BR-03534/2026p. 90FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
Real Time Big Data2026-09-297,020,46%2000BR-05193/2026p. 9Fontedivulgação documentada
Datafolha2026-10-014,022,10%1204BR-01272/2026p. https://especiaisg1.globo/api/pesquisas-eleitorais/graficos/173/?tipo_pergunta=ESTIMULADA-PRE-002&instituto=DatafolhaFontematéria do Datafolha e da Folha (contratante), 02/10/2026; placares no painel do G1, sem PDF
RNNordeste · 2,66 mi eleitores · 1 pesquisas

94,6% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 67,1% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Quaest2026-09-2411,532,90%804BR-04790/2026p. 93FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
RONorte · 1,27 mi eleitores · 1 pesquisas

89,1% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 69,2% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Quaest2026-09-2312,530,76%804BR-06511/2026p. 116FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
RRNorte · 0,40 mi eleitores · 2 pesquisas

79,7% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 61,0% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Quaest2026-09-2411,529,89%804BR-07149/2026p. 72FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
AtlasIntel2026-09-0927,59,15%1200BR-04752/2026p. 17Acervo, hash no JSONdata de divulgação ausente; documento no acervo atual
RSSul · 8,52 mi eleitores · 2 pesquisas

98,3% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 48,7% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
AtlasIntel2026-09-2016,527,14%1819BR-01816/2026p. 19Acervo, hash no JSONdata de divulgação ausente; documento no acervo atual
Quaest2026-09-2312,524,20%900BR-03260/2026p. 93FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
SCSul · 5,73 mi eleitores · 2 pesquisas

92,0% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 62,7% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
AtlasIntel2026-09-0927,59,49%1211BR-06230/2026p. 23Acervo, hash no JSONdata de divulgação ausente; documento no acervo atual
Quaest2026-09-2312,527,84%804BR-09969/2026p. 83FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
SENordeste · 1,74 mi eleitores · 1 pesquisas

92,9% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 60,7% no pooling. Sem cruzamento elegível por comparecimento: fator neutro, sem extrapolar de outra UF.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Real Time Big Data2026-09-2115,039,28%1600BR-03708/2026p. 7Fontedivulgação documentada
SPSudeste · 34,12 mi eleitores · 4 pesquisas

94,0% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 13,8% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Real Time Big Data2026-09-288,017,91%2000BR-09891/2026p. 9Fontedivulgação documentada
AtlasIntel2026-10-024,525,33%2243BR-08300/2026p. 25Fontecartão de 03.10.2026 na página de pesquisas da AtlasIntel, com o PDF
Quaest2026-09-287,518,82%1800BR-05155/2026p. 75FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
Datafolha2026-09-305,024,10%1610BR-02676/2026p. https://especiaisg1.globo/api/pesquisas-eleitorais/graficos/180/?tipo_pergunta=ESTIMULADA-PRE-002&instituto=DatafolhaFontematéria do Datafolha e da Folha (contratante), 02/10/2026; placares no painel do G1, sem PDF
TONorte · 1,18 mi eleitores · 3 pesquisas

91,3% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 23,6% no pooling. Há cruzamento publicado por hábito de comparecimento.

CasaCampo finalIdade (dias)Peso territorial com priornRegistroPáginaDocumentoDisponibilidade
Quaest2026-09-2213,59,49%804BR-00781/2026p. 92FonteLimite conservador de disponibilidade: upload no site oficial; não é a data do campo
Real Time Big Data2026-09-2411,521,58%1600BR-07147/2026p. 8Fontedivulgação documentada
Paraná Pesquisas2026-10-014,045,35%1504BR-02312/2026p. 8Fontedivulgação documentada
ZZExterior · 0,92 mi eleitores · 0 pesquisas

70,8% dos eleitores de 2026 estão em seções com chave também encontrada em 2022. A prior territorial pesa 100,0% no pooling. Sem cruzamento elegível por comparecimento: fator neutro, sem extrapolar de outra UF.

Exterior: prior histórica de 2022 com movimento nacional de 2026. Transporte entre Jair e Flávio é hipótese; nenhum eleitor individual é identificado.